Classe Executiva da Condor no B767 – Frankfurt para Recife

Cias Aéreas Classe Executiva

Por Fábio Vilela

Hoje vamos para mais um review inédito aqui no Passageiro e Primeira – Classe Executiva da Condor! Depois de um bate-volta para a Ásia que terminou na Europa eu precisava voltar para o Brasil – e a melhor forma e mais barata (falarei sobre o custo no final do post) que encontrei foi pela Condor – uma empresa do grupo Thomas Cook.

A cia opera no T1 de Frankfurt e tem um guichê dedicado para quem viaja de classe executiva. Ao conversar com a funcionária ela me contou que eles não embarcam com a executiva vazia, ou seja, fazem leilão de upgrade até o último momento no portão. Neste dia em específico estavam vendendo o upgrade da classe Econômica para a Econômica Premium (mesma poltrona, apenas mais espaço) por 100EUR e da Econômica Premium p/ Executiva por 300EUR.

A Condor utiliza da sala vip da Lufthansa (Business Lounge) portanto não irei fazer review pois já tem diversos aqui no PP.

Vôo Condor DE2342 – 23/05/2018
Frankfurt (FRA)  Recife (REC)
Assento: 3G – Classe Executiva
Partida: 11:35 / Chegada: 16:45 / Duração: 10h10
Aeronave: B767-300

O embarque aconteceu no horário e os portões foram separados por classes – ao lado direito do gate ficou destinado p/  Executiva e Premium e o lado esquerdo classe econômica.

O layout da executiva é 2-2-2 dividido em apenas 3 fileiras.

A disposição e tipo de assento me lembrou muito os antigos da US Airways (leia meu review aqui).

Como eu já imaginei que não sobraria nenhum lugar vazio, eu tentei tirar as fotos o mais breve possível para poder conseguir a cabine ainda sem ninguém, mas não deu muito certo, logo ela já estava lotada, rs.

Eu optei por sentar na 3G por ser no meio, assim não incomodaria ninguém caso precisasse levantar.

O estado de conservação e manutenção dos assentos estavam de acordo com a idade do avião – século passado, rs.

O espaço para os pés – onde a poltrona quando reclinada vai parar (porque ela é tobogã) é bem limitado.

O apoio dos braços é retrátil e limita ainda mais o espaço do passageiro.

O controle de posição da cadeira era personalizável além de ter algumas funções pré-estabelecidas.

Os passageiros da business também contam com tomadas universais individuais – elas ficam embaixo do console.

Apesar do “hard product” não ser dos melhores, o atendimento me surpreendeu. A comissária que me atendeu foi extremamente simpática, gentil e sorridente o tempo todo – ponto positivo. Ainda em solo eles passaram distribuindo bebidas de boas vindas – detalhe para o copo com a logo da empresa.

Esta era a minha visão – já sentado – notem (pelos meus pés) que a poltrona mesmo na posição vertical, ainda tem um espaço limitado.

Os amenities kit’s já estavam na poltrona (em cima do monitor) quando embarquei.

O estojo – que também pode ser usado como capa de óculos – era bem simples e o conteúdo mais ainda – apenas tapa olho-meia e kit de higiene bucal.

O fone de ouvido até aparenta ser noise-cancelling – mas pura enganação – é totalmente de plástico e com qualidade muito baixa.

O joystick que ficava na lateral tinha poucas funções.

Este botão quadrado era tipo um “mouse” onde você ia mexendo e o cursor na tela acompanhando – muito lento e complicado.

O entretenimento de bordo era extremamente devagar e imagem de baixa resolução, mas até com boa variedade de filmes.

Um fato me chamou a atenção – quando a comissária veio tirar os pedidos, ela foi anotado os mesmos no próprio cardápio – ou seja, rabiscando um a um. Curioso né?

Logo que atingimos altitude de cruzeiro o serviço começou -com bebidas e castanhas em embalagem descartável.

O serviço foi extremamente LENTO – pois era somente um trolley operando. Então primeiro eles serviram os passageiros do corredor no lado esquerdo e depois o direito – o que prejudicou a agilidade do atendimento.

Em relação a comida – MUITO bem apresentada, boa quantidade e saborosa – tinha até sushi de entrada além de salada e mousse de coelho! OBS: Pães vieram devidamente aquecidos.

Detalhe MEGA especial – olha o saleiro/pimenteiro! Não é o mais INCRÍVEL de todos?

Eu trouxe 3 de lembrança, rs. (autorizados pelos comissários).

É para guardar com carinho, não acham?

Quando você desacopla a hélice, a parte de baixo de desencaixa da parte de cima – sendo uma destinada para o sal e a outra para pimenta – mega criativo né non?

A carne estava no ponto ideal apesar de ter soltado muita água. Os aspargos com molho Bernáise estavam ótimos!

Após o almoço pedi o prato de queijos em seguida da sobremesa – bolo de mascarpone (sabor berry) – muito bom por sinal.

Curiosidade: só embarcaram uma garrafa de vinho do porto e eu terminei ela toda sozinho, rs.

Vamos a parte negativa da viagem – o conforto da poltrona. Extremamente apertada, desconfortável e nada conveniente para dormir.

Ela fica no melhor estilo tobogã quando reclinada, ou seja, você dorme de cinto e acorda de coleira.

Apesar de ter uma boa inclinação, o espaço limitado para os pés te limita movimentar além de ser bem complicado achar uma posição confortável para dormir.

Um overview da cabine.

Como o voo era diurno, até que não “sofri” muito mas se fosse noturno e mais longo com certeza teria prejudicado a viagem.

Teve uma pseudo disputa entre eu e meu colega ao lado em relação a quantidade de copos no console, rs.

Nesta foto vocês conseguem ter uma visão melhor que a poltrona é meio escorregador.

E o apoio dos pés é nada menos que um ferro no final do assento – também oferecendo zero conforto.

A segunda refeição foi servida faltando 3h30 para o pouso!!!! Oi?!!? Queria entender esta logística/método?! Apesar disto novamente ponto positivo para. comida – saborosa e bem apresentada – na medida do possível, claro! Optei pelo chicken massala – um prato típico indiano – estava uma delícia!

Acabou o serviço e tivemos em torno de 2h00 a mais até o pouso, que ocorreu no horário.

Bom, a impressão que eu tive ao voar com a Condor, é que a empresa tem muita coisa ainda que se remete à Lufthansa – cia que um dia foi dona da condor. Notei isto pelo cardápio, tag dos nomes, atendimento, etc.

Claro que a empresa não tem os melhores aviões e nem uma poltrona competitiva em um mercado atual, mas para uma cia focada somente em destinos de lazer e fretamento – como se fosse uma “CVC” – acredito que ainda consiga atender a necessidade da demanda, e vocês?


Como emiti/comprei minha passagem?

Para quem não sabe a Condor opera para alguns destinos no Brasil – principalmente no Nordeste e a cia oferece tarifas extremamente competitivas para quem deseja emitir one-way – só um trecho da Europa p/ o Brasil.

A compra foi feita direta pelo site da Condor usando meu cartão de crédito brasileiro e apesar da empresa não atender uma grande variedade de cidades brasileiras, é possível comprar para diversos destinos já que a Condor tem parceria com a Azul e GOL. Vejam que no meu caso meu bilhete foi Frankfurt p/ Recife (Condor) e Recife p/ Belém (Azul).

Paguei o valor de U$810,00 que não é barato, mas também não é uma fortuna – e como eu nunca tinha voado pela cia, valeu pelo investimento!


Onde creditei as milhas?

Para quem não sabe, a Condor é parceira do programa do Mileage Plan da Alaska Airlines.

Optei por jogar as milhas lá que me garantiu 200% de acúmulo.

A Alaska tem um ótimo programa de fidelidade pois é parceira de cias como Emirates, Cathay Pacific, American Airlines, Singapore entre outras (veja mais aqui) e as milhas nunca expiram desde que você tenha atividade na conta a cada 24 meses (acúmulo ou resgate) – então foi o melhor negócio pra mim!


Bom pessoal, então taí – avaliado e explicado – timtim por timtim! Espero que tenham gostado e aproveito para perguntar – vocês já viajaram de Condor? Como foi a experiência?

Avaliação

Média
6.9

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