Multiplus e Latam Fidelidade alteram regulamento. Confira nossa opinião!

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Por Alexandre Zylberstajn

Olá pessoal, tudo bem? é o Ale.

Certamente este é o post mais complexo que escrevi desde meu ingresso no Passageiro de Primeira. O assunto é serio e envolve direta ou indiretamente todos os usuários de programas de fidelidade.

INTRODUÇÃO

Algo muito importante para o mundo dos Pontos & Milhas aconteceu neste final de semana e não foi a migração de sistema da Latam. Foi a alteração dos termos e condições de um dos maiores programas de fidelidade do Brasil. O texto é longo, o assunto delicado e polêmico, mas antes de chegar no tema principal, preciso esclarecer diversos assuntos. Não pense que os tópicos estão “soltos”, pois no final eu amarro todos.

Começo abordando uma profissão que ganhou muita força nos últimos anos:


PROFISSÃO: MILHEIRO

Os comerciantes de milhas, traders ou “milheiros” trabalham vendendo pontos ou intermediando sua venda. É uma profissão com baixa barreira de entrada, que pode ser feita sem grande capital investido ou custos fixos e de qualquer lugar do mundo. Pode ser um trabalho em tempo integral ou nas horas vagas para complementar a renda. Os ganhos podem ser altos e, nos últimos anos, apesar da crise que o país passa, a demanda só aumentou. A descrição da profissão te atraiu? Pois é, ela tem atraído muita gente.


COMO FUNCIONA?

Para facilitar o entendimento, vou dar um exemplo. De um lado temos pessoas interessadas em comprar passagens aéreas, não importa o destino, a data ou a cia aérea. Do outro, os milheiros!

EXEMPLO 

Digamos que alguém precise de uma passagem entre São Paulo e Rio de Janeiro, para o dia 28/maio. Seguem os valores para compra no site da Latam:

Por outro lado, o mesmo voo (das 07h10) custa apenas 4.500 pontos + taxas na Multiplus.

Sem grandes dificuldades, ou promoções envolvidas, qualquer um consegue comprar no site da Multiplus estes mesmos 4.500 pontos por R$315 (alem da taxa). Se considerar uma promoção (que ocorre com frequência), o valor facilmente cai 60%, para R$126, gerando uma boa diferença frente ao preço no site da LATAM.

Para os leitores frequentes do nosso site e experts em pontos, sabemos que é possível gerá-los de forma ainda mais barata.


O TRABALHO DOS MILHEIROS

Os interessados em comprar passagens para o RIO, se pudessem optar por pagar menos, muito provavelmente o fariam, mesmo que fosse com pagamento à vista e deixando de acumular pontos. Afinal, quem não gosta de um bom negócio?  A questão é que nem sempre os compradores sabem como conseguir pontos a um preço baixo: ai entra o trabalho dos milheiros!

Os milheiros são os entendidos de milhas e não perdem a oportunidade de gerar pontos a custo baixo. Muitas vezes, ainda menores do que os ilustrados nos exemplos acima. São profissionais na arte de gerar milhas baratas! Nós, do Passageiro de Primeira, nos esforçamos para mostrar estas possibilidades de forma transparente.

Quando um interessado em comprar a passagem conhece um milheiro, a margem pode ser enorme para os dois lados. Ambos têm a chance de sair EXTREMAMENTE contentes com a transação. Vejam uma simulação de venda das passagem exemplificadas acima, considerando que o lucro do milheiro seja igual à economia gerada ao comprador:

O milheiro ganha e o comprador também! Quem não ficaria feliz em faturar ou economizar? Nós sabemos que os valores podem ser MUITO maiores, basta ler nossas postagens quase que semanais com outros exemplos.


A TRANSAÇÃO

Os milheiros trabalham muitas vezes diretamente com os interessados: é um trabalho em que o boca a boca é muito forte. Também existem páginas no Facebook, sites especializados e grandes grupos no Whatsapp. O pagamento é feito na maioria das vezes à vista na conta pessoa física do milheiro.


OS INTERMEDIADORES

Alguns sites se especializaram em intermediar a compra e venda de milhas e cobrar uma taxa ou percentual pelo serviço. Vocês provavelmente já se depararam com algum anúncio de “VENDA SUAS MILHAS”, ou ainda comerciais na televisão aberta para compra de passagens usando Pontos. Pois é… O mercado é grande e virou um negócio MULTIMILIONÁRIO!

Os intermediadores criaram interfaces amigáveis para tornar o processo de venda de pontos fácil e, ao mesmo tempo, resolveram o problema dos milheiros em achar interessados por suas milhas. No ambiente do intermediador, as duas pontas não se falam: tudo é feito pela internet e, tenho que reconhecer, muito bem feito.


RISCOS 

Para o comprador, ao tratar diretamente com um milheiro, nada impede que após receber o seu pagamento, o vendedor CANCELE sua passagem e te deixe desamparado. É um mercado informal e, como qualquer outro, com muitos aproveitadores.

Para o vendedor, ao tratar com um intermediador, a compra pode ser mais segura, mas ainda assim o vendedor libera sua senha, que é algo ALTAMENTE arriscado e não recomendado por especialistas.

Em ambos os casos, também existe a remota possibilidade (até agora) de ter sua passagem cancelada por infringir as regras dos programas (que não permitem a intermediação ou comércio nestes formatos).


INFLAÇÃO DOS PONTOS E MILHAS

Os programas de fidelidade são como os bancos centrais: emitem moedas (no caso, milhas). E como emitiram…! Foram vendidas nos últimos anos, sem nenhum tipo de controle ou limitação, BILHÕES de milhas.  Na outra ponta, a quantidade de voos não acompanhou este crescimento e, como em qualquer economia, o resultado não podia ser diferente: os preços subiram. Ou seja, a quantidade de pontos necessários para emissões de passagens aumentou. É a inflação no mundo dos pontos e milhas!


O CONFLITO DE INTERESSES ENTRE CIAS AÉREAS E PROGRAMAS DE FIDELIDADE

Jabuticaba é uma fruta que só temos no Brasil… Podemos dizer o mesmo do nosso mercado de programas de fidelidade. Multiplus e Smiles são as plataformas de acúmulo e resgate de pontos das maiores cias aéreas do país, LATAM e GOL. Supostamente, deveriam fazer promoções para fidelizar e recompensar seus passageiros, mas desde que se tornaram empresas separadas, os benefícios passaram a jogar em paralelo ao interesse dos seus próprios acionistas. Sim, estas empresas se tornaram grandes, com presidência e inclusive com ações negociadas em bolsa de valores. E como qualquer empresa com fins lucrativos, almejam o retorno financeiro para seus acionistas.

A LATAM detém mais de 70% das ações da Multiplus e a GOL aprox 51% do Smiles. Apesar de no papel serem independentes, na prática a GOL manda no Smiles e a LATAM na Multiplus.


COMO OS MILHEIROS E INTERMEDIADORES SE ENCAIXAM NISSO?

Durante anos, os milheiros foram e são “alimentados” pela ambição dos programas de fidelidade de faturarem. As próprias Multiplus, Smiles e TudoAzul criaram as oportunidades de se gerar MILHÕES de milhas mensais a custo baixo: clube de milhas, venda de pontos, transferências bonificadas, promoções complexas e diversas outras ações nas quais somente os experientes conseguiam entender e tirar o proveito máximo.

Os milheiros sofrem MUITO menos com a inflação dos pontos do que os usuários comuns. São “ninjas” na arte de arbitrar este mercado: sabem quando e como emitir passagens por menos, aproveitando as melhores oportunidades!

Apesar de constar nos termos e condições dos programas de fidelidade que a comercialização era proibida, raras foram as vezes em que alguém foi punido. Durante anos os milheiros fizeram e fazem negócio a “céu aberto”, bem na frente da cias áereas e de seus programas. Legal ou ilegal?  Voltarei ao assunto depois.


O QUE ACONTECERÁ NO DIA 9 DE AGOSTO?

Para tentar conter a concorrência, a Multiplus alterou seus termos e condições, incluindo cláusulas mais diretas para coibir a venda massiva de milhas. Elenco algumas que me chamaram atenção:

1.10 A partir de 09 de agosto de 2018, serão suspensos e/ou excluídos definitivamente do Programa todos os Participantes que venham a infringir as regras deste Regulamento, bem como utilizem de má-fé, fraude ou ardil no Acúmulo de Pontos e/ou no Resgate de Benefícios, sem prejuízo de arcar com as respectivas responsabilidades civis e criminais.

(c) o Resgate de Benefícios do Programa em favor de 25 (vinte e cinco) ou mais terceiros distintos, a qualquer título, a cada período de 12 (doze) meses;

(d) a negociação com terceiros sob qualquer forma da compra e venda de passagens aéreas

Estas duas cláusulas foram direcionadas para os GRANDES comerciantes de pontos, afinal, quantos usuários normais emitem passagens para mais de 25 pessoas diferentes num período de 12 meses? Reflita!

(f) fornecimento a terceiros do Número Multiplus, da Senha de Acesso e/ou Senha de Resgate;

A clausula F é focada nos intermediadores, que em seus sistemas solicitam as senhas de resgate dos usuários para concluir o processo de compra e venda.

As regras estão bem clara… Agora, se serão efetivamente aplicadas as penalidades? Não sei, o tempo nos dirá!


A MULTIPLUS NÃO ESTÁ SOZINHA

Acredito que todos os programas tenham cláusulas parecidas. Vejam o caso do SMILES:

5.3. SEM PREJUÍZO DAS SANÇÕES CIVIS, ADMINISTRATIVAS E CRIMINAIS CABÍVEIS, A SMILES PODERÁ EXCLUIR OU SUSPENDER DO PROGRAMA SMILES O PARTICIPANTE QUE:

a) negociar, sob qualquer forma, suas Milhas Smiles com terceiros, fora das regras previstas neste Regulamento, incluindo, mas não se limitando, aos casos de compra e venda irregular de Bilhetes Aéreos ou de produtos e serviços disponibilizados na Loja Virtual;

g) quando o Participante fornecer seu Número e/ou senha de acesso à Conta Smiles para terceiros.

 


A RESTRIÇÃO PODE SER AINDA MAIOR

Outros programas são ainda mais rígidos. A American Airlines e United costuma encerrar a conta daqueles que comercializam milhas – Não tem muita conversa com os Americanos.

A Singapore Airlines encontrou uma solução sistêmica para limitar as emissões para terceiros. Vejam abaixo:

É permitido emitir passagens com pontos para apenas 5 pessoas por usuário e cada um deles não pode ser alterado durante  6 meses e ainda depois deste prazo, o programa cobra 30usd ou 3.000 milhas pela alteração.

Coincidência ou não, eles são considerados um ótimo programa para acumular pontos. Na época que operavam entre São Paulo e Barcelona, cobravam 34.850 pontos para ida e volta (econômica). Não existe um comercio aberto de milhas da SG.


E O QUE ALTERA PARA OS USUÁRIOS DOS PROGRAMAS DE FIDELIDADE?

Olhando unicamente pela decisão de impedir a comercialização de pontos, fico zangado – é natural. É mais simples reclamar de algo que antes podíamos fazer e agora não mais. Mas esta não é única leitura da situação.  O que quero expor é mais difícil de ser entendido por conta da complexidade e entendimento do cenário requerido, mas espero ter ao longo deste artigo dado a base para que vocês possam compreender a minha visão e por que uma parte de mim está feliz com a mudança na Multiplus.

Como mencionei, a comercialização de pontos, que antes era algo pequeno, tornou-se um negócio grande e que agora passou a incomodar as empresas aéreas. Sem sequer operar um ÚNICO voo, os intermediadores e milheiros passaram a concorrer diretamente com os sites das aéreas na venda de passagens. Mais e mais pessoas passaram a usar os sistemas de intermediação, alimentando os milheiros que, por sua vez, foram alimentados com os pontos vendidos pelas empresas de fidelidade que são controladas pelas cias aéreas – as quais agora se incomodaram com o cenário que elas mesmas criaram.


QUEM É O GRANDE IMPACTADO NESSE MERCADO?

No meio disso tudo, está o USUÁRIO NORMAL. Aquele que viaja pela cia aérea e acumula uma mixaria em milhas. Que compra pontos em quantidades razoáveis para uso próprio e em prol de seus familiares. Que transfere pontos do cartão de crédito com bônus de 100% achando que fez um bom negócio mas que, na hora de resgatar, concorre com milheiros, intermediadores de pontos e encara quantidades de milhas ABSURDAS por conta da inflação…

Sempre imagino meu pai (um cara normal) tentando emitir uma passagem sem minha ajuda. Ele ganha uma boa quantidade de pontos no cartão. Certamente, o perfil mais prejudicado no meio disso tudo.

Isso de alguma forma precisa mudar: não acredito ser sustentável no longo prazo e vejo nessa alteração das cláusulas o começo de uma luz no fim do túnel. As empresas erraram e estão tentando reverter a situação.


Importante: Não sou contra alguém que queira vender esporadicamente suas milhas de forma moderada e acho que os programas têm condições de controlar isso internamente com limites razoáveis.  Mas os milheiros profissionais e intermediadores, que negociam passagens para centenas de milhares de pessoas, prejudicam o usuário normal. Independentemente de reclamar da proibição da venda de pontos ou do que a lei diz, se até agora você não conseguiu entender isso, eu falhei. O meu intuito era mostrar este outro lado da moeda. O USUÁRIO NORMAL É MAIOR PREJUDICADO.

Ao mesmo tempo me passa na cabeça se não sou o “taxista” contra o “Uber”. Será que estou errado? Tem alguma forma dos GRANDES milheiros e intermediadores coexistirem sem prejudicar o usuário normal? Certo ou errado, eu não sei. É minha opinião e não sou dono da verdade. Convido a todos para um debate saudável e CIVILIZADO nos comentários abaixo.

Um abraço,

Ale

OBS: Enviei algumas perguntas para embasar meu texto com dados da LATAM. Não me responderam por telefone, mas fui convidado a conversar pessoalmente sobre o assunto hoje a tarde (Me acompanhem no Instagram para acompanhar). Aproveitem os comentários e me ajudem a nas perguntas para o representante da empresa.

  1. Qual percentual de usuários emitem para mais de 25 diferentes pessoas em 12 meses? (PERGUNTA CHAVE)
  2. Essas pessoas movimentam quantos pontos?
  3. Quanto isso representa do total de pts movimentados?
  4. A receita da Multiplus não deve cair com esta redução?
  5. A Multiplus pretende adotar medidas mais duras (como a Singapore faz) caso a alteração não diminua a comercialização?
  6. Vocês estão amparados por qual lei para alterar o regulamento?

 

118 respostas para “Multiplus e Latam Fidelidade alteram regulamento. Confira nossa opinião!”

  1. leandro disse:

    Entao, quantidade de pontos absurdas para qualquer destino impede que vc viaje, nao se deu conta disso?

  2. Valter disse:

    Olá tudo bem ? Vocês tem alguma atualização sobre o tema ? Em 30 dias teremos a alteração e não ouvi mais nada.
    Alguém já ingressou com medida judicial para garantir a manutenção da regra anterior ? Ou seja, emitir passagens para mais de 25 pessoas ?
    Forte abraço,

  3. Roberto disse:

    Alexandre Zylberstajn, Ale, diga o que acha desse meu entendimento, analise dos programas de fidelidade com ênfase no multiplus por conta das mudanças.

    Gostaria de sua opinião sobre o texto, analise.

    A nova moeda virtual criada pelos programas de fidelidade das empresas aéreas.

    Temos no Brasil atualmente quatro grandes empresas aéreas e todas tem seus programas de fidelidade.

    01) Latam: Acionista majoritária do programa Fidelidade Multiplus

    02) Gol Linhas Aéreas: Acionista majoritária do programa fidelidade Smiles

    03) Azul Linhas Aéreas: Acionista majoritária do programa fidelidade Tudo Azul

    04) Avianca linha aéreas: É proprietária do programa de fidelidade o Amigo

    Dessas quatro grandes empresas Citadas três tem em seus programas os chamados “Clubes de Milhas” e vendem pontos diretamente pelo próprio programa em quantidades predefinidas São elas, Latam / Multiplus, Gol / Smiles e Azul /Tudo Azul.

    Única que não vende, por enquanto, pontos dentro de sua própria plataforma é a Avianca / Amigo, mas mesmo assim é possível indiretamente comprar pontos de empresas como a Livelo e repassar para esta ultima como para todas as outras.

    Estes programas de fidelidade tem se transformado em verdadeiros Bancos com moeda própria.

    A moeda destes “Bancos” ainda não tem um nome, mas no meu “ponto” de vista é uma moeda virtual que tem nome atual genérico de pontos, ou Milhas.
    Já é de conhecimento geral que parcela considerável da receita destas empresas aéreas no Brasil donas dessas programas vem destes.
    Hoje em dia o conceito de “fidelidade” ficou só no nome, pois não existe mais em relação a estes programas.
    A venda facilitada de pontos por estes programas muitas vezes sem a devida analise se torna vantajosa para o consumidor e quando as empresas percebem que estão dando vantagens em que o consumidor também ganha e não somente eles neste momento tomam decisões até arbitrarias. Elevam os valores de resgates, mudam regulamentos a toque de caixa, tentam restringir a quantidade de resgates por pessoas e por ai vai.

    Sempre existiram cláusulas nos contratos de adesão que tentam proibir o comercio de milhas, pontos, mas nunca efetivamente tentaram colocar isso em pratica.

    Daí surgiram grandes comerciantes de milhas, empresas, como Hotmilhas, Max milhas e outras. Com isso divulgado ao publico uma parcela do lucro desses programas de fidelidade que se baseava na expiração de milhas, pontos diminuiu, caiu, Mas não acabou efetivamente, pois muitos usuários desatentos ainda
    deixam expirar milhas, pontos que se reverte em lucro limpo e sem nenhum trabalho para estas empresas.
    Agora uma dessas grandes, mais precisamente a Multiplus quer restringir o comercio de milhas, pontos pelo ususário limitando o numero de resgates a 25 pessoas distintas por ano em cada conta.

    Seria esta atitude amparada legalmente?

    Vejamos um analise simplista, mas util:

    A Multiplus é parceira do Km de vantagens onde cada usuário consegue se quiser e tiver capital até 24.000.000 (vinte e quatro milhões?) de pontos por ano. É possível comprar e transferir até até 2.000.000 (dois Milhões??) provenientes da Livelo. A própria Múltiplos permite também a compra de até 500.000 (quinhentos Mil pontos) anuais. Tem ainda outras empresas em que é possível gerar pontos além dos cartões de credito, compras em lojas e por ai vai.

    Em cima desses montantes muitas vezes ainda é possível auferir os ditos Bônus que em alguns casos chegam a até 100% do montante transferido de um programa para o outro.

    Isso injeta uma quantidade de pontos monstruosa no mercado favorecendo quem tem conhecimento para juntar estes pontos e revender.

    Mas a culpa é de quem compra e revende os pontos, milhas? Será?
    Como relatei acima a quantidade de pontos movimentadas é astronômica e naturalmente o valor em moeda corrente também.

    Então, estas empresas transformaram-se, no meu modesto ponto de vista em verdadeiros bancos onde tem sua própria moeda que é comercializada, trocada por outra moeda que no Brasil chama-se Real (R$ / BRL).

    Bem, o indivíduo interessado em trocar a moeda Real (R$) pela moeda sem símbolo e sem nome definido que chamamos de Pontos ou Milhas recorre a empresas como KM de vantagens da Ipiranga, Livelo do Bradesco e Banco do Brasil, Sempre presente do Itaú, Na própria Multiplus e outras onde troca seus reais por certa quantidade da moeda que chamamos de pontos / milhas e tem este valor depositado em sua conta dita fidelidade num desses clubes de milhas que tem toda semelhança com um banco (nem todos tem os mesmos parceiros, mas a maioria compartilha os mesmos).

    Esta moeda ainda sem nome pode ser usada para comprar quase tudo, mesmo que muitas vezes seja desvantajoso se não for comprar passagens aéreas, todavia, é possível comprar eletrônicos, eletrodomésticos, passagens aéreas, Roupas, calçados, e toda sorte de produtos.

    Qual a diferença desta moeda virtual usada pelos programas de fidelidade para a moeda real?

    No momento só vejo algumas diferenças:

    01) Não é reconhecida ainda como moeda

    02) Não Há uso de papel moeda

    03) Não pode ser usada para pagar as contas do cotidiano

    Mas não deixa de ser uma moeda virtual, afinal, se entro numa loja que aceita a moeda pontos / Milhas e de lá saio com uma TV nova por determinada quantidade dessa moeda virtual ela tem valor real.
    Até mesmo a passagem aérea… Se compro uma passagem aérea com milhas, pontos estou pagando por ela a mesma coisa que um cidadão que não tenha o programa de fidelidade e prefira pagar em moeda Real.

    Fazendo uma analogia:

    Vou até um banco e deposito R$ 10.000,00, mais adiante em Quero sacar, doar, emprestar este valor a varias pessoas e o banco não permite.
    O gerente chega para mim e diz: “olha o limite de pessoas que o senhor pode beneficiar, doar, emprestar este dinheiro enviando da sua conta direto para a conta de terceiros é de 25 pessoas por ano. Como o senhor ultrapassou este limite sua conta foi cancelada e o saldo restante também.”
    O senhor queira se retirar, pois não é mais bem vindo porque fica doando, vendendo (sim, dinheiro também é vendido) ou emprestando seu dinheiro para outras pessoas.

    Meu argumento: Mas senhor gerente quando eu fiz o depósito vocês aceitaram… E eu tenho ainda R$ 6.000,00 na minha conta. O banco não vai me devolver?

    O gerente responde: Não, não vai, porque o senhor descumpriu as regras do contrato.

    Ora, contrato que suprime direito não tem valor legal.
    O montante em deposito, em guarda do tal banco é meu e não do banco.

    Isso seria apropriação indébita, enriquecimento ilícito, fraude, estelionato.

    É dessa forma que vejo a tentativa de empresa Multiplus Fidelidade de restringir o uso da Moeda pontos de sua plataforma a determinada quantidade de pessoas por ano.

    Está na hora das autoridades competentes intervirem e regulamentar este setor., aliás, passou da hora.
    Agem como bancos, mas sem regras definidas que regulamentem todo o setor de comercio e venda de milhas / pontos a moeda virtual desses programas, mas com valor real.

    Opiniões de todos são validas para levar esta situação aos órgãos competentes.

    Fazer denuncia ao Procon, denuncia, para analise das regras impostas e enviar isso ao ministério publico também para analise.

    Vamos ser coerentes, não olhando apenas para nos mesmos, mas para a coletividade.

    • Roberto, Beto, antes de mais nada, muito obg pela análise!
      Concordamos que os causadores de tudo isso são os próprios programas de “fidelidade”, certo?
      Concordamos que tem uma baita influencia das cias aéreas nos programas. Indiscutível.
      Eu estou me aprofundando na questão legal, mas ao que tudo indica, não tem um forte embasamento jurídico para proibição na venda dos pontos (posso estar errado) e não tiro sua indignação, pois para fechar de vez, bastava acabar com venda de KM e limitar a qtde de favorecidos para emissão de forma sistemática e dura.
      Agora, discordamos na reação.
      Eu não quero ir contra a “MULTIPLUS/LATAM/GOL/SMILES/etc”, pois no fundo, vejo como um possível incio de quebra da “RODA”… Eu gostaria de ver medidas mais duras na verdade (como a Singapore – um pouco menos)! Tentei colocar este ponto no meu post.
      Mas olha, se tem uma coisa que eu gosto, é discutir com embasamento + civilidade sobre este setor.
      Obg mais uma vez.
      Um abs,
      Ale

      • Roberto disse:

        Agradecido pela resposta e opinião.

        Sabemos que empresas não estão ai pra fazer caridade. Elas precisam de lucros, óbvio, mas minha indignação é que querem apenas ganhar (apesar de óbvio num sistema capitalista). Só que querem ganhar, vender muito os tais pontos e querem por “freio” na emissão, compra de bilhetes aéreos.

        Agora veja se eles vão fazer algo se pegar 24.000.000 de pontos num ano vindo do KM de vantagens e sair comprando cafeteiras, TVs, Smartphones e outros bens de consumo com pontos… Vão é dar gargalhadas das mais sonoras!

        Sempre concordando com o ponto de vista de limitar as vendas e aquisições de pontos em programas parceiros.

        Única exceção livre seriam os pontos gerados direto no cartão de crédito provenientes de compras, despesas. Estes quantos forem gerados não devem ser limitados.

        Agora permitem a alguém comprar adquirir indiretamente contando com eventuais bônus até 40 milhões de pontos ao ano (talvez mais) e Depois vem querer limitar a quantidade de emissões… É no mínimo incoerente!

        No KM de vantagens o lote de 100 mil mês, já estaria bom para um usuário normal, pois este usuário poderia ainda comprar da própria Multiplus um numero que eu não saberia definir como suficiente e ainda tem a livelo.

        Com uma limitação mais ou menos nestes moldes (números apenas a titulo de ter ponto de referencia) as coisas mudariam de rumo. E seria devagar, sem sobressaltos e sem tirar liberdade.

        Se não tem muita facilidade para aquisição, não teria tanta para venda, logo seria mais valorizado. Resgates seriam mais em conta favorecendo especialmente quem apenas transfere os pontos provenientes de cartões de credito e pontos provenientes de voos efetuados….

        Lembro de tempos atrás, Varig, Gol logo depoi… Cheguei a me dispor passar uma noite esperando conexão em Guarulhos sendo que tinha voo direto e isso só pra ganhar 1.000 pontos a mais.

        Estava na época tranquilo, sem pressa, tinha voo que vinha de punta cana passava por sao paulo e seguia para o rio partindo acho que 06 horas da manhã de são paulo.

        Vi o itinerário, optei por pegar a conexão que se dava na antiga Área internacional de Guarulhos, fui para sala do smiles e passei a noite lá….

        Até divertido foi!

        Passei a noite tomando umas bebidinhas e segui de manhã.

        Só que nesta época com 15.000 pontinhos era possível marcar um trecho para Europa no smiles fácil, fácil.

        E explanação só para embasar o que acontece hoje…

        Quem passaria uma noite esperando uma conexão para ganhar pontos?

        Salvo se isso for ajudar a subir de categoria, pois já fiz isso.

        Fiz trinta voos / trechos sem precisar só para subir de categoria num determinado programa ano passado.

        Agora se for só pra marcar pontos… Esquece! Melhor compra-los!

        Leia muito o PP, e outros também, mas meu favorito é o PP.

        Por eu achar serem imparciais e por aqui, apesar de eu saber bastante, sempre aparecem novidades e a gente vai aprendendo mais e mais.

        No mais Vocês, Ale e Fabio, estão de parabéns pelas publicações, analises e consultorias gratuitas que cedem por aqui.

  4. Giovanna disse:

    Eu estava até hj de manhã pesquisando para Sfo e derrepente não existe mais datas . Será que a Multiplus não venderá para sfo?

  5. alexandre disse:

    Boa tarde Ale, Fabio e leitores…
    Não sou milheiro e uso meus pontos para resgates pessoais… Gostaria de chamar a atenção para o aumento da tabela de resgates apos a migração de sistema. Desde entao, venho pesquisando diariamente passagens na rota GRU/SYD. Este trecho em business, segundo tabela de resgates multiplus em “parceiros” (mais adiante explico o entre aspas), era tarifado em 110.000 pontos multiplus, sendo um dos melhores resgates em se tratando em custo/benficio. Hoje, essa mesma rota esta custando mais de 220.000, o que representa um aumento injustificável de 100% comparado ao valor anterior. Vale lembrar que antes da fusão entre LAN e TAM, o trecho SCL/AKL/SYD era operado por aeronaves da LAN, o que continua ocorrendo ate hoje porem com a nova marca LATAM (CHILE). O fato é que esse trecho sempre esteve sobre a administração dos chilenos. Antes da migração de sistema, a LATAM (CHILE), era tratada pela multiplus como uma parceria da aliança oneworld, e a precificação dos resgates respeitavam a tabela multiplus de pareciros correspondente (america do sul / Oceania = 110.000pontos). Sendo assim, acredito que o aconteceu de fato apos a migração, foi uma fusão dos programas de fidelidade LANPASS com MULTIPLUS, onde a LATAM CHILE deixou de ser tratada como um parceiro oneworld e se tornou a nova cia oficial do multiplus, ou seja, ela nao se enquadra mais naquela tabela de resgates em parceiros que conhecemos. Espero que eu esteja enganado e que as tarifas voltem a que eram antes…

    Alguem tem alguma percepção diferente da que tentei expor acima?

  6. Ricardo Costa disse:

    Acho que o ponto principal não foi citado: os pontos são bens pessoais e ninguém tem o direito de impedir a venda, troca ou o que quer que se faça com eles. A Justiça tem várias decisões nesse sentido e é por isso que nada vai mudar, independente do regulamento.

  7. luiz b. disse:

    Existe um termo no Brasil que deveria ser proibido, é o tal de bom censo, ou regra dúbia, para o Brasileiro tem que ter uma regra bem clara, claríssima, e nesse caso a perfeição seria a emissão liberada apenas para parentes, esposa, marido, pais e filhos, todos previamente cadastrados, ninguém mais, assim sendo, os verdadeiros merecedores desse benefício poderiam usufruir na plenitude esse benefício, mas as cias aéreas não fazem isso pq. deve ter uma ala paralela dentro da própria empresa que lucra com esse comércio milionário, por isso tanto o cliente como as cias ficam refém dessa ala podre que lucra com isso.

  8. Renato disse:

    Concordo com o post, sempre falei isso como os milheiros profissionais inflacionam o mercado, mas também a de convir que os milheiros inflacionam pq tem de onde obter as milhas, as facilidades de as adquirirem por exemplo na multiplus e a facilidade nos kmdevantagens com até gente diferenciada sendo elegíveis a promoções com um custo menor sem clareza algum de quem e porque foi elegível. Mas em todo caso achei ótimo é um inicio, mas é muito pouco ainda, tem que ter travas nos acúmulos por exemplo limite de 100 k mensal no vantagens, podem voltar com as compras onde 15 pts por real limitado a 100k pra inibir revendedores, e por aí vai, tenho certeza que pra 99% dos viajantes essa noticia foi ótima mas que muitos ainda não entenderam, e tem muita coisa a ser feita por parte dos programas ainda.

    • Roberto disse:

      Táí, comungo do mesmo pensamento! As travas tem que começar pela facilidade que deram demais. Procurando passagens para julho a agosto e tudo a preços absurdos.

      Dormi pensando de uma forma e como o Ale acordei pensando de outra. Nao totalmente de acordo com a proibição de pessoas por ano ou por mes, mas valorizar as milhas como eram no passado.

      A gente voava na varig e ainda por muito tempo na gol e única forma de juntar pontos eram compras no cartão e voando.

      Achava passagens fácil Brasil Europa de econômica por 15k. Começaram a facilitar dando a possibilidade de pontuar por trecho, ai vamos perder algumas horas numa conexão pra ganhar mais uns pontinhos…

      hoje quem faria isso?? De pegar conexão para ganhar 500 milhas ou 1000 milhas a mais e passar 2, 3, 4 horas numa conexão sendo que pode ir num voo direto?

      O que vai deixar de ganhar seriam míseros 20 reais se considerado o preço real das milhas smiles hoje, se estive valendo isso…

      Todo negocio que rola muita ganancia acaba encontrando intermediários, atravessadores e no caso em pauta é isso que aconteceu.

      A ganancia dos programas de (in) fidelidade fizeram isso. Criaram a Hidra e agora não sabem o que fazer para cortar as cabeças e vão atirando pra todo lado.

      Se já estava ruim… Porque inventaram o clube Multiplus bonificando 30%?

      Não aguentaram 2 meses para perceber a cagada que tinham feito.

      Todo mundo numa felicidade só, rasgando elogios e quando começaram puxar o tapete foi choradeira geral.

      Mas quem achava que a Multiplus iria aguentar aquilo da forma que lançaram é muito inocente. A começar pelo cabeça de bagre lá dentro que deu essa ideia de bonificar tudo a 30% com o km de vantagens escancarado.

      Agora melhorou um pouquinho pq limitaram os pontos mais baratos a 100.000 mês… e pasmem, não é pouca coisa. Dá 1.200.000 pontos baratos por ano.

  9. Louis disse:

    Post muito sensato e que reflete minha posição. Como usário comum, assim que vi a notícia sobre esse limite, pensei logo “finalmente uma boa notícia! Mas 25 pra quê? Um limite de 10 já estaria bem além do razoável”. A atividade desses grandes milheiros profissionais prejudica o usuário comum, isso é óbvio. Confesso que fiquei surpreso com a quantidade de repercussão negativa que essa notícia teve.

  10. Bruno disse:

    Brilhante seu post, Ale, super sensato, 100% de acordo, parabéns!

  11. Pamela disse:

    Acho boa a opinião, porém, fico pensando nas pessoas que não tem condições de comprar um bilhete aéreo, muitas vezes com valor absurdo e tem a oportunidade de pagar bem menos por milhas ou pelos seus intermédios . Moro na região Norte do país onde um bilhete aéreo para qualquer lugar é muito caro, mais de R$ 1.000,00 às vezes. E aqueles que não tem cartão de crédito para juntar pontos ou nem sabe como usar e quer comprar um bilhete, irá pagar o absurdo de um voo por mais de mil reais? É um lado a se pensar também, pois o mercado de milhas trouxe um pouco de acessibilidade aos voos brasileiros.

  12. Vm disse:

    Oi Alê.

    Não adianta tentar resolver consequências, tem que ir na origem.

    Os bancos vendem pontos?

    Agora mesmo está tendo uma no smiles pra compras 30 k por 600 reais.

    Não sou a favor do comércio de milhas, porém o lucro é enorme nas vendas de milhas.

    Livelo vende, pontos pra vc tmb vende.
    Itaú vende…

    Teria como descobrir quanto eles ganham em promoções de venda de milhas?

    Podem até limitar a 25 pessoas…

    A o camarada vai e faz contas pra mãe, tia, sobrinho, cachorro, vizinho…e por aí vai…..

    2 contas já são 50 pessoas…

    O problema é bem maior $$$$$$$$$$

  13. Jaime disse:

    Eu acho q a analise esta correta. O consumidor normal acaba prejudicado no longo prazo, pois a tabela de resgates acaba inflacionada demais. Tudo isso foi feito a partir do momento que criaram as empresas separadas com outro cnpj, visando o lucro puro e simples e alimentando o sistema com estras parcerias como km de vantagens e demais.

    Sou consultor de viagens, tenho clientes fixos e muitas vezes devo comparar os valores praticados para a compra em dinheiro X a quantidade de milhas. Fazer um trabalho de consultoria para ajudar vc e sua família a uma viagem gastando menos é uma coisa, agora , em larga escala com propaganda na TV começou a incomodar as cias… elas perdem o controle do seu próprio produto.

    A analogia do gatinho que virou tigre é perfeita. Tem q dar um jeito nisso, senão daqui a 12 meses uma SP/Miami vai sair por 500 mil pontos na economica e 2 milhões na Business, com bônus de 200% na transferencia e ou compra de pontos…

    • Roberto disse:

      Perfeito!

      O controle tem que começar por eles. Se não querem ver ninguem vendendo milhas no mercado não liberem tantas facilidades.

      Querem ganhar e ganhar e só.

      Se alguém começa a ter lucros também seguindo os passos deles querem então logo lhes cortar as pernas em vez de tomarem outro rumo.

  14. Jota bin disse:

    Faça essa pergunta à Latam:
    – Bebê de colo vai contar no limite de 25 ou não?

  15. Christhian Endlich disse:

    Acho que não entenderam as mudanças nas regras. O grande ponto abordado por ali é que a as companhias/empresas de fidelidade não limitam a compra de pontos, tanto é que eles fazem grandes promoções de vendas de pontos. O que eles estão limitando e sendo bem rigorosos é quanto ao comércio de venda de pontos por terceiros. Eles não vão pegar aqueles que vendem umas milhas ou outra que estão para expirar, Eles na realidade querem pegar e coibir os grandes vendedores de milhas como Max milhas, hot milhas, milhas facil dentre outros. Ao Menos foi isso que entendi. O programa não lhe impede de emitir passagens para terceiros. Se você quiser dar passagens para terceiros É um problema e direito seu. Agora, ao meu ver, como citado no posto do Ale, quem comprou passagens nesse sites é um tremendo jogador. Digo isso pelos riscos que tem. Veja bem, alguém tem um número X de milhas e vende para um determinado site que compra essas milhas. Você consumidor final consegue um preço nesse referido site de um trecho qualquer muito mais barato do que direto com a companhia. Qualquer um hoje em dia quer economizar iria comprar, certo? Porém o risco está aí, quem vendeu os pontos e for sabedor de como funciona esse sistema, e tiver má-fé, nas vésperas da viagem ele pode muito bem ligar na companhia aérea e cancelar a passagem Emitida para um terceiro, Vai pagar uma taxa de cancelamento E a empresa de milhas vai estornar os pontos, salvo as regras de cada bilhete. Mas normalmente é assim. Quem comprou, só ficará sabendo nas vésperas quando tentar fazer o Checkin ou até mesmo no aeroporto. imaginem isso em um período de fim-de-ano? Como que irá se resolver ou ao menos achar alguma passagem de última hora mesmo que pagando uma fortuna? Olha a dor de cabeça. Por isso que menciono que é uma loteria ou melhor muito arriscado pela pechinca.

  16. ANGELO disse:

    O contrato firmado entre o Usuário e a Empresa (aérea ou milhas) é um contrato de adesão ou seja, não tem flexibilidade de clausulas. O usuário, ao aderir o programa de milhagem tem apenas duas opções: ou aceita como é, ou não entra no programa. Portanto, é perfeitamente licito ao contratado (empresa aérea ou de programa de milhagem) fazer os ajuste quando achar necessário.

    • Felipe disse:

      Disse tudo!!
      A empresa cumprindo o prazo de atualizar com a antecedência necessária (90 dias), é você quem decide se quer continuar participando ou não.

    • Roberto disse:

      Nenhuma cláusula que fere direitos é valida.

      Se a pessoa tivesse apenas usando pontos que ganhou, que vieram de graça e isso nunca acontece, nem mesmo a transferências de gastos de cartão vem de graça.

      Quando eles aceitam receber seu dinheiro pela compra de 500 mil milhas, eles estão sendo responsáveis pela venda.

      Se receberem por esta venda não podem impedi-lo de usá-las.

      Certo dia, a uns 3 meses atrás emiti passagem para uma amiga na Azul (nada a ver com a Multiplus)… Bem, no dia seguinte as 08 horas da manhã ligaram para meu celular. Eu estava numa sala cirúrgica e não pude atender….

      Sabe o que os engraçadinhos fizeram? Cancelaram o bilhete…

      Logo que pude entrei no site vi o bilhete cancelado.

      liguei e questionei, informei o ocorrido e mesmo assim não quiserem remarcar outro bilhete com o mesmo valor. Cobraram mais e ainda queriam me cobrar taxa de emissão pelo telefone.

      Bem, entrei no site, comprei o bilhete novamente, paguei a mais e fui atrás dos meus direitos.

      Nem precisou de espernear muito!

      Foi só informá-los que não sou tolo pelo site consumidor.gov que queria ressarcimento material e não apenas desculpas. Prontamente me ligaram e me ofertarem um voucher para uso livre por um ano para compra de passagem para qualquer trecho ida e volta nacional ou internacional.

      Devolverem ainda os pontos que paguei a mais no segundo bilhete em relação ao primeiro.

      Houve danos morais, danos materiais configurados, fui julgado culpado por eles de estar vendendo milhas sem sequer terem conseguido contato comigo, sem aguardar nada. Faltavam 20 dias para o voo. Poderiam ter ligado outras vezes, mas não o fizeram.

      E mais, como uso pouco a azul em 1 ano emiti apenas um único bilhete para terceiro que foi exatamente o que cancelaram.

      Inverteram o ônus da prova, quem acusa tem que provar. De acordo com a constituição todos são iguais perante a lei e tem direito a presunção de inocência até que se prove o contrario.

      Certo que ganharia a lide contra a empresa informei-os disso de forma bem explicita e prontamente me ligaram pedindo desculpas e com a oferta do voucher como compensação.

      E não sou do tipo que ameaça e não faz.

      Latam já foi pro pau duas vezes comigo e perdeu (e não precisou de representação judicial, pois era cancelamento e reembolso dentro do que determina o código de defesa do consumidor, 07 dias). Não testei isso depois da resolução 400 da ANAC…. Mas acredito que a resolução não tem força de se sobrepor a lei. Então, se preciso for, lá vou eu testar isso.

      Empresas de telefonia. Errou… Não perdoo! Vai pra justiça.

      Empresa aérea nem se fala! Errou, vai pra justiça!

      loja, tudo que eu tenho direito com consumidor eu corro atrás.

      E muitas vezes dependendo do pleito e como você consegue comprovar nem perdem tempo de deixar ir pra justiça, resolve no Procon mesmo.

      Por isso peguei uma mania de tirar print de tudo que faço na net de relevante.

      Capturo a pagina inteira de emissão de bilhetes (não é print é captura da pagina em off line) Para abri-la a hora que quiser com os dados exatos da pagina original só que guardada num pen driver, HD e abrir para provar onde for preciso.

      É chato correr atrás, perder um tempo que se poderia estar fazendo outra coisa ou descansando, mas e´por isso que no Brasil as empresa em geral preferem correr o risco e ofender nossos direitos e a causa é óbvia… Brasileiro tem preguiça de procurar a justiça.

      Perguntei ao atendente do Procon quantas pessoas ele tinha atendido ano passado com demanda igual a minha… Ele disse… “Nunca, senhor, pelo menos comigo que estou aqui a 2 anos tive demanda igual a do senhor”

      Será que todos pagam taxas de combustível ilegal, falam esperneiam, reclamam e não correm atrás?

      Tem bilhetes com regras de reembolso abusivas e também não reclamam?

      Agora pagam pelos pontos comprados até mesmo da própria empresa aérea e não tem direito de usar e vão ficar de boca fechada ou achando que estão certos?

      Quem abdica de seus direitos não exerce sua cidadania.

      • VICTOR disse:

        Como fez isso ? vou abri reclamacao tambem no consumidor. , aconteceu o mesmo comigo, sobre o caso da Azul ! voce ganho voucher internacional ?

        • Roberto disse:

          Fiz reclamação no site consumidor.gov após reclamar de forma enérgica com a azul. Se eu não estivesse atento não entrariam mais em contato e eu nem ficaria sabendo do cancelamento.

          Por lá mesmo deixei claro que faria representação judicial e iria mesmo fazer.

          E nem iria pedir para mim a indenização o pedido seria de 40 salários mínimos ou 50 cestas básicas doadas em meu nome a uma instituição de caridade reconhecida por prestar serviços reais ao publico (isso para nenhum juiz achar que estava em busca de ganho fácil).

          Na verdade cheguei a pedir isso diretamente a azul. Argumentaram que não indenizam dessa forma e me propuseram o Voucher. Não necessariamente uma passagem inteira, ou ida e volta, mas um voucher valido para qualquer destino operado pela azul com validade de 1 ano. Valor não foi expressivo R$ 700,00, mais a devolução dos pontos que paguei a mais no segundo bilhete. O Voucher vale também para abater em valores de passagens internacionais.

          A viagem era nacional, custo de 300 reais.

          Ainda estou em posse do voucher, não usei. Gostaria de doar, mas fica muito difícil saber quem realmente precisa. Então firmei compromisso comigo mesmo de fazer a doação em dinheiro do meu bolso na valor recebido do voucher. Já tenho em mente instituição. Esta lida com abrigo e alimentação para crianças vitimas de câncer e familiares.

          é esta: Acacci – Associação Capixaba Contra o Câncer Infantil.

          Ouvi falar muito bem dessa associação e pretendo doar o valor do voucher assim que usá-lo.

          Meu caso não era ganhar, auferir lucros, mas é um direito que cada um tem quando é lesado moral ou financeiramente por outro.

          Então, vai da finalidade que cada um tem em mente.

          A minha era só mostrar para e empresa que nem todo brasileiro é tolo e deixa passar tudo que lhe empurram de goela a baixo. Com isso, creio, ajudo a melhorar as coisas, pois se toda empresa fosse punida por todos que são vitimas de falta de respeito a cultura mudaria.

          Se está com mesmo problema, você tem com toda certeza o direito de reclamar uma indenização, que seja para você, que seja pra doar. importante é não deixar passar em branco.

          Ai podes pensar: Mas vc iria pedir 40 salários e, ou 50 cestas básicas e pegou tão pouco?

          Bem, como eu disse, não pretendia lucro, só a punição.

          Como ligaram para mim, foram respeitosos, ofertaram o voucher que perguntei inclusive se qualquer pessoa poderia usar, se eu poderia doar e a resposta foi sim, aceitei.

          Acredito que este valor vai ter uma finalidade muito útil e eu não precisei ficar 1 ou 2 anos para esperar receber um valor de indenização que nem sei se seria arbitrado pelo Juiz. Pedir é uma coisa, receber o que pretende é outra.

          Que teria com certeza uma valor de indenização no mínimo 10 vezes maior, certamente, mas dai tempo perdido para conseguir o que realmente me satisfaria que era a admissão do erro pela empresa a reparação.

          Isso foi feito pela forma que me abordaram após a reclamação denuncia.

          As vezes as palavras também contam como parte de uma reparação moral.

          Já tive caso que levou 2 anos contra uma loja e no final o pedido de 40 salários mínimos, com advogado e tudo o juiz arbitrou em R$ 1.300,00 reais.

          Achei abuso, paguei custas processuais e recorri, ganhei revisão e aumentaram o valor para R$ 3.500 reais. Não pagou financeiramente nem a sola do sapato usado para ir nas audiências. Mais as custas do processo que tiveram que me ressarcir.

          Só que a satisfação de ter certeza que você fez valer seus direitos… Há, isso não tem preço!

          Não espere muito se for ingressar na justiça, digo muito ganho financeiro. Se quiser mais chance de sucesso, informe que você pretende doar todo o valor da indenização. Isso quebra o argumento de enriquecimento sem causa.

          É o que faço agora e farei daqui em diante. Todos que pisarem no meu calo, empresas, eu vou pra briga. Se conseguir acordo nas primeiras instâncias, Procon, ótimo, senão vai de representação mesmo. E tudo que me derem vou deixar claro na audiência que quero supervisão judicial para garantir a doação dos valores arbitrados. Cheque ou sextas básicas saem do fórum direto para uma instituição de caridade reconhecida.

          Não quero nada, como já disse, só a reparação moral. A financeira só se expressiva e que realmente me for tirada.

          Restante vai inteiramente ser doado.

          É uma forma de tentar mudar cultura da impunidade… Fazer algo para mudar as coisas. Para que empresas não se beneficiem da inércia do brasileiro para se dar bem.

          Vá em frente, comece reclamando online e se não resolver. Registra queixa no Procon físico ou vá direto no JEC e pede 40 salários mínimos com um advogado. Muitos que acham a causa interessante só cobram honorários após vencida a lide em forma de percentagem.

          Se você provar que agiram errado e certamente devem ter, pois fizeram comigo, certeza que será indenizado. Valores depende tudo da cabeça de cada Juiz.

          Desculpem o enorme texto e erros.. Um defeito, começo a escrever não dá vontade de parar… Depois vem a preguiça de revisar tudo…

  17. Elton disse:

    Como dito no próprio texto, os programas brasileiros são empresas com fins lucrativos. E os milheiros dão muito lucro para essas empresas, provavelmente muito mais que os usuários comuns.

    Porém, como são controlados pelas companhias aéreas, eles provavelmente foram pressionados a reduzir a ação dos milheiros.

    A questão é: de onde a empresa vai tirar o lucro perdido dos milheiros? Provavelmente dos usuários comuns, então esperem por condições ainda piores.

    • rogerio disse:

      Análise interessante. Você foi o primeiro que falou isso e concordo contigo.
      Para mim isso só está acontecendo porque agora com a união dos programas da LAN e TAM certamente algum chileno passou a opinar, como não conhece as particularidades da JABUTICABA, deu nisso.

      • Roberto disse:

        Opa! Duas boas falas sobre o assunto! Especialmente a do chileno que na verdade nem sabe o que é JABUTICABA… Kkk! Debate está caloroso.

  18. Rainer disse:

    Parabéns pelo post, Ale! Muito claro e objetivo.

    Acho ótimo que a Multiplus e a Latam tenham alterado o regulamento e dificultado a comercialização de milhas, espero que a Smiles siga o exemplo. Tem muita gente ganhando dinheiro fácil com arbitragem de milhas e isso inflaciona o preço das passagens.

    Entretanto, só com o tempo vamos saber se essas medidas, de fato, surtirão efeito ou se as passagens vão continuar inflacionando.

  19. Anderson disse:

    Ale, gosto muito dos seus posts, mas discordo um pouco.. Voce so levou em consideracao o prejuizo do usuario normal das milhas, mas nao levou em consideração o prejuízo que o cliente dos milheiros teria, pois muitas vezes nao sabem aproveitar as melhores ofertas.. Mesmo eles pagando um valor a mais nas passagens que um “expert” pagaria (que seria o ganho que o milheiro tem em cima da venda), eles ainda tem desconto muitas vezes em cima do valor da companhia aérea.. É uma analogia bem parecida com o que vc citou Uber x Taxis.. É obvio que o Uber prejudicou os taxistas, mas a partir do momento que nao estao fazendo nada contra a lei, é permitido totalmente.. Os taxistas quiseram impor que o Uber era contra a lei, e se algum dia fosse comprovado, aceitaria de boa, mas nao foi.. Acredito que havendo legalidade, o comércio pode sim ser permitido, até pq a propria companhia vende esses pontos, e vende em enormes quantidades.. Outro exemplo: Eu nunca fui em uma confeitaria comprar bolo e o comerciante falou que eu so poderia vender ou dar aquele bolo para no maximo 4 pessoas.. E caso eu comprasse 15 bolos, ele me venderia, mas eu so poderia vender ou dar tambem para 4 pessoas.. Isso nao existe 🙂

  20. Lucas Vasconcelos disse:

    Vejo esta alteração como um nivelamento das duas empresas Multiplus e Latam. Imagino que quanto maior o comércio de milhas, maior será o lucro da Multiplus e consequentemente prejuízo da Latam, afinal estão concorrendo diretamente. Então quando eles limitam o resgate a 25 pessoas ainda querem permitir o comércio, porém estabelecendo um “teto” para essa movimentação que seja proveitoso para ambas as partes. Afinal qual usuário comum resgata passagens para mais de 6 pessoas?
    Sou totalmente a favor da restrição. Post muito sensato e elucidativo.

  21. Gerson disse:

    Pontos são para uso de clientes e fendias pessoas as quais ele desejam premiar, acúmulo pontos com cartão de crédito , compra de pontos através de promoções , e acúmulo em voos, e entendo que a finalidade do programa e recompensar seus clientes, portanto sou a favor das medidas, estou pouco me lixando para milheiros, e acho que a Cia tomou a decisão certa!! Em um ano que faz emissão de passagem para mais de 25 nomes diferentes e comerciantes de pontos, acho até que pegaram muito leve!!!!! Tomara que melhore para o consumidor, chega de inflação , se alguém tem que ganhar nesse negócio que seja a própria Cia aérea e seus clientes realmente !!!

  22. Julio disse:

    Alê, em determinado trecho do post você diz que fica “zangado” com a comercialização de pontos. Teoricamente o perfil do PP não é ajudar pessoas comuns a utilizar e obter milhas legalmente da melhor maneira? Sejam trechos que pontuam bem, transferências de cartão de crédito ou mesma compras legais oferecidas pelos próprios programas etc
    O cenário ideal não seria impedir esse mercado negro? Não deveria ser uma bandeira de vocês ter um mercado sem atravessadores e evitar a inflação dos pontos necessários por trecho?

    Concordo que os próprios programas estimularam esse mercado ao criar assinaturas, compras de ponto etc (têm capital aberto na bolsa, precisam fazer a roda girar). Agora temos até comercial das MaxMilhas em horário nobre. Enquanto isso o viajante normal é cada vez menos recompensado por ser fiel a determinada companhia aérea.
    Um abraço

    • Julio,
      De bate pronto, minha primeira reação ao ver um direito ser tirado, foi ficar zangado.
      Depois, elevando a analise, enxergo como positiva para o todo.
      Foi isso que tentei passar…
      Nós aqui ensinamos a não precisar de intermediadores. Faça você mesmo!
      Um abraço e obg pelo comentário.
      Ale

  23. kit disse:

    todas essas mudanças ao meu ver, como usuária normal, que não comercializa milhas, com essa super inflação que houve para emissao de um bilhete, não mudou em nada minha vida. Estou desde o dia 12 tentando emitir um bilhete para a Asia, para qualquer país na região, e não acho nada por menos de 400 mil milhas o trecho em executiva, uma piada isso, multiplus morreu, acabei de cancelar meu plano.

    • Felipe disse:

      Voce reparou que a mudança ocorre apenas em 09 de agosto?

      • kit disse:

        sim, mas nao acredito que os valores irão baixar tanto, uma vez que eram baixos e de um dia para o outro subiram exorbitantemente. espero que ajustem para nosso bem, mas aqui no brasil, tudo sempre vai contra o consumidor

        • Felipe disse:

          Ninguém disse que vai diminuir preço, mas pode evitar que aumente mais do que o “normal”

          • kit disse:

            mas o valor que está já é fora da realidade, acabei de ver um trecho para hong kong, por 914 mil ida GRU-HK Executiva, acha normal isso?

          • Felipe disse:

            Já imaginou se o comercio de milhas cresce mais e mais e este trecho passar a custar 2 milhões de milhas um dia???

          • kit disse:

            eu sou a favor das mudanças deles sim, caso nao tenham entendido meu comentario, porém, de forma justa, a AA caso não saibam, é bem rigorosa com relação a isso ha anos, mas tem preços justos para emissão, tenho status lá e sempre emito bilhetes por preços justos. coisa que não está acontecendo com a latam, mudanças como estas sao muito bem vindas, mas desde que beneficiem os usuários e nao os prejudiquem.

    • Altair disse:

      Até semana passada a Multiplus tinha uma boa disponibilidade de bilhetes para a Asia a 110k (pelo que me pareceu, era esse valor desde que a perna BR-Europa ou inverso fosse operada pela Iberia). Inclusive saiu um post aqui mesmo no PP sobre essa “promoção”.

      http://passageirodeprimeira.com/boa-disponibilidade-para-viajar-para-asia-em-classe-executiva-usando-pontos-multiplus/

      • kit disse:

        sim, tinham mesmo, o valor era bem atrativo e justo, mas assim que migraram o valor simplesmente foi para a estratosfera, de longe muito superior aos outros programas, basta dar uma buscar na AA, united, entre outras para ver que 914kou mesmo ko trecho em milhas é algo fora da realidade, mesmo na smiles um trecho executiva com a emirates está 315k, que já é absurdo tambem, mas 914k, 718k ? insulto né?!

  24. Rafael disse:

    Embora ache válido a coibição de negociação de milhas, as empresas áreas não tem amparo legal para banir ou punir o vendedor e/ou comprador por isso. É a mesma coisa quando você coloca o carro no estacionamento em um shopping por exemplo e tem uma placa que diz que o estabelecimento não se responsabiliza por objetos deixados dentro do carro. Esse aviso não tem efeitos práticos para fins jurídicos e não exime o shopping de arcar com o prejuízo.

  25. Vinicius F. disse:

    Boa tarde Ale,

    Bom… eu acho essa questão bem polemica, principalmente porque existe uma incoerência da própria companhia aérea.
    Vamos la… Acredito que virou sim uma febre no brasil a venda de milhas, esta demais. Pega-se o exemplo de alguém que entenda um pouquinho do mercado de milhas, essa pessoa que antes usava decolar, viajanet, etc para procurar qual o valor menor nas companhias, hoje procura no maxmilhas que tem uma plataforma que mostra se o valor é mais barato em dinheiro ou em milhas.
    Se pegarmos uma estimativa de quantos pontos eram resgatados ha 5 anos atras e hoje, veremos como aumentou drasticamente, embora tenha a alta dólar que faz gerar menos pontos no cartão de credito.
    Tudo isso a companhia pode alegar que esta perdendo dinheiro, não esta lucrando muito. Ate porque se a empresa como maxmilhas alega que o usario que compra a passagem deles, so comprou porque estava barato, a companhia vai querer ver essa verdade em taxa de ocupação de voo, o que acredito se mantém mais ou menos estável ao longo dos anos.

    Agora por outro lado… acho uma falta de respeito da LATAM enviar um comunicado desse. Como explica uma companhia permitir você emitir quase 25 milhoes de milhas ano via km de vantagens, aumentar o numero de pontos que você pode comprar no próprio site da multiplus, ter promocoes frequentes com a livelo, onde permite também compra de pontos… e agora limitar a 25 pessoas?
    Com todo respeito, acredito que podemos contar nas maos quem gasta quase 30 milhões de milhas so da LATAM por ano… Ou seja, eles querem vender, lucrar, e você não poder usar com o que quer? Qual o sentido?
    Deram exemplo da AA e da United… essas companhias vendem esse nr de milhas por ano?
    Pelo que entendi na plataforma do livelo, as companhias internacionais, tirando a TAP, não pode-se nem transferir pontos que foram comprados… uma realidade muito diferente da LATAM, smiles, etc.

    Então finalizo… que o mercado esta sentindo efeitos negativos sobre essas vendas, pode ser verdade. MAS que não faz sentido algum, a companhia vender esse tanto de milhas e depois querer bloquear o nr de pessoas para emissão.

    • Rafael disse:

      Amigo, você pode comprar 648732 quadrilhões de milhas e usar para comprar uma casa inteira na multiplus, ou até mesmo comprar 78 trilhões de passagens aéreas, desde que para 25 pessoas diferentes.

      Me desculpa, mas uma coisa não está ligada à outra…

      Se você emite para mais de 25 pessoas, está no comércio de milhas, que prejudica VOCÊ quando precisa achar uma boa opção de voo com preço em milhas razoável.

      • Roberto disse:

        E pra que alguém vai querer comprar 25.000.000 de milhas só no km de vantagens e não vai ter o direito de emitir para quantas pessoas quiser ou puder?

        A culpa é do gerenciamento e ganancia dos clubes de milhas e estão tentando transferir isso para os usuários.

        Eu fiz 20 emissões para pessoas diferentes em menos de 1 ano e não sou milheiro. Viajei eu esposa e filha, mas nova para Europa… Foram 3 pessoas. Viajou meu pai e minha mãe mais 2 pessoas, viajou meu filho mais velho, esposa e minha neta, mais 3 pessoas… Ele tem inscrição no smiles, mas não tem na multiplus. Transferiu pontos para o smiles sem avisar-me e não conseguiu emitir por lá… Cedi pontos multiplus para ele. Viajou minha filha e neto, mais 2 pessoas. Mais 1 pessoa, pois Tenho ainda um quarto filho, filha, que vai viajar no final do ano, passagem já emitida. Ai vem minha sogra, cunhada e sobrinho viajam para Europa em julho, mais 3 pessoas. Minha sobrinha e filho que moram na Europa atualmente emiti passagens para eles, mais 2 pessoas. Meu cunhado, esposa, e dois filhos mais 4 pessoas… Total de 20 pessoas diferentes já emitido em menos de 1 ano

        E é assim, numa família grande onde tem uma pessoa que aprende o caminho das pedras isso ocorre com facilidade.

        Cada um poderia ter sua conta, mas nenhum deles sabe pra que lado aponta o nariz na hora de buscar oportunidades e preços especialmente com milhas, pontos.

        Aprendi muito do que sei aqui no PP, e em outros blogues.

        Vocês acham que com a facilidade de juntar pontos numa conta só eu iria me preocupar em ficar administrando 20 continhas pequenas?

        Hora, comprei, paguei em dinheiro, não ganhei nada de graça, agora vão querer impedir de usar?

        O controle tem que começar de cima… Estipula digamos que um determinado indivíduo não pode transferir digamos mais que 500 mil, 1 milhão ou 2 milhões de pontos comprados que seja no km de vantagens, livelo ou sempre presente. Chegar a um numero justo que frei a profusão fácil de acúmulos de pontos sem atingir o usuário mediano, normal.

        Ai sim, seria justo!

        Quem está satisfeito com a inflação na emissão de passagens?

        Eu estou insatisfeito, mas vou me adaptando, pois da forma que está os pontinhos acumulados via gastos com cartões de credito e em voos não valem mais nada exatamente por causa da venda desenfreada de pontos pelos clubes de milhas, concessão de bônus absurdos e por ai vai.

        E porque será mesmo que eles não limitam o quanto se pode comprar de pontos por ano em outros programas e transferir para a Multiplus, smiles e etc…??

        Seria porque está dando lucro?

        Só um desavisado para deixar isso passar em branco.

        Como já disse antes… Vou colher tudo que puder em todos os editoriais, reportagens, em todos os blogues, colher as opiniões, fazer um dossiê e enviar para o Ministério publico a principio, em seguida Procon para analisar a validade dessas Cláusulas que considero abusivas e sem valor jurídico e por ultimo entrar com uma representação em busca de proteção judicial contra eles caso isso venha a se confirmar e eu sinta que possa ser prejudicado.

        Ministério publico e Procon já estou iniciando a coleta de material, por ultimo, farei representação contra a Multiplus caso sinta, como disse acima que possa ser prejudicado.

        Compactuo com o controle de aquisição de pontos da forma que está, mas não da forma que querem fazer imputando toda a culpa em que adquire os pontos que eles despejam no mercado sem controle.

        É preciso olhar os dois lados da moeda!

        • Rafael disse:

          Qual é o problema do usuário comprar 2 milhões de pontos para usar com 24 pessoas?
          As vezes nem é para resgate aéreo.

          Não acho que tenha que restringir a compra, cada um sabe o quanto vai comprar.

          Seu cartão de crédito te dá limite maior do que o seu salário, mas você tem o poder de administrar… Isso não significa que, só porque a conta está maior do que seu salário você pode transferir a divida para terceiros.
          Não é 100% a mesma lógica, mas é por aí…

          • Roberto disse:

            Só, meu amigo, olhar o outra lado da moeda. Porque vendem, dão bônus pra todo lado, facilitam demais é que a coisa chegou onde está.

            Vc acha que quem é milheiro vai parar?

            Não vai. Medida inócua!

            Se o cara trabalha e vive disso, como um colega mesmo colocou acima, ele faz conta para mãe, pai, papagaio, periquito, cachorrinho totó, irmã, avo coloca 50 contas e continua na mesma.

            Só vai ter muito mais trabalho, mas vai continuar.

            única forma efetiva que vejo é limitar o acumulo excessivo através da compra de pontos

            Mas ai lá se vai o grande bolo de arrecadação do ditos clubes, programas de milhagem.

            Pensando bem, mesmo assim, se a pessoa resolveu que vai continuar, vai ter mais trabalho ainda, mas vai comprar o que der em varias contas e continuar seu negocio.

            Só uma regulamentação dos programas de fidelidade em forma de Lei é que conseguiria resolver isso.

            Olhe para os dois lados da rua, sempre…. E da moeda também!

  26. Angelo disse:

    Sonhos e realidades

    – Eles não vão baixar o valor das milhas para resgate em agosto

    – o custo da milha vai continuar igual!

    – a multiplus e seus pares só querem aumentar seus lucros!

    – em breve você será cobrado para marcar assento (já ocorre na Smile) o preço da bagagem vai subir, resgastes vao subir mais que a inflação e no final sua bagagem de mão vai cair o peso!

    – a empresa vai continuar tentando aumentar seus lucros apesar do cenário mundial ser péssimo nesse setor

    – depois vai virar uma low cost alguém vai escrever um texto gigante dizendo sobre como a latam é maravilhosa agora que virou uma empresa low

    – por fim as milhas são minhas faço o que quiser, vendo, faço doações troço por cafeteiras(essa a multiplus adora), devem até mandar uma carta de agradecimento quando faço tal resgaste.

    Vou ingressar com ações, usar jurisprudência, gritar , berrar e quando tudo estiver mais ou menos certo vou resgatar meu trecho SP x Ny por 400 mil o trecho, vou achar normal pq nesse momento já estou sendo cobrado para fazer checkin, pedir ajuda no avião, respirar e até puxar a cadeira um pouco para tras( essa ultima da cadeira serve como ideia para Latam, vai ajudar o caixa da empresa)

    Somos capitalistas e acabamos todos no mesmo barco

    Meu corpo minhas decisões então minhas milhas minhas decisões…..

  27. emmanuel rocha disse:

    Seria interessante saber o % de milhas compradas que acabam expirando por falta de uso…. A Multiplus com certeza lucra muito com isso!

    • Isso é PÚBLICO!!! Está no balanço publicado!
      É assustador. Da SMILES é assombroso por conta da validade dos bônus ser de apenas 6 meses.

      • kit disse:

        agora todo o investimento feito em km de vantagens lote especial no ano passado foi em vão, ficou mais caro emitir executiva em alguns trechos usando os pontos do que comprando o bilhete.

      • Gustavo Carvalho disse:

        Otima observaçao. O Smiles atrai muitas transferências com o anúncio de bonus todo mes (risos). O usuário normal pode nao prestar a atenção que esses bonus vencem rapidamente. Investir em milhas so mesmo no curto prazo. A desvalorização é constante. Nao é a toa que Smiles consegue dar tanto retorno aos acionistas. Os yields de dividendos costumam ser os mais altos da B3. O multiplus, por outro lado, parece que acordou de um tempo para ca e tem feito uma serie de alterações.

        • kit disse:

          Vemos agora que multiplus caminha para o mesmo molde de negócios da smiles, compra de milhas que desvalorizam em segundos, acabei de achar 914k milhas o TRECHO GRU-HK executiva, se colocar na ponta do lápis R$ +/- 2500,00 o lote 100k de Km de vantagens, valeria mais ter comprado um bilhete completo pela emirates por 12k em executiva e desfrutar de um dos melhores serviços de bordo no mercado hoje em dia.

  28. Henry disse:

    Os tubarões das milhas (alguns disfarçados de leitores) até agora não responderam a uma pergunta simples:
    Se eles querem comercializar milhas, POR QUE não montam seus próprios programas de milhagem ???

    • Alvaro disse:

      Pelo mesmo motivo que as casas de câmbio não imprimem seu próprio dinheiro…. É só pensar um pouquinho!

      • Rafael disse:

        O Henry não cita “criar suas próprias milhas”, e sim “seu proprio programa de milhagem”…

        Exemplo:
        Uber não pegou os táxis e “comercializou de forma irregular”, mas criou sua própria rede de motoristas.

        Seguindo seu exemplo, o Uber teria que criar seu próprio taxista… Ué, mas não é Uber?!
        Logo, como o MaxMilhas vai criar seu próprio ponto Multiplus?
        Agora sim: Como a casa da moeda vai criar seu próprio dinheiro?

        Agora, a MaxMilhas pode criar seu programa “MaxMilhas Fidelização” e vender seu produto a empresas e parceiras.

      • Tarcisio disse:

        A Multiplus não criou seus próprios pontos multiplus?
        São coisas diferentes, Alvaro!

  29. GE disse:

    Parabens Ale,excelente texto…
    Sabia que “Normais” seria prejudicados.
    E me vi nesta situação….

  30. Tarcisio disse:

    A conta é simples, o objetivo da empresa é dar lucro, então quando não existia esse comercio de milhas, muitas eram expiradas e ai o lucro aumentava e muito.

    Porém eu já perdi alguns poucos pontos por expirarem, sim de fato já ocorreu, mas coisa de 2 mil pontos.

    Com todo esse regulamento não sinto-me prejudicado, nem ameaçado, e já vendi milhas sim.

    Porém entre pode vender milhas ou usa-las a tarifas justas, sem sombra alguma de dúvida fico com a segunda opção esse é meu objetivo de juntar milhas, usa-las em benefício próprio não o comércio, e não enxergo outra solução, ou eles inflacionam cada vez mais, até torna-se insustentável, ou toma medidas dessa natureza.

  31. Rafael disse:

    Meu principal comentário é: não quero concorrer com empresa de venda de milhas para encontrar boas opções de passagens.
    Eu apoio a restrição!!
    Quando a cia coloca uma promoção ótima, as disponibilidades se esgotam na mesma hora porque são os robôs dessas empresas de comércio de pontos e disponibilizam a tarifa para um usuário qualquer.
    Dessa forma, as promoções das cias nunca vão atingir a quem eles querem, que são as pessoas que participam do programa conforme as regras.

    • Raphael disse:

      Os robôs vão continuar funcionando e vão continuar pegando as promoções melhores, mas com a restrição empresas como o max milhas vai utilizar só quem vende pouco, vai diminuir a oferta e os preços vão ficar mais caros. Pior para os clientes que não entendem nada de milhas e compram por essas empresas que agora vão pagar mais caro.

  32. Felipe disse:

    Acho que o ponto aqui não é que as companhias aéreas estão reclamando da quantidade de milhas no mercado (as pessoas estão comentando “então parem de vender” se ter o mínimo conhecimento do que estão falando.

    O ponto é que a prática do comércio de pontos é irregular, e é irregular porque é contra o regulamento do Programa. Comercio de pontos prejudica os usuários e eu me sinto prejudicado quando os preços sobem e quando eu não encontro disponibilidade.

    Com essa prática irregular, a gente compete disponibilidade com uma máquina, uma empresa, que encontra tudo de forma automática e tiram de nós (meros usuários comuns) as boas opções de resgate.

    Acho uma ótima iniciativa da LATAM e Multiplus, vi uma luz no fim do túnel, é algo que, de fato, benefícia o cliente fiél às empresas.

    E a pergunta que não quer calar: das pessoas que são contra, quantas aí já emitiram para mais de 25 pessoas sem vender?????? Para né, o povo reclama demais e não enxerga quando algo é benéfico para quem segue as regras.

  33. Carlos disse:

    Parabéns, muito bem argumentado o artigo. Se você olhar o último balanço do Multiplus, fica claro o porquê desta mudança.
    Eu achei a mudança muito razoável, se ela é legal é outra história. Espero que, pelo menos, signifique uma estabilidade da tabela do Multiplus, se não seria uma dupla facada do programa.
    Uma dúvida que eu teria, não tão diretamente ligada ao tema, seria:
    10- Como funcionam os bônus de transferência de pontos de cartão? É o banco emissor que paga pelos pontos a mais, é o Multiplus que oferece a bonificação grátis ou é um meio termo do banco pagando um pouco a mais e o programa oferecendo uma quantidade grátis?
    11- Quando os grandes bancos (Livelo, Santander, Itaú…) são excluídos das promoções, é porque não aceitaram as condições oferecidas aos demais concorrentes ou é porque a negociação com estes programas possuem uma dinâmica diferente dos concorrentes menores?

  34. Rodrigo disse:

    Ótimo Post! Eu sou um usuário comum e me sinto prejudicado não somente pela inflação dos pontos como pela disponibilidade de assentos. Sou como o exemplo do seu pai, gero pontos por voos (centralizo em um único programa), transfiro pontos do cartão com promoções e, eventualmente, compro pontos para completar o saldo para as viagens em um determinado período. Sempre achei que a conte não fecha, caso da inflação, mais os problemas só vem aumentando ao longo do tempo.
    Se as empresas seguissem o exemplo da Singapore seria ótimo, ou seja, baixo numero de pontos para viagens e as regras permitem que o usuário comum se beneficie dos benefícios de acumular pontos.

  35. Gilberto Martins dos Santos disse:

    Hoje, quem ganha: uma boa parcela das pessoas que querem pagar mais barato, e tem a opção de fazer isso através de compra de milhas de terceiro. as pessoas que tem amigos e parentes que consegue vender essas milhas, e dessa forma além de ganhar um cash, subir no programa de fidelidade das cias. Quem perde: a companhia aérea que está vendendo mais barato e perdendo seu lucro e uma minoria des usuários do cartão de crédito que acumulam nele( falo isso porque é quase impossível um usuário normal conseguir acumular pontos para regatar um trecho da ponte aérea por exemplo, somente que tem um poder aquisitivo alto consegue acumular milhas no cartão.)

    • Cadu disse:

      Discordo. Eu perco, usuário comum que concentra pontos de todas as maneiras pra poder aproveitar. Sem essa de “quem perde é a empresa porque não lucra”. Eles estão preocupados é justamente com a “fidelidade”, coisa que está sumindo. Eu mesmo já abandonei o Multiplus por conta dessa tabela quase impossível de acompanhar.

  36. Mario disse:

    7. Dia 9 de agosto é uma antecedência razoável?

    • Mario,
      Para este caso, eu considero que sim…

      • Vicente disse:

        Eu sou milheiro e atendo alguns clientes fixos há anos, justamente estimulado pela Multiplus e Km de Vantagens. Como fica a contagem do prazo ? uma vez que ela publicou agora essa regra, 12 meses a contar da data da publicação ? ou farão de forma retrotiva, sendo que não existia regulamentação neste sentido ? Grato

        • Vicente, já pensou em mudar de milheiro para consultor/concierge de pontos? ajude as pessoas com o ponto na conta delas. Eu acredito que vc poderá ter o mesmo ganho e sem infringir o regulamento.

          Respondendo sua pergunta. Eles deram 90 dias, que pelo que entendi, é o prazo dado pelo MP.

          • Vicente disse:

            Valeu Ale, gostei do termo, grato pela consultoria.
            Não obstante o MP tenha dado o prazo de 90 dias, mas a dúvida persiste, vc poderia verificar se a regra irá retrogir 9 meses ou doravante, ou seja a cada período de 12 meses, eles farão a análise da conta, assim sendo, estamos cientes a partir de agora.
            Grato

  37. RafaelTrops disse:

    Acrescenta ai nas perguntas Ale:

    – Se o grande problema são os vendedores desenfreados, pq houve aumento nas promoções dos km de vantagens, na quantidade de milahs que é possível comprar a cada 90 dias no proprio site da multiplus e na frequencia das promoções de transferencia? Esse aumento não facilita e abre uma porta desenfreada para uma quantidade absurda de milhas nas contas dos usuários (que normalmente passa do normal para consumo próprio?) – em outras palavras, vcs mesmos não criam as oportunidades para esse mercado?

    – Como fica o aspecto legal para um usuário que comprou milhas em promoção no site de vcs e teve a conta bloqueada? Há respaldo jurídico para isso?

    – A venda milhas é considerada ilegal pelo regulamento, por que a re-compra de milhas pela propria multiplus não pode ser contra o proprio regulamento?

    Apenas algumas das duvidas q tenho se: realmente querem coibir esse mercado, pq favorecem tanto a pessoa adquirir milhões de milhas?

    • Joao Henrique disse:

      Totalmente ilegal, qualquer conta que for bloqueada rapidamente será resolvido na justiça e ainda uma indenização . O site aqui tem ligação com o multiplus.

      • Roberto disse:

        Exatamente assim, amigo! E como eu sou um chato de carteirinha que quando me tiram direitos eu corro atrás mesmo com toda disposição… Basta eu sentir que serei prejudicado em algum momento e providenciarei uma liminar para impedir de aplicar estas cláusulas na minha conta.

        Se aceita meu dinheiro em troca das tais milhas elas são minhas e não deles.

        Estou juntando jurisprudência sobre o tema e pelo que tenho visto as empresas perdem todas.

        Mesma coisa que eu depositar dinheiro num banco e depois me imporem limites para usar meu próprio dinheiro. Não tem nenhuma diferença. milhas, pontos hoje são moeda corrente.

        Deposito meu suado dinheiro num Banco chamado Mulltipus ou smiles, ou outro qualquer que emite uma moeda com nome de pontos, ou milhas… Ai quero sacar minhas moedas, milhas ou pontos já desvalorizados e pra não perder mais resolvo por hipótese vender, doar aquele milhão de milhas que achei que era um bom negocio quando comprei e que agora não consigo fazer o que pretendia… Ai não posso? Mas porque não? Tenho um milhão de milhas e estou emitindo, doando bilhetes de 4.000 pontos para quem eu quiser…. Será que vai dar mais que 25 pessoas num ano?

        Programas de fidelidade se tornaram verdadeiros bancos cuja moeda é virtual e se chama pontos, milhas ou seja lá como quiser, mas são moedas. É dinheiro!

        Continuo na tecla que eles tem que frear as facilidades. Se não o fazem não tem como resolver isso.

        Vão levar tantos processos e perder que terão que aumentar a tabela de resgates para compensar as perdas.

  38. Carlos Henrique Certorio disse:

    Ótimo artigo. Compartilho de suas opiniões. Só duvido muito que, mesmo os milheiros profissionais sendo “controlados” e o número de emissões caia, a empresa mude a sua tabela de resgate. Vide cobrança de bagagens despachadas… nada mudou no preço das passagens. Uma pena que tenhamos empresários tão inescrupulosos.

  39. Carolina disse:

    De minha parte eu ainda não consigo cravar quem é quem, entre ganhadores e perdedores, nessa situação toda da milhagem profissional. Porque ainda que seu pai, por exemplo, não consiga emitir passagens com milhas, o consumidor-abaixo-do-médio (e aqui me refiro àquele que entende pouco ou quase nada de pontos) está tendo acesso a uma passagem mais barata porque viu o anúncio de milheiros profissionais no skyscanner.
    Regras mais rígidas, como da Singapore por exemplo, deveriam ser aliadas à pontuação e resgate decentes. Milheiros sempre existiram, mas o boom ocorreu justamente quando da banalização de pontos e surgimento dos resgates impossíveis. Uma vez, vendi milhas e comprei a própria passagem na mesma cia aérea. Sem fazer mágica, sem turbinar pontos, nada. Apenas peguei meus pontos, normais, vendi e comprei a passagem. Economizei 100 reais. Isso é ilógico! Na minha opinião, a esculhambação foi criada pelos próprios programas.

  40. Raimundo disse:

    Concordo com a empresa fazer a mudança, se isso de fato irá favorecê-la.
    Discordo porém com a maneira que ela está fazendo. Deveria iniciar fechando a torneira da compra de pontos e dos bônus. E pararem de incentivar a compra de pontos com bônus no km de vantagens que fazem os kms nunca acabarem.
    E agora com tantos milheiros com milhões de pontos (e muito dinheiro) colocado nesses programas, a empresa resolve limitar a utilização.
    Nesses casos específicos ao meu ver, é algo muito próximo a uma apropriação indébita.

  41. Rocco disse:

    Como ficam os aplicativos de ajuda do tipo AwardWallet, considerando a amplitude de alcance da cláusula “f” ??
    “(f) fornecimento a terceiros do Número Multiplus, da Senha de Acesso e/ou Senha de Resgate;”

  42. RafaelTrops disse:

    Jabuticaba só tem no Brasil?
    Uai sabia não.

  43. Henrique disse:

    Alê,
    Me dá uma ajuda. Comprei passagem e fiz um voo Latam doméstico nesse final de semana. Tirando as tarifas, deu 181 reais, como sou gold há aquele fator multiplicador 4x. Esses 181 pontos foram creditados hoje no meu Multiplus. Pergunto, e o fator de multiplicação, dando, em tese, 724 pontos, deveria ser feito na hora ou eles computam depois?

  44. LUCAS JACOBUS disse:

    Pensando no usuário comum, sem dúvida é uma boa medida, uma vez que o arranjo atual causa inflação de milhas e prejudica tanto o usuário quanto o programa. Basta ver o que o Smiles se tornou.

  45. Matheus disse:

    Independente de ser bom ou ruim para qualquer lado, vc deixou de lado o ponto mais importante, a legalidade dessa proibição. Ou só porque convém a um, justifica agir contra a lei com o outro? É este o país que estamos nos tornando?

    Vc sabe como a receita federal exige que milhas sejam declaradas? Como bens e direitos. Sabe como seu lucro é tributado? Como ganho de capital. Percebe que é o mesmo tratamento de um imóvel, de sua casa?!

    Você adquire os pontos de maneira onerosa, e agora um programa de fidelidade quer dizer o que pode ou não fazer com seu patrimônio? Estes pontos não pertencem à Multiplus, ela apenas administra o saldo. Eu também acho que todos sabem que isso já foi causa perdida pra Multiplus antes e possui jurisprudência.

    Por fim, acredito que deveria colocar na sua lista de perguntas uma que questione porque a Multiplus permite que cada cpf compre POR MÊS 2.000.000 apenas via KM de vantagem, sem falar da Livelo. Uma família consegue facilmente 8kk/mês e 96kk por ano. Não prece um limite de quem consome viajando né? Claramente é um limite focado pra quem VENDE milhas, então se ela quer combater isso que comece ajustando os limites de compra.

    Multiplus está agindo de maneira contraditória e autoritária. Se já não bastasse o tiro no pé com o novo clube, que mostra indecisão e divisões políticas dentro da diretoria. E este regulamento serve apenas para assustar gente nova, pois quem é milheiro mesmo não tem medo e Multiplus sabe que os principais milheiros entrarão com medidas judiciais, ditas causas ganhas e se ela bloquear em suas contas milhas equivalente ao valor de um apartamento, a indenização pode ser pesada.

    • Matheus,
      Você tem razão. Eu não sou advogado e não me senti capacitado para escrever sobre a lei. Eu pretendo, com auxilio, postar algo.
      Mas espero que vc tenha entendi meu ponto, que a venda em LARGA escala prejudica o usuário normal.
      Com relação a como declarar, eu sei. Meu pai é contador 😉
      Eu tbm não sei se vai ter efeito…

  46. Raphael disse:

    Eu faria mais uma pergunta: Se o programa é de “fidelidade”, por que durante anos as empresas venderam pontos e milhas a quem pudesse comprar (mesmo alguns que nunca andaram de avião), praticamente sem limites? E qual foi o gatilho que ocasionou a aplicação de seu próprio regulamento? (Sendo que a regra sempre esteve lá, mas nunca foi interessante aplicá-la)

    Eu perguntaria também o que eles tem a comentar sobre um processo que já perderam sobre uma grande empresa de venda de milhas, em que o juiz confirmou que um usuário é dono das suas milhas, podendo doá-las, vendê-las ou deixá-las de herança.

    • Os milheiros eram filhotes de gastos, que cresceram e se tornaram TIGRES, que agora querem comer o criador.
      Enquanto gatos, não incomodavam. Agora sim.

      • Leandro disse:

        E qual o problema disso?
        Seria como dizer que empresários eram pequenos comerciantes e que agora são ricos.
        A saída seria acabar com as empresas.
        Não posso concordar com você.

        • Henry disse:

          Quem quer ser tigre, deve agir como tigre..
          Não pode é o “animal” (sem querer ofender ninguém, ok ??) é querer comer comida de tigre e na hora em que vem outro tigre pra disputar o território, na selva isto significa lugar e matar o concorrente, nesse momento o “animal” falar:
          “… pode não.. eu sou gatinho.. sou micro empresa ou EPP…”
          Fala sério…
          Quer ser tigre ?? quer comprar/vender/transacionar milhas ??? então cria seu próprio programa de fidelidade…
          Porque os caras não criam ???

        • Altair disse:

          Acho que ele quis dizer que enquanto eram pessoa física, ou seja, pequenos, não incomodavam as aereas. Ao se tornarem jurídicas (Maxmilhas, 123milhas, etc) aí sim passaram a incomodar as grandes.

    • Leandro disse:

      Outra pergunta séria a seguinte
      ,Essas tais milhas que “giram” no mercado e que os preocupam tanto, saíram de onde?

      Eu acho que a movimentação dessas milhas ,obrigado eles a não venderem pelo preço que eles querem.

      E falando de manhã fé, porque eles não honram com a tabela de resgates que eles mesmo criaram.

      Fazer o que mando e não o que faço é fácil Dna Multiplus sua ridícula! Conversa pra tadinho de quem junta milha por milha para resgatar uma passagem pra Pousada do Rio Quente.
      Viajei pra Europa e Ásia no último mês,
      Voos vazios …. Voltamos de Roma com mais 6 pessoas na classe executiva. O voo de MXP para Abu Dhabi nem isso tinha.
      Dizer que vender milhas atrapalha…..papo furado

      PS : nunca vendi uma milha sequer

  47. Humberto disse:

    Alê,

    Parabéns pela matéria. Uma pergunta que poderia ser feita é se a quantidade de pontos necessários para resgate iria reduzir com essa prática? Será que reduziria igual ao valor das passagens com as novas regras? Rsrs
    O grande problema aqui no Brasil é que todos os cartões acumulam os pontos de acordo com o seu gasto em dólar, em tempos de dólar na casa de R$ 3,60 fica bem difícil fazer grande acúmulos de pontos e acabamos recorrendo a clube de milhas.
    Uma coisa que tenho notado ultimamente é que houve uma precificação dos pontos pelas próprias empresas, ou seja, caso você não consiga nenhum bônus de transferência o preço pago em dinheiro pela passagem será o mesmo pago se você comprar as milhas. Lembro de antes você achar um preço e quando olhava para emitir com milhas era mais viável.
    Lembrando que não há nenhuma lei que trate desse assunto no Brasil e que o cidadão é livre para fazer aquilo que a lei não proíbe, ou seja, não sei se eles podem fazer isso.

    • Henry disse:

      Humberto..
      Eu acho que o Multiplus não vai poder encerrar a conta das pessoas….mais ainda não devolver as milhas…
      Mas.. com relação à emissão de passagens, acredito que ela consiga sim travar a conta se ela for usada de forma a não se adequar ao regulamento…
      Para mim é extremamente simples decidir: se o programa de fidelidade não tenta impedir a ação dos tubarões, eu não vou ter relacionamento com esse programa… simples assim…
      Hoje eu já boicoto o Smiles por causa das sacanagens que andou fazendo conosco…posso perfeitamente fazer isso com outros programas…

    • Eu acho que no final, não vai diminuir… Mas se a regra for efetivamente aplicada, poderia evitar novos aumentos ou ao menos ter mais assentos a valores razoáveis para os clientes “normais”.

  48. Henry disse:

    Não é complexo, de forma alguma…
    É simples… cada um de nós tem direito de escolha.
    Eu já tomei a minha decisão:
    Não envio pontos/compro milhas para programas que não combatam os tubarões das milhas..
    Eu sou “sardinha”, não tem logística pra disputar/conseguir assento que essas empresas têm…
    E, não vamos cometer equívocos nas postagens:
    Muito antes dos programas de fidelidade venderem milhas, criarem club de milhas, os tubarões das milhas já estavam navegando no mares das passagens.. comprando milhas das pessoas…
    O que ocorreu de lá pra cá, é que aumentou o número de tubarões…tem até tubarão pequeno, e que sem fo–, quer dizer, ferra, são as sardinhas…
    Por enquanto, meus pontos ficam nos cartões e só esperando para ver quais programas vão aderir e combater os tubarões..
    Ah.. Smiles, já está fora, enquanto não mudar a posição e ser correto e transparente com os clientes…além de ter uma disponibilidade decente pra EUA/Europa com qtde. razoável…

    • Henry disse:

      Novamente peço desculpas pelos erros de concordância….não tem como editar….rs

    • Henry,
      Eu acho que para nós, imersos no mundo das milhas diariamente, é simples.
      Antes de publicar, enviei para alguns amigos esclarecidos em outras aéreas (que não as milhas) e vários nem sabiam da inflação no nosso setor.
      Para o público geral, acho que pode ser complexo.
      No nosso dia a dia do PP, teremos mais oportunidades para discutir num nível mais técnico. Conto contigo.
      Um abs,
      Ale

      • kit disse:

        a AA é bem rigorosa com relação a isso já faz tempo, e o programa deles é tem uma das milhas mais valorizadas do mercado. mas possuem preço justo para emissão ao meu ver, coisa que nao estamos vendo agora na latam.

  49. Leandro disse:

    Ale, bom dia.
    Nunca vendi milhas mas não acho errado vender até porque ,na minha opinião, quem compra é o dono delas é fazem o que quiser.
    Só não vejo mais razão em pagar 369,00 no clube, para ganhar 30% de uma possibilidade de resgate (km) que não existe mais. Não é possível nem conseguir resgatar as minhas próprias viagens com apenas 10 resgates por mês.
    Qual é o lance deles? Fazer com que cada membro de uma família possua o clube para que todos possam viajar.
    Legais os caras né???
    Tô fora! Não dá pra aceitar isso.
    Abraço

    • Leandro,
      Por favor, segure esta pergunta! SemAna que vem vou soltar um outro post sobre o valor de uma milha, mostrando que em alguns casos, faz sentido pagar mais de 3 centavos no ponto.
      Claro, não em todas as circunstancias, mas em casos específicos sim.
      Um Abs,
      XZ

  50. Felipe disse:

    QUE ENGRAÇADO vcs ensinando tudo de mão beijada!
    Conhecimento adquirido de ontem p hj?
    Claro que não!
    Vcs sabem muito bem pq tbm praticam!
    E ai como é q fica?
    Tchau!

    • Oi Felipe,
      O PP posta sobre o assunto ha mais de 7 anos – temos total conhecimento de como um milheiro ganha. O exemplo acima foi até pequeno frente o que se pode ganhar, temos total ciência.
      Temos um serviço de consultoria, que não solicita a a senha de ninguém e deixa toda o beneficio de eventual ganho para o próprio usuário. Ele esta em testes e em breve convidaremos todos milheiros a migrarem para ele.
      CONSULTORIA DE PONTOS é nossa aposta!
      Um abs,
      Ale

  51. thiago disse:

    otimo post Ale e concordo com a tua conclusão. O prejudicado é o usuario normal.

  52. Joao carlos disse:

    Achar que a Multiplus fez isso pra melhorar o problema da inflação de pontos no custo dos bilhetes é o mesmo que acreditar que o preço das passagens iria diminuir quando não houvesse maia franquia de bagagem e essa fosse cobrada a parte. Kkkkkkkk

    • Não acho que vai reduzir o custo (seria ingenuo). Eles provavelmente (se tudo isso acontecer) vão reverter em lucro, mas quem sabe evite no futuro (pelo menos eu vou cobrar!).

      De alguma forma tinha que começar e se não for por eles, seria por quem?

      Um abs,
      Ale

  53. Fcb disse:

    Excelente artigo Ale, parabéns! Muito informativo e embasado.

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