#TBT – O luxo nos aviões da Air France

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Por Equipe | Passageiro de Primeira

Hoje temos mais uma matéria  #TBT do PASSAGEIRO DE PRIMEIRA (ThrowbackThursday) – A história de hoje é sobre os aviões da Air France!

Nesta série de relatos, reportagens, e avaliações, vamos trazer  um gostinho nostálgico para o PP! Mostraremos como era experiência de voar em aviões antigos, reportagens, cias aéreas extintas, curiosidades e muito mais.

Mais uma vez, obrigado a Revista FLAP por compartilhar o acervo conosco!


#TBT desta Semana!

Seus aviões eram chamados de mainliners e ofereciam dois tipos de serviço: um de luxo, com camas, mesas e todo o charme da época, e o outro que seria a classe econômica de hoje, mas muito mais confortável. Nos anos 1950, foi lançado um folheto, em que era visualizado o progresso da aviação comercial.

Esperamos que gostem, confira!


Fonte: Museu da Air France e Coleção Flap Internacional

Douglas DC-3

Generalidades

Nenhum outro tipo de avião jamais teve uma produção que pudesse se comparar com a do Douglas DC-3. Cerca de 13.000 unidades saíram das linhas de montagem da Douglas Aircraft Co.

Produto da evolução de uma técnica que foi iniciada com o Douglas DC-1, o qual foi seguido pelo DC-2, o Douglas DC-3 foi o transporte militar por excelência na Segunda Guerra Mundial. Foi ele que realizou a maior parte dos transportes continentais de tropas e munições, com cerca de 10 mil aeronaves fazendo parte das operações militares.

Eles sulcaram milhares de vezes os céus da França carregados de armas que foram lançadas de paraquedas e, mais tarde, repatriaram cerca de 4 mil prisioneiros por dia. Finda a guerra, o Douglas DC-3 transformou-se num transporte civil, utilizado pelas companhias aéreas comerciais, graças às suas qualidades de conforto e segurança. Muitos Douglas DC-3 operaram na Air France nas suas numerosas linhas continentais.

Técnica

O Douglas DC-3 é um avião monoplano bimotor de asa baixa, com estrutura totalmente metálica, que tem uma envergadura de 28,95 metros, um comprimento de 19,70 metros e uma altura de 4,90 metros.

Todas as aeronaves desse tipo utilizadas pela Air France são equipadas com motores Pratt & Whitney Twin Wasp de 14 cilindros.
A potência de cada motor é de 1.200 HP na decolagem e de 650 HP em cruzeiro, quando a sua velocidade é de 260 km/h. O seu alcance é de 3.400 km, com carga máxima de 11.800 kg e o seu teto operacional é de 6 mil metros. O DC-3 pode decolar em 600 metros e pousar em 400 metros a uma velocidade de 120 km/h.

As pernas principais do trem de pouso convencional recolhem para trás, deixando parte das rodas para fora sob a carenagem dos motores e a bequilha é fixa. As asas, os estabilizadores e a deriva estão equipados com descongeladores pneumáticos, mas os das hélices funcionam por injeção de álcool isopropílico.

O Douglas DC3 pode voar durante 8 mil horas (ou seja, 2 milhões de quilômetros em  velocidade de cruzeiro) sem revisão geral, enquanto a média para outras aeronaves é de 2.500 horas.

Conforto

As confortáveis poltronas reclináveis para os 21 passageiros estão dispostas em sete fileiras, cada uma com uma janela de 44 x 46 centímetros, e com três assentos cada (dois do lado direito e um do lado esquerdo do corredor).
A cabine de passageiros possui isolamento acústico e é climatizada, com o ar sendo constantemente renovado. Além disso, cada passageiro tem uma saída de ar individual.

A copa-bar está localizada na parte traseira, atrás do assento da comissária de bordo e, do outro lado do corredor há um armário para os agasalhos dos passageiros. Confortáveis toaletes estão localizados junto ao armário.
Além dos passageiros, o DC-3 pode transportar 600 quilos de carga.
A tripulação está composta, normalmente, por um piloto, um copiloto, um operador de rádio e uma comissária de bordo. A ligação com o solo é assegurada por três equipamentos de rádio independentes um dos outros.


Lockheed Constellation 

O Constellation, um dos aviões mais confortáveis e mais luxuosos do mundo, é especializado em longos percursos. Particularmente projetado para as linhas do Atlântico e da União Francesa, estabeleceu dois recordes internacionais sob a bandeira da Air France: Paris-Nova York em 13 horas e 50 minutos e Montreal-Paris em 9 horas e 45 minutos.

Entretanto, se a velocidade é uma importante qualidade, a regularidade, para o passageiro, pode ser ainda mais necessária. Sob esse conceito, as qualidades de um avião afirmam-se pela porcentagem de voos realizados, mesmo com condições atmosféricas desfavoráveis, nos tempos previstos nos horários. Para os Constellation da Air France, essa regularidade chegou a 95% em 1951 nas linhas por eles operadas.

Uma capacidade tão rara explica-se pelo longo desenvolvimento continuado ao longo de nove anos de guerra e de exploração comercial. Poucas aeronaves têm a possibilidade de ter um treinamento tão intenso. O Constellation é, atualmente, o único quadrimotor a ter obtido o certificado de aeronavegabilidade categoria A, da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI).

Existem vários modelos de Constellation. O L-749A, selecionado pela Air France e o Super Constellation que é a versão maior, a mais recente e a melhor adaptada às suas diversas tarefas. Monoplano de asa baixa com 29 metros de comprimento e 37,50 metros de envergadura. Ele tem um peso máximo de decolagem de 48,5 toneladas e os seus quatro motores desenvolvem cada um 2.500 HP, proporcionando-lhe uma velocidade de 450 km/h em cruzeiro. A sua potência é tão grande que ele pode se manter em voo com um ou dois motores parados, mesmo que eles estejam localizados na mesma asa.

A sua altitude normal de voo, fixada em 6.000 metros e as suas grandes reservas de combustível permitem ao Constellation contornar ou sobrevoar a maioria das áreas de tempestade. Assim, os seus passageiros beneficiam-se de uma viagem perfeitamente calma, quando uma tempestade está acontecendo ao nível do mar. A altitude, entretanto, não incomoda os viajantes, pois a cabine é pressurizada, o que quer dizer que o ar constantemente renovado é mantido a uma pressão de 2.500 m sobre o nível do mar.

Conforto

Possuindo grandes janelas, a espaçosa cabine do Constellation é  mantida a uma temperatura constante de 20 graus. A sua capacidade normal é de 46 passageiros. Entretanto, a fim de aumentar o conforto, o número de assentos é limitado a 34 poltronas-beliche a bordo dos aviões destinados aos serviços transatlânticos de luxo e de primeira classe.

Sobre a mesinhas de madeira envernizada são oferecidas gratuitamente durante as viagens deliciosas refeições acompanhadas pelos melhores vinhos franceses. Pessoal especializado cuida do bem-estar dos passageiros ao longo de toda a viagem oferecendo uma grande variedade de bebidas e de revistas luxuosamente publicadas.

Do mesmo modelo e também tão modernos, embora apresentando de um conforto menos refinado, os Constellation  da classe econômica estão configurados com 68 poltronas, a fim de permitir a operação nas linhas que podem absorver importantes reduções de tarifas. Os passageiros podem ser servidos com excelentes refeições que são oferecidas pelas comissárias, por um preço razoável.

Descanso

Não é possível imaginar uma viagem aérea sem um ambiente de paz e relaxamento completos. O Constellation, que já realizou mais de 40.000 travessias do Atlântico oferece a esse respeito, seja qual for a classe escolhida, a ótima vantagem do isolamento acústico da sua cabine e da eliminação quase total de todas as fontes de vibração.

Para configurar os seus aviões para 34 passageiros, a Air France desenvolveu uma poltrona-beliche especial na qual o encosto, equipado com um confortável travesseiro pode se inclinar até 70 graus da vertical, dependendo da escolha do passageiro. Um suporte ajustável em altura serve como apoio para as pernas do viajante quando ele está deitado, permitindo-lhe adotar uma posição quase horizontal, beneficiando-se das condições ideais para um repouso absoluto.

Os aviões com 46 e 68 lugares possuem poltronas pullman macias e confortáveis, nas quais os encostos também podem ser reclinados pelo passageiro.

Na época não existia computador e era tudo feito a mão. As ilustrações são verdadeiras obras de arte


De Havilland “Comet”

O primeiro avião comercial jato puro

Totalmente perseguido pelo entusiasmo que anima as grandes empresas, a fabricação do primeiro Comet foi particularmente acelerada. Muito antes do seu voo inaugural, que foi realizado em 27 de julho de 1949, as diferentes seções da aeronave, construídas em tamanho natural, foram submetidas, em instalações especiais, a condições muito mais duras que aquelas que deveria encontrar em voo. Esses ensaios foram tão minuciosamente conduzidos, que desde que o avião voou pela primeira vez, revelou-se praticamente desenvolvido. Após 33 meses de ensaios de homologação e de treinamento, ele decolou em 2 de maio de 1952 para realizar o seu primeiro voo regular.

O Comet é um monoplano de asa baixa, com enflechamento de 20 graus no bordo de ataque. A aeronave tem 35 metros de envergadura, 28,35 metros de comprimento e 8, 65 metros de altura, na ponta da sua deriva. O seu peso máximo de decolagem é de 52.165 kg e de 36.300 kg no pouso. Equipado com quatro turbojatos Ghost de Havilland que fornecem cada um 2.270 kg de empuxo, ele é o primeiro avião comercial do mundo a jato puro, ou seja que a sua propulsão não é feita por hélices, mas pela ejeção dos gases queimados pelos seus motores.

A característica essencial do Comet é a sua velocidade que, em cruzeiro, chega a 750 km/h; contudo, quando decola ou pousa, a sua velocidade é apenas ligeiramente superior à dos aviões comerciais do mesmo peso. O trem de pouso triciclo é constituído de uma perna dianteira esterçável, equipada com duas rodas e duas pernas principais que contam com quatro rodas cada. Os freios e os amortecedores são particularmente possantes. Os tanques de combustível, localizados dentro das asas e na parte central da fuselagem, têm capacidade para 31.850 litros de querosene, que é muito menos volátil que a gasolina. O consumo varia consideravelmente durante as diferentes fases do voo. Muito importante durante a subida e quando a velocidade é reduzida, ele se estabiliza no regime de cruzeiro, ficando entre 3.000 e 3.500 kg por hora.

A altitude, modificada durante o voo de acordo com a temperatura exterior e com a variação de peso da aeronave oscila em cruzeiro entre 9.000 e 12.000 metros , mas a pressurização, particularmente regulada evita que os passageiros sejam submetidos aos efeitos do ar rarefeito, mantendo a cabine a um nível fictício que nunca passa de 2.500 metros. A atmosfera interior umidificada e climatizada é totalmente renovada a cada dois minutos, aproximadamente. Cada passageiro dispõe de uma saída de ar individual.O Comet é, por excelência, o avião das grandes etapas, nas quais, a sua grande velocidade lhe permite obter importantes ganhos de tempo.

CLÁSSICO
O de Havilland Comet, que inaugura uma nova era nos anais da aviação comercial conserva, entretanto, as formas clássicas que após muitos anos tem se consagrado nas rotas comerciais mundiais. Tudo nele o faz parecer mais veloz e mais elegante que a maior parte dos seus predecessores. Com as suas finas asas ligeiramente inclinadas para trás, na raiz das quais encontram-se as entradas de ar dos seus quatro motores, a sua fuselagem finamente carenada, a sua longa deriva e os estabilizadores com grande diedro positivo. A prudente adaptação de técnicas modernas e de métodos testados foi coroada de um estrondoso sucesso. Reduzindo à metade a duração das etapas e transformado radicalmente as condições das viagens aéreas, o Comet justificou magnificamente a confiança que havia inspirado.

SIMPLES
No campo industrial, a maior parte dos progressos mecânicos são adquiridos ao preço de uma grande complexidade. Os motores do Comet representam, pelo contrário, uma volta à mais extrema simplicidade. Neles não há nem pistões nem virabrequim, mas apenas os fans do compressor e da turbina, que giram em torno do mesmo eixo. O esforço é contínuo e suave. Mesmo colocando a mão sobre a carenagem de um dos motores, será impossível perceber se ele está funcionando ou está parado. Percebe-se que tamanha simplificação facilita muito a manutenção e constitui uma garantia de bom funcionamento.

CONFORTÁVEL

Não é possível imaginar o conforto de uma viagem no mais veloz e no mais moderno avião comercial quando não se tem voado no Comet. A total ausência de vibrações permite um relaxamento completo, um descanso absoluto. A estabilidade em voo é tal, que um copo cheio d’água colocado sobre uma mesa, não corre o risco de transbordar.
Na cabine isolada acusticamente e constantemente mantida a uma temperatura ideal, as grandes janelas oferecem um espetáculo de rara beleza, que qualquer olho humano jamais teve a possibilidade de contemplar antes da era do jato, principalmente ao amanhecer e ao anoitecer. A altitude deixa a aeronave totalmente livre de turbulências atmosféricas e, apesar da considerável velocidade, os passageiros ficam com a impressão de estarem flutuando no espaço

SEDUTORA…

Decorada em um estilo sóbrio e discretamente elegante, a cabine do Comet é dividida em dois compartimentos. O da frente conta com oito poltronas enfrentadas (quatro de cada lado do corredor), separadas por mesas removíveis. A cabine principal oferece 36 lugares dispostos em fileiras de quatro. Cada poltrona tem encosto reclinável e possui um assento e um apoio de cabeça de espuma de borracha. Na parte traseira encontra-se um toalete masculino e um feminino. Dois guarda-roupas, uma biblioteca e um bebedouro completam a instalação.
Uma copa e um bar estão dotados dos equipamentos mais modernos que conservam as refeições quentes e as bebidas geladas, servidas durante a viagem.

 


Vickers Viscount

Homens têm consagrado as suas vidas ao desenvolvimento dos materiais e das técnicas da aviação comercial. As suas energias e os seus espíritos criativos realizaram prodígios em matéria de construção aeronáutica. Não existe um campo em que o progresso tenha sido mais rápido.
A AIR FRANCE, sempre na vanguarda apresenta hoje…

…UM NOVO AVIÃO que, além de velocidade e segurança oferece a garantia do seu alcance, uma grande capacidade de transporte e um conforto inigualável.
Agora, as etapas serão ainda mais curtas, colocando as capitais da Europa ao alcance dos mais apressados; as zonas turbulentas da atmosfera serão evitadas para o maior descanso dos passageiros; as melhores condições operacionais e de conforto, os farão esquecer a monotonia da viagem.

Algumas características técnicas
Envergadura 28,65 m
Comprimento 24,73 m
Peso vazio equipado 16.200 kg
Peso máximo de decolagem 25.400 kg
Capacidade dos tanques 7.800 litros

O Vickers Viscount

Esse avião, em serviço nas linhas da AIR FRANCE é, incontestavelmente, um dos mais belos produtos da indústria aeronáutica mundial. Equipado com quatro motores turboélice Rolls-Royce “DART” que desenvolvem 1.400 HP de potência cada um, podendo alcançar uma velocidade de cruzeiro de 500 km/h a uma altitude de 7.500 m. Além disso, a utilização de querosene como combustível aumenta o seu rendimento lhe permite decolar facilmente com três motores.

Os passageiros que já experimentaram o seu notável desempenho apreciam, principalmente, a ausência de vibrações e a extraordinária “suavidade” do voo. Todos os pilotos confirmam essa opinião… e até o ruído foi banido de dentro da cabine. Ela tem 12 m de comprimento e cerca de 2 m de altura (o que oferece um volume de ar por passageiro de 1,35 m³), é pressurizada, assegurando que a uma altitude de 4.500 m, a pressão seja igual que ao nível do mar. Também, 20 grandes janelas ovais permitem uma ampla visão para o exterior.

Uma viagem no VICKERS VISCOUNT é sinônimo de descanso, conforto e tranquilidade.


Potez 62

Este folheto não faz parte do original deste artigo. Foi produzido em 1927 e é um dos mais raros da coleção da Flap

 

…Air France

O avião bimotor POTEZ 62 em serviço nas linhas da companhia aérea AIR FRANCE é um dos mais bem sucedidos aviões comerciais. Dotado das mais recentes aperfeiçoamentos das técnicas modernas e de um perfil particularmente bonito, ele representa o tipo perfeito do avião possante de transporte rápido. As suas configurações elegantes e espaçosas oferecem aos 14 passageiros que pode transportar, um conforto perfeito num quadro sóbrio e muito distinto.

Um novo avião da Air France
Salão luxuoso de onde você acompanhará do alto o maravilhoso espetáculo da viagem

O POTEZ 62 está equipado com a aparelhagem mais moderna para a pilotagem sem visibilidade e a ligação radiotelegráfica com as bases. Esses equipamentos constituem uma viagem tranqüila, mesmo no caso de mau tempo.
A bordo de um avião da AIR FRANCE há apenas uma classe, a classe do conforto, a maciez das poltronas, a total vedação da célula, o seu isolamento acústico, a ventilação individual, um ambiente elegante, sem luxo inútil e um ótimo serviço de bordo são os elementos que compõem o conforto dos aviões da AIR FRANCE.

 

 

 


SOBRE A REVISTA FLAP

Cultivar a memória da aviação também é uma das finalidades do nosso site, e para realizar esse velho sonho nosso, fizemos uma parceria com a Flap Internacional, a maior e mais importante revista de aviação da América Latina, que está completando 56 anos de existência, e que possui um acervo único com mais de um milhão de fotos e documentos, garimpados em feiras especializadas no exterior, permitindo agora, aos leitores do Passageiro de Primeira, se inteirarem da aviação comercial antiga no Brasil e no mundo.

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Serie #TBT do Passageiro de Primeira!

  1. BRANIFF AIRLINES – Folheto promocional da cia (1960)
  2. Avaliação Concorde Air France: Paris-Dacar-Rio (1970)
  3. História da Pan American Airways – PAN AM!
  4. Os grandes momentos do Zeppelin no Brasil
  5. Conheça o avião LAÉCOÈRE 631 e seus planos para voos na América do Sul
  6. Conheça o padrão de serviço da American Airlines nos anos 30!
  7. Webjet – Do inicio até a compra pela GOL
  8. TRANSBRASIL – O fim do arco-íris
  9. A história da JAL e o adeus ao Brasil
  10. Swissair: qualidade Suíça no céu brasileiro
  11. Animais em extinção: a história da Aerosur
  12. A história da BRA: um cometa na aviação brasileira
  13. O conforto a bordo dos grandes hidroaviões argentinos

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