Conheça os 3 modelos de precificação utilizados pelos programas de fidelidade!

Tutoriais

Por Alexandre Zylberstajn

Pessoal,

Semana passada foi divulgada uma alteração no Programa Amigo. Em breve o programa precificará os resgates Star Alliance pela distância percorrida e não mais por uma tabela fixa.

Esse assunto deve causar muitas dúvidas e por isso resolvi esclarecer o conceito sobre as 3 formas de precificação utilizadas pelos programas de fidelidade.

 


CONHEÇA OS 3 TIPOS DE PRECIFICAÇÃO USADOS PELOS PROGRAMAS DE FIDELIDADE

TABELA DE REGIÕES

Este modelo precifica os resgates de acordo com uma tabela de valores entre países ou regiões.

Exemplo: Um voo entre Belém e Miami custa o mesmo que entre São Paulo e Los Angeles.

Mesmo valor – Dobro da distância!

Esse tipo de precificação não leva em conta o valor da passagem ou a distância – mas apenas a origem e o destino do voo.

A definição das quantidades de pontos necessárias para os diferentes resgates varia de acordo com cada programa e isso pode gerar boas oportunidades de emissões ou “Sweet Spots”, como também são conhecidos.

Abaixo segue o exemplo da tabela de resgates do programa Kris Flyer da Singapore Airlines, com o Sweet Spot na emissão de voo em Executiva entre o Brasil e o Havaí por 40 mil pts o trecho.

Quem utiliza este modelo? United, American, Alaska, Air France e Amigo (até dia 16/outubro).

Multiplus e Lifemiles têm tabela de resgates fixa por região para parceiros e flexível para voos próprios.

 


TABELA POR DISTÂNCIA

Neste caso, o valor de cada resgate varia de acordo com a distância percorrida entre a origem e o destino.

Exemplo: um voo direto entre São Paulo e Miami percorre 4.072 milhas, que de acordo com as regras do programa, custam “X” pontos/milhas.

Na Ibéria, este voo custaria 28.000 pts em econômica e 64.000 em executiva – destaque na tabela em AZUL.

No caso de um resgate para Boston, via Miami, deve-se considerar a distância total percorrida entre São Paulo, Miami e Boston, ou seja, 4.072 + 1.258 = 5.330 milhas! Reparem o valor aumentaria! Destaque na tabela acima em roxo.

Em geral, esse tipo de programa gera boas oportunidade de resgates em emissões de curta distância, inclusive entre continentes diferentes. Digamos que você queira emitir uma passagem entre Madrid (Espanha) e Casablanca (Marrocos). Nas tabelas de regiões da United/Singapore/LifeMiles/Multiplus, esse resgate seria considerado como uma mudança de país/continente e chegaria a custar até 50 mil pontos em Econômica.

Já pelo programa da British, baseado na distância, ele custaria o mesmo que um voo entre Barcelona e Madrid, pois ambos os trajetos têm distancias parecidas e entram na mesma faixa da tabela.

Quem utiliza este modelo? British, Ibéria, Asia Miles* e Amigo (a partir do dia 17/outubro).

*O Asia Miles, da Cathay, possui uma mecânica de precificação por distância, mas não considera o trajeto percorrido, e sim a distância entre o aeroporto de origem e o de destino. Ele evita que pessoas de cidades longe de HUBS sejam penalizadas pelo trajeto a mais que devem percorrer ao realizar uma conexão.


PREÇO VARIÁVEL

Neste modelo, o valor da passagem é convertido em milhas por um fator que em geral é fixo e divulgado ao público.

Exemplo: USD100 equivalem a 20.000 milhas, portanto, se uma passagem pagante custar USD500, o programa de fidelidade cobrará 100.000 milhas pela mesma emissão.

Muitos acham este tipo de mecanismo o mais justo, por não permitir arbitragem entre o valor da passagem pagante e o equivalente em milhas.

Quem utiliza este modelo?  JetBlue e SouthWest.

Emissões direta pelo site do Esfera, Livelo, Sempre Presente, Smiles e Azul têm uma precificação que se aproxima deste modelo, mas o ratio de conversão de milhas para reais não é divulgado e muda constantemente.

 


QUAL O MELHOR MODELO?

Depende…

Depende do resgate desejado: para voos curtos, em geral os melhores resgates são pelos programas baseados na distância percorrida. Já para voos longos, os programas que utilizam tabela fixa costumam ser mais vantajosos.

Depende da tabela de valores: independente do resgate, se a tabela utilizada para precificação não for competitiva, a emissão não será boa!

Depende do momento em que você resgata: em geral, se a passagem pagante está muito barata, os programas baseados em preço podem ser os mais vantajosos e, por isso, a antecedência na emissão costuma contar a favor desses programas.

No final das contas, é difícil generalizar. Todos os casos podem ter exceções e a nossa recomendação é pesquisar, pesquisar e pesquisar. Não transfira pontos do seu cartão sem antes saber qual programa oferece a melhor condição para sua emissão!

Vocês tem algum tipo de programa preferido?


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