As aéreas, as fabricantes e os impactos de problemas nas frotas

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Por Alexandre Zylberstajn

Oi pessoal,

Nós do PP estamos obviamente muito tristes com todos os últimos acontecimentos e notícias que permeiam os 737 MAX 8. Isso nos fez refletir bastante a respeito do papel e impacto nas companhias aéreas de um problema com seu fornecedor de aeronaves.

A Gol e diversas outras cias suspenderam todas as operações em rotas operadas por este modelo da Boeing e as repercussões disso costumam ser muito mais profundas do que imaginamos no primeiro minuto.

GOL 737MAX Delivery – June 28, 2018

Há pouco tempo, algumas cias aéreas passaram por uma situação similar de problemas com um modelo de aeronaves: nesse caso, com o B787, conhecido como “DreamLiner”. Os B787s de diversas cias tiveram um problema em seus motores, fabricados pela Rolls Royce, os quais tiveram que ser inutilizados por longos períodos para a realização de todo tipo de manutenção e adequação. Resultado nas operadores do modelo: voos cancelados, voos migrados a wetlease, voos operados em aviões bastante velhos, em alguns casos emprestados pela Boeing enquanto o imbróglio não se resolvia por completo, entre outras consequências.

Agora a Gol parece que vai sofrer do mesmo . E nós, passageiros de todas essas aéreas, sofremos juntos. Isso nos fez refletir: qual o grau de responsabilidade de cada ator nessa cadeia? O que é papel da Gol versus o que é papel da Boeing? Quem vai pagar pelas milhares de reacomodações que foram feitas e serão feitas aos passageiros impactados?

De imediato tendemos a considerar esses custos mais óbvios que cada companhia aérea terá ao encostar seus aviões – seus ativos mais valiosos e cuja utilização impacta tanto em seus resultados… Mas, pensando um pouco além disso, não podemos ignorar o grau de insatisfação gerado aos passageiros que compraram uma expectativa e terão outra completamente diferente; o dano à imagem da companhia que de repente se vê obrigada a cancelar centenas ou milhares de voos (ou manter a operação em uma lata velha)…

Sabemos que existe uma parceria entre as aéreas e as fabricantes de avião – o que não poderia ser diferente. É uma relação simbiótica e de interesses super alinhados em todos os sentidos. Por este motivo, sem dúvida imaginamos que a Boeing vá ajudar a Gol de alguma forma, assim como a fez com a Latam no caso dos 787. Mas, de qualquer forma, o estrago maior é sentido por quem opera os aviões…

Esperamos que a situação do B737 Max 8 se resolva o quanto antes – que a Boeing tenha um alívio em meio a tantos problemas de frota e mais importante, que tenhamos total segurança ao voar!

Algum palpite de quem paga pelo prejuízo das cias aéreas nesses casos?

 

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