Primeira Classe da All Nippon Airways (ANA) no B77W – Cingapura para Tokyo

Cias Aéreas Primeira Classe

Por Fábio Vilela

Eu estava super ansioso para embarcar, afinal seria minha primeira vez voando com a ANA e já estava com minhas expectativas lá em cima pois sempre li muita coisa positiva à respeito da cia japonesa.

O raio-x nos gates do T2 em Cingapura é feito logo no portão e lá também tinha uma fila prioritária para inspeção para os passageiros First/Business.

Vôo ANA NH802 – 31/07/2017
Cingapura (SIN) ✈ Tokyo (NRT)
Assento: 2A – Primeira Classe
Partida: 06:00 / Chegada: 14:11 / Duração: 7h
Aeronave: B77W

Assim que eu entrei a comissária chefe se apresentou, me tratou pelo nome e me acompanhou até o meu assento. Nota 10 pra esta recepção. A First no B77W da ANA conta com 8 assentos no layout 1-2-1 divididos em 2 fileiras.

Como vocês podem ver cada passageiro tem seu próprio “cubo” e a privacidade é ótima, mesmo para quem senta nos assentos do meio.

Note que há apenas um buraco/janela entre os dois, mas que pode ser fechado, ou seja, você terá sua total individualidade.

Meu assento foi o 2A e neste vôo éramos um total de 2 passageiros apenas, então o atendimento foi super personalizado e atencioso.

A poltrona oferece espaço de sobra, tanto na posição reta quanto deitada, ou seja, você não se sentirá aperto em nenhuma das situações.

Nesta outra foto vocês conseguem ver a amplitude do ambiente.

E note que a “parede” lateral da poltrona bloqueia totalmente seu rosto, portanto se você estiver dormindo em pé e babando ninguém vai ver, rs.

Nesta mesma parede tem um armário para você pendurar um casaco/jaqueta – não cabe nada além disto.

A poltrona reclinada é total flatbed e bem larga, te permitindo virar para os lados sem esbarrar em nenhuma estrutura.

Na parte do encosto da cabeça o casulo do assento é arredondado.

O assento não oferece portas, mas neste caso nem precisou pois realmente você já tem sua privacidade garantida apenas com esta “parede”.

No encosto dos pés tem uma gaveta – o máximo que cabe ali é um Macbook Air – não entendi muito a função e nem a posição dela.

Um grande defeito da poltrona – você não tem acesso à visão pela janela. Esta parte lateral do assento bloqueia tudo e se você quiser ver lá fora vai ter que literalmente levantar pra poder enxergar alguma coisa – falta de planejamento será?

Nesta mesma lateral estão as tomadas, portas USB, joystick da TV e também o tablet para controlar as posições do assento.

Você também consegue acender umas luzes que ficam embaixo do encosto dos pés e outra debaixo da TV – como se fossem de LED.

Já do meu lado direito tinha um outro porta treco – ideal para celular. Só seria melhor se tivesse uma tomada ali perto.

O fone de ouvido era da SONY e de ótima qualidade – além de ser noise-cancelling.

O monitor era grande, mas a interface era lenta e a qualidade não era das melhores. A impressão é que a tela estava sempre embaçada sabe? Sem brilho e definição.

A variedade da programação também não era grande, com alguns títulos resumidos e poucas opções de filmes.

O avião também oferece wifi mas no modelo onde cobra por tráfego – péssimo! E o pior é a pegadinha da tela inicial – quando você entra está escrito que o plano pelo vôo todo custa U$19.95.

 

Mas quando você clica, vê que tem um limite de 100MB para trafegar apenas, ou seja, nada vantajoso.

 

O amenity kit é da Samsonite e no modelo “hard case”. Eu adorei e foi a primeira vez que vi um desses à bordo!

Além dos produtos que estavam lá dentro as comissárias também passam distribuindo alguns kits extras como escova de dente, tapa olhos, meias, etc.

Este negocinho aqui era pra você cheirar e relaxar. É a mesma sensação de quando você raspa o pulso na revistinha da AVON, sabe? Rs.

Os passageiros também recebem pijama, um casaquinho e pantufas. Aliás, não sei o motivo de receber um casaco extra porque eu “suei feito tampa de marmita” – eita cabine quente. Reclamei duas vezes mas de nada adiantou!

Bom, o serviço ainda em solo começou com champagne e uma pétala de rosas – achei que faltou o guardanapo.

O cardápio é pesado, grosso e tem várias paginas e depois eu fui entender o porquê.

Primeiro segue o menu das bebidas.

Agora notem que o menu de comida tem diversas páginas pois cada uma é específica para uma rota da cia. Tem a página dos vôos que saem do Japão e a página dos vôos que saem de Cingapura. Não gosto deste sistema, acho que fica confuso pro passageiro além de ter informação demais desnecessária.

O serviço então começou com toalhas umedecidas. Quando uma delas vieram recolher me perguntou porque eu estava tirando tantas fotos – mas de forma muito gentil. Eu falei que era a primeira vez voando ANA e que eu queria registar pra mim – claro, sem mencionar nada do site para não interferir no atendimento.

Aliás, falando em atendimento – novamente vou bater na tecla da educação dos japoneses – até pra virem falar com você na poltrona as comissárias se agacham e falam baixo. É inexplicável!

O serviço começou com champagne KRUG e canapés – tomate recheado, salada de carangueijo e parma com melão – tudo ótimo!

Enquanto isto o sol começou a nascer e ficou um espetáculo a visão.

Ela então abriu a mesa para poder começar o primeiro serviço.

Como eu queria experimentar tudo pedi a opção oriental e a ocidental. Confesso que não gostei muito da oriental não – aliás, não gostei de forma alguma, rs.

Já a opção ocidental é elaborada pelo hotel Four Seasons Regent de Cingapura – omelete com aspargos, cereais e pães.

Pequenos detalhes que fazem a diferença.

Agora eu não entendi este saleiro e pimenteiro. Você precisa pegar com o dedo pra por na sua comida?! É isto mesmo produção? Não achei nada prático e nem higiênico.

Mais detalhes do prato!

Ao acabar fui surpreendido com este prato de sobremesa – as comissárias desenharam com calda de chocolate os dizeres “Welcome to ANA”, ou Bem Vindo à ANA – achei de extrema delicadeza delas fazerem isto – realmente me surpreendeu e eu fiquei super feliz.

Fui então no banheiro me trocar e também conhecer o ambiente que é igual à todos os outros aviões que vocês conhecem mas com alguns detalhes diferentes.

Achei a pia azul brega e a lixeira já apresenta grandes sinais de uso.

Se não bastasse os milhares de amenities você ainda tem mais disponível no banheiro – tudo organizo e milimetricamente posicionados.

Algo SURREAL de maravilhoso é esta mini plataforma que fica presta na parede.

Você aperta um botão e ela desce, sendo assim você não precisa pisar no chão sujo do banheiro. Não é demais? Como ninguém pensou nisto antes?

E outro detalhe magnifico – a privada tem chuveirinho eletrônico!

Voltei pro meu assento e a cama já estava pronta – elas forraram e preparam tudo.

O turndown service (serviço de abertura de cama) é oferecido para todos os passageiros da First e teoricamente você não precisa solicitar.

Além do edredon elas também forram o assento com uma espécie de colchonete.

O travesseiro não é tão grande e acabei pedindo dois.

Teoricamente não consegui dormir pois além do fato do voo ser diurno ele era curto, portanto se eu tentasse fechar os olhos só iria ficar mais cansado.

Como elas repararam que eu não parava de tirar fotos,perguntaram se poderiam enfeitar o assento. Foi quando trouxeram este ramalhete de flores e puseram.

Eu confesso que achei bem estranho, na verdade eu olhava o assento e pensava : “Fábio, seu fim vai ser este mermão!”, pois a impressão que dava era que eu estava em um caixão. Se eu segurasse essas plantas e deitasse já poderiam me velar, rs.

Quase chegando em Tokyo começou o segundo serviço (que é on demand, ou seja, você precisa pedir) – optei primeiro pela salada e sopa – ambas ótimas.

Depois o noodle com uma outra especiaria deles que era bem estranho e eu não gostei, rs.

Bom, mas agora eu quero chegar no ponto alto deste vôo – eu poderia mostrar apenas as foto dos pratos elaborados, do assento cama ou até da garrafa de Krug para poder demonstrar a qualidade e altura do serviço da ANA neste meu voo. Mas não, nada disso supera o efeito surpresa, o inesperado e acima de tudo a atitude. Conforme falei pra vocês, conversando com as comissárias quando embarquei contei que era minha primeira vez viajando com eles – claro, sem mencionar nada do meu site para não poder atrapalhar na avaliação. Eis que ao final deste serviço de refeição, recebo esta gentileza por parte da tripulação.

Sim, é apenas um sorvete comum, teoricamente sem glamour mas o que veio acompanhado, me deixou literalmente de boca aberta – um cartão pessoal me dando as boas vindas ao Japão e à ANA, o flightplan do cockpit, adesivos, miniatura inflável e um baralho. Bom, pelo menos pra mim isto tem mais valor que um prato de caviar, que um chuveiro a bordo ou até mesmo uma cabine privativa. E sabe porque? Porque eu sempre bato nesta tecla e não canso de falar – são os pequenos detalhes que conquistam o cliente. Poltronas que viram camas, cardápios premiados e lounges luxuosos todas as cias tem, então o que vai fazer a diferença vai ser sempre a experiência, a atenção e o cuidado com o passageiro – isto sim fica guardado na memória. ✨ Posso afirmar que com certeza que foi um dos poucos voos que eu tive um atendimento impecável do inicio ao fim.

Chegando em Tokyo ainda recebi um cartão de Fastpass para passar na imigração, mas o guichê prioritário estava fechado, ou seja, não serviu pra nada!

Eu simplesmente AMEI voar de ANA – pelo atendimento, pelo carinho, pela atenção especial e acima de tudo pela pró-atividade das comissárias em querer fazer um vôo de um desconhecido especial!

E aí, o que acharam?

Avaliação

Média
8.9

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