O futuro da Webjet

Como já era de se esperar, ( e o Passageiro de Primeira já tinha mencionado ) a marca Webjet deixará de existir,  se a aquisição pela GOL for aprovada pelo CADE e pela ANAC.

De acordo com Constantino a primeira intenção é manter as 2 marcas destintas até a a concretização da negociação. A partir disto, iniciará o processo de integração das duas cias aéreas. Constantino ainda afirma que esta transição se dará de forma tranquila já que as duas cias operam no modelo “low-cost” e que isto não implicará em nenhum aumento das tarifas para os passageiros. “Entendemos que com a compra da Webjet a Gol se fortalece, passa a ter condições de oferecer mais serviços, tornar o serviço mais atraente por um custo baixo para os nossos clientes”

(Isto não me convence pois A GOL já deixou de ser low-cost há muito tempo)

O empresário mencionou que a GOL pretende integrar os clientes da Webjet ao seu programa fidelidade o SMILES. “Pretendemos ampliar o programa Smiles para os clientes da Webjet com as mesmas regras da Gol”, ressalta Constantino.

Em relação as demissões o executivo afirma que não há intenção, já que a Webjet possui um quadro de funcionários bem “enxuto”. “Por ter um quadro tão enxuto não acredito que haja um processo de demissão, pelo contrário, a gente tem condições de à medida que renovar a frota e tornar mais o processo da Webjet mais produtivo nos permitirá provavelmente continuar o processo de contratação que já temos hoje”, concluiu o empresário.

Com as novas rotas já operadas pela Webjet, a GOL que já era lider em 2 rotas no Brasil em fluxo de passageiros transportados, Congonhas (CGH) ✈ Confins (CNF) e Congonhas (CGH) ✈  Curitiba (CWB), passará a ser também em mais 6 delas: entre os aeroportos de  Guarulhos (GRU) e os aeroportos de Salvador (SSA), Brasilia (BSB), Porto Alegre (POA) e Galeão (GIG). As duas cias aéreas juntas também comandarão as ligações entre os aeroportos de Salvador e Brasilia ao aeroporto de Santos Dumont (SDU).

As aeronaves da Webjet (num total de 24 Boeing 737-300) são modelos “velhos” e de pouca eficiência se comparados a frota da GOL, que é mais moderna com os Boeings 737-700 (Next Generation – NG) e também os novos 737-800 com o novo design (Sky Interior).

Por sorte de Constantino, as empresas de leasing da GOL são as mesmas da Webjet, com isso ele acredita que alguns contratos de aviões da Webjet podem ser terminados antecipadamente. O intuito da GOL é substituir todos eles por modelos 737-700 NG. Em 2012 começam a vencer os primeiros contratos de leasing da Webjet, terminando em 2014. R$100 milhões está previsto pela GOL entre sinergias corporativas e operacionais caso a negociação seja concretizada.

Bom, vamos ver se tudo vai sair como o esperado né? Afinal nós consumidores não queremos ficar na “mão” das tarifas aéreas.