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A alteração de dez minutos no horário do voo que virou horas de tensão – Perrengues de Primeira

Notícias Perrengue de Primeira

Por Dérek Arakaki

Hoje no quadro Perrengues de Primeira vamos compartilhar a história do Celio, que passou por momentos tensos para conseguir embarcar em Guarulhos em um voo da Ethiopian. A viagem, programada há meses, quase foi impactada por uma pequena alteração no horário do voo. Confira mais esse perrengue!


Perrengue de Primeira

Olá pessoal,

Depois de um bom tempo acumulando milhas LifeMiles da Avianca Colombia, eu e minha esposa conseguimos reunir a quantidade necessária para uma viagem em classe executiva para Singapura. Como a Avianca não tem voo para Singapura, a emissão de daria por empresas parceiras Star Alliance.

O caminho que exigiria menor quantidade de milhas era via Etiópia, com a companhia local Ethiopian Airlines e conexão em Adis Abeba, ao custo de 160 mil ida/volta. Os aviões seriam os modernos Boeing 787-9 Dreamliner.

Passagens garantidas, no dia da viagem chegamos no aeroporto com mais de três horas de antecedência, para tudo ser feito com calma e tranquilidade, afinal estaríamos de férias. As comodidades da sala VIP da Star Alliance também era um atrativo para começar a aproveitar a viagem, mesmo antes da decolagem.

Como nosso voo tinha decolagem prevista para 1h10, chegamos por volta das 22h, fomos até a fila preferencial da companhia aérea, destinada aos passageiros voando na classe executiva e tudo parecia estar correndo as mil maravilhas, até chegar a nossa vez.

Chegamos no check in, entregamos os comprovantes das passagens emitidas com milhas, inclusive uma confirmação impressa da própria Ethiopian Airlines. O atendente manuseou o computador e pediu um minuto e saiu para conversar com outra pessoa.

Alguns minutos depois retorna o atendente e solicita que passemos para outra fila, também da empresa, já que havia um “pequeno problema” para ser resolvido.

Ao menos era um “pequeno problema”. Depois de uns vinte minutos, aproximadamente, fomos atendidos na nova fila e então a nova atendente, depois de manusear o computador por uns quinze minutos, disse que teria que chamar a supervisora.

O clima de tensão no ar já era visível, até porque o problema não estava mais aparentando ser “pequeno”. Alguns minutos depois, chegou a supervisora e nos informou que o problema era que o sistema não conseguia emitir o cartão de embarque, porque o voo de Guarulhos para Adis Abeba, teria sofrido uma alteração (adiantamento) no horário de DEZ minutos. O número do voo passou de ET 507 para ET 527.

O problema era que as passagens emitidas com milhas, ainda estavam listando a saída do voo para às 1h10 e não 1h, ou seja, o antigo horário. Parecia um problema realmente simples. Bastaria emitir os cartões de embarque já com o horário atual de saída.

A questão, segundo a supervisora da Ethiopian Airlines, é que o sistema não aceitava, apesar das dezenas de tentativas. Novas tentativas foram feitas, mas não havia maneira de convencer o computador que era o mesmo voo (apesar dos números diferentes).

Passaram-se mais uns trinta minutos e chegou-se a um veredicto: A única solução seria a Avianca/LifeMiles emitir novas passagens, agora com o horário correto.

Imaginem o pânico instalado. Ter que ligar do meu celular para o atendimento da Avianca/LifeMiles na Colômbia e tentar conseguir cancelar as passagens antigas e emitir novas passagens.

Realizada a ligação, isso já por volta das 23h30 e a atendente colombiana se mostrou preocupada e apesar de realizar alguns procedimentos, informou que não conseguia a solução do problema, já que no sistema dela, se as passagens fossem canceladas, não conseguiria emitir outras com as mesmas quantidades de milhas utilizadas para a emissão original.

Para tentar uma solução, depois de mais de meia hora de espera na ligação para a Colômbia, a supervisora da Ethiopian Airlines pegou meu celular e iniciou uma conversa diretamente com a atendente da Avianca/LifeMiles.

Conversavam e conversavam. O computador da Ethiopian era usado e muita digitação foi feita, até que a supervisora disse que não havia jeito. Todas as tentativas e opções foram usadas e o problema persistia, impedindo a emissão dos cartões de embarque.

A supervisora devolveu o telefone celular e disse que sentia muito.

Continuamos nossa conversa com a atendente colombiana, suplicando para que ela solucionasse o problema, explicando que havia mais de seis meses que a viagem estava programada e que tudo não era culpa nossa.

Mais de meia hora depois, já passando da meia noite e meia, aguardando a ligação com o telefone conectado com a central da Avianca/LifeMiles, a atendente disse que havia conseguido fazer a alteração no horário.

Comunicada a boa notícia para a Ethiopian, a emissão dos cartões de embarque foi autorizada e após despachadas as malas, corremos para o portão de embarque. A corrida inclusive foi facilitada pelo fraco movimento da madrugada. Claro, sem poder sequer passar pela sala VIP.

O sentimento de tristeza de ver que a viagem não iria acontecer e a tensão sofrida foi muito desagradável, mas foi muito menor do que a alegria de entrar no avião e sentar na poltrona.

Uma taça de champagne, por favor.

Celio


Comentário

Que tenso Celio! Imagino toda a aflição que você passou no check-in, ainda mais em uma situação que você não tinha culpa alguma. Apesar de não ter aproveitado a sala VIP em Guarulhos, que bom que conseguiu embarcar e seguir com seus planos de viagem.

Fica o alerta para sempre verificar suas reservas para possíveis alterações no voo e, mais uma vez, chegue com antecedência ao aeroporto para evitar possíveis imprevistos. Por sorte o Celio teve tempo suficiente para solucionar a situação e correr para o portão de embarque.

Alguém já passou por algo parecido?


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