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Alitalia anda a passos largos rumo à falência

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Por Equipe | Passageiro de Primeira

A Lufthansa e a companhia estatal italiana Ferrovie dello Stato desistiram da licitação de compra da Alitalia. Com a decisão das duas empresas, e após a recusa do governo em continuar injetando dinheiro na companhia, a Alitalia está cada vez mais próxima da falência.

Muitos rumores apontavam que um investimento da Lufthansa era a última chance da Alitalia continuar a operar. Inclusive havia especulação de que acionistas da alemã estavam em contato com o governo italiano para uma possível compra da companhia aérea. No entanto, ela foi desmentida pelo braço direito da empresa alemã, Joerg Eberhart.

No caso da Ferrovie dello Stato, ela até chegou a fazer um consórcio com a Delta e a easyJet, mas as duas empresas acabaram “pulando fora”. Sem ajuda para o financiamento, o diretor da empresa Gianfranco Battisti disse que o procedimento estava encerrado e que eles não tinham condições de investir na empresa.

A Alitalia está desde 2002 sem declarar lucro e, em 2017, anunciou insolvência. Por conta disso, recebeu diversos empréstimos financeiros como em dezembro, quando obteve 400 milhões de euros para manter as operações até o final de março – ou então até uma futura aquisição.

Nos anos de 2008 e 2014, a Alitalia precisou de verbas públicas para não fechar as portas. Analistas calculam que a empresa consumiu 9 bilhões de euros em dinheiro público.

Durante uma audiência na Câmara dos Deputados da Itália, na última quarta-feira (8), Stefano Patuanelli, ministro do Desenvolvimento Econômico, disse que a Alitalia está “passando por um caminho estreito e complicado”. Antes de terminar ele ainda disse que não existem “possibilidades infinitas” para encontrar investidores.


Ainda há luz no fim do túnel

A empresa Atlantia, da família Benetton, é o último investidor em potencial, mas seu interesse é visto como um final antecipado. Isso se deve, pois a empresa é responsável pelas rodovias da Itália e está enfrentando a suspensão de seu contrato após acidente na ponte Morandi, que desabou na cidade de Gênova em 2018.

Caso a construtora não invista na empresa, analistas apontam que a Alitalia não deve sobreviver até junho de 2020. A italiana tem acordo de codeshare com a brasileira Azul e parceria com a Smiles para o resgate de passagens – onde é possível fazer boas emissões em Classe Executiva.

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