Classe Executiva da Emirates no B77W – Dubai p/ o Rio de Janeiro

Depois de madrugar no aeroporto de Dubai, era hora de voltar – que loucura que eu fiz né pessoal? Mas tudo pelas avaliações, rs.

Meu vôo para o Rio de Janeiro foi operado um B777-300ER, mas com configuração antiga, bem defasada por sinal.

Vôo Emirates EK 247 – 25/08/2017
Dubai (DXB) ✈ Rio de Janeiro (GIG)
Assento: 6B – Classe Executiva 
Partida: 07:10 / Chegada: 14:30 / Duração: 14h20
Aeronave: B777-300ER

O layout da executiva no B77W da Emirates é o mais desagradável possível 2-3-2. A business é dividida em duas seções – a primeira com apenas 2 fileiras e a segunda com quatro.

Originalmente eu estava na segunda seção no 8D (lateral/meio) mas quando fechou as portas notei que a primeira fileira toda (6) ficou vazia, então mudei para a 6B assim teria mais privacidade durante o voo.

Ainda em solo fui recepcionado pelo comissário (super gente boa por sinal) que me levou até o assento, foi ele mesmo que me avisou que tinha sobrado cadeiras vagas. Para quem viaja sozinho este layout é péssimo pois você tem muito pouca privacidade.

Conforme falei, este avião ainda ostenta a cabine velha, portanto você vai se sentir quase de volta no passado. Um dica que quero dar para vocês, o assento 8A e 8B tem uma divisão a mais no console que é de onde sai a TV, consequentemente dando mais privacidade ainda (foto abaixo).

Enquanto que o assento 6A e 6B não tem – vejam que não há o restante em madeira, já que os dois monitores ficam na parede.

Fui recepcionado com drink (ainda no 8D) enquanto comecei a fazer algumas fotos. Pra variar e como vocês podem perceber, a madeira impera nos materiais usados.

Além disto todo o assento tem um acabamento bem “barato” lembrando plástico. A tomada ficava no canto embaixo do meu braço direito assim como a porta USB.

Mais um pouco acima dela estava o joystick do controle do IFE e a entrada de áudio – ambos antigos por sinal.

A cadeira também oferece uma espécie de “tablet” bem menos moderno e mais lento que no do A380.

Através dele você controla a programação assim como algumas funções do assento.

O amenity kit é o mesmo da Bulgari – de ótima qualidade e com tudo que possamos precisar.

Além disto foi oferecido meias e tapa-olhos praticamente descartáveis e o fone de ouvido noise-cancelling.

Como a TV fica no bulkhead (parede) a distância às vezes prejudica a qualidade da imagem (que já não é muito boa pela idade da tela).

O entretenimento é vasto e com diversas opções mas a interface deste é bem lenta – acredito que o sistema operacional é mais antigo.

Sobrevoando a Palm Island – demais né?

Foram entregues então o menu e a carta de vinhos.

Abri a mesinha para vocês verem que apesar do tamanho bom ela fica bem baixa em relação às suas pernas.

Como o vôo é diurno, o primeiro serviço é café da manhã – comecei com capuccino e um pão doce. O comissário que me atendeu era extremamente gentil, daqueles que até passam um pouco do limite querendo agradar, rs. Além disto ele fazia tudo com muita pressa, bem efusivo – o que eu particularmente não gosto.

Durante o café da manhã eu pedi uma água com gás que nunca veio, meu café acabou e ele também não aparecia para report – dois pontos negativos. Optei pelos Ovos Benedict que estavam ótimos, assim como as frutas frescas e o muffin divino.

Terminei e fui me trocar para dormir. A poltrona é pseudo tobogã, ou seja, nada de ser flatbed 100%.

Involuntariamente ela escorrega e fica inclinada o que prejudica na hora de dormir.

Para os passageiros da business é oferecido edredom, um mattress (pad) para forrar o assento e travesseiro. Neste meu voo quem arrumou a cama foi o próprio comissário.

Apesar da inclinação a cama é (na medida do possível) confortável pra dormir.

Note que caso o companheiro do lado estiver dormindo você vai ter que fazer acrobacia para poder levantar do seu lugar.

Tentei me distrair com o wifi abordo, mas ele ficou sem funcionar boa parte do percurso. Lembrando que 20MB de wifi é gratuito ou 500MB por U$15.99. Caso você seja membro Skywards o acesso é gratuito desde que seu numero de fidelidade esteja inserido na reserva.

No meio do voo bateu aquela fome e pedi um dos snacks rápidos disponíveis – veio um pão com presunto de parma e azeitonas e o risoto de cevada – que estava ótimo apesar de terem esquentado super pouco.

A sobremesa era uma tortinha de baunilha com framboesa – gostosa por sinal.

Voltei novamente a dormir até ser despertado para o segundo serviço. Vejam mais uma foto com o detalhe da poltrona em modo “cama”.

Não posso deixar de mencionar que há uma pequena divisória (de madeira, claro, rs) que você consegue suspender entre os dois assentos melhorando um pouco sua privacidade.

Quase chegando no Rio de Janeiro iniciaram o segundo serviço – primeiro com mix de nuts e bebidas.

Depois pedi a sopa e o arabic mezze – novamente (igual ao voo da ida) os comissários fizeram questão de enfatizar que cada passageiro poderia pedir somente 1 entrada – mesmo a business estando cerca de 50-60% cheia apenas.

O arabic mezze estava gostos mas achei a apresentação fraca – veio tudo amontoado – feio! A sopa de tomate estava OK mas fria, e a salada não tinha molho para acompanhar – apenas azeite.

Os pães árabes não estavam macios e pela textura ficaram expostos o que deixaram eles duros e secos.

De prato principal pedi o filet com batata e legumes – o ponto da carne estava sensacional – ponto positivo!

E por fim se sobremesa – tábua de queijo com brownie e calda de frutas vermelhas.

Antes de pousar recebemos chocolates Neuhaus.

Fiz esta foto na janela com meu Negroni – ficou bacana né?

O destino do meu bilhete final era Buenos Aires já que este vôo depois que pousa no Galeão segue para Ezeiza. Mas eu desembarquei no Rio e depois já vim pra Uberlândia e ninguém me perguntou nada quando sai da aeronave. Como eu não tinha mala, sai do avião e já fui direto pro desembarque – super tranquilo.

Bom resumindo – o voo até o Rio com a Emirates foi OK mas nada que mereça um destaque especial. Começando pela cabine da executiva com o defasado layout 2-3-2 onde nem todos os passageiros tem acesso ao corredor, você não tem privacidade e nem um conforto adequado.

O assento é antigo, não é flatbed e é daqueles no “melhor” (SQN) estilo tobogã, ou seja, você dorme de cinto e acorda de coleira 😂 A sorte foi que a executiva veio só 50% ocupada então os passageiros conseguiram se espalhar em assentos alternados. O entretenimento de bordo é completo mas a qualidade da TV é ruim.

O tablet para controlar as funções do assento é velho, pesado e lento.  O atendimento dos(as) comissários(as) foi bem profissional e gentil – sempre passando pela cabine perguntando se queríamos algo com algumas pequenas falhas.

As refeições foram satisfatórias mas nada “WOW” . Conforme mencionei pra vocês ontem, diferente das suas concorrentas (Qatar e Etihad) a Emirates não oferece o serviço “dine on demand” quando o passageiro escolhe o horário pra comer – aqui todo mundo tem que comer ao mesmo tempo, o que é péssimo para estes voos que saem nestes horários nada convencionais.

Sei que esporadicamente a Emirates tem usado o B77W com o novo interior na rota pro Rio – mas enquanto ele não está fixo na rota, meu conselho é: se tiver que viajar p/ Dubai do Brasil – não pense 2x – opte por ir via SP – além do conforto ser infinitamente melhor na business do A380, você ainda conta com o bar/lounge a bordo que proporciona uma experiência ainda melhor e agradável durante o trajeto.

E aí, o que acharam desta business no B77W?

Avaliação

  • Check-in:
  • Embarque:
  • Poltrona:
  • Atendimento:
  • Refeição:
  • Entretenimento de bordo:
  • Amenity Kit:
Média
7,2