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Aumenta o acúmulo e resgate de pontos em programas de fidelidade no Brasil, diz ABEMF

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Por Equipe | Passageiro de Primeira

Segundo a ABEMF (Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização), durante o terceiro trimestre de 2020 os brasileiros juntaram um total de 55,2 bilhões de pontos/milhas, número 31% maior que o registrado no período anterior. As passagens aéreas voltaram a ser as preferidas no momento de troca, sendo o destino de 53,7% do saldo resgatado. E a taxa que mede o percentual de pontos/milhas que os consumidores deixaram expirar, foi a historicamente a menor desde a criação da associação.


Estatísticas da ABEMF

Os programas de fidelidade voltaram a registrar altos índices de crescimento no terceiro trimestre de 2020, de acordo com a ABEMF (Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização). Dados da entidade apontam que os brasileiros acumularam 55,2 bilhões de pontos/milhas de julho a setembro deste ano, o que representa um crescimento de 31,6% na comparação com os três meses anteriores, quando o país enfrentava restrições mais rígidas em decorrência da pandemia. Desses, 97,2% foram acumulados em compras no varejo, na indústria e no uso dos cartões de crédito.

A quantidade de pontos/milhas resgatados no período também cresceu, foram 41,4 bilhões, o que significa um aumento de 57,9% sobre o trimestre anterior. Desse total, 53,7% foram destinados à troca por passagens aéreas, demonstrando o retorno da preferência do consumidor por viagens no momento de resgatar seus pontos/milhas.

“A pandemia mudou hábitos de consumo, desacelerou setores, como o aéreo, e vimos no segundo trimestre do ano a quase totalidade dos pontos serem trocados por produtos do varejo. Com a retomada da economia, principalmente, do setor de turismo, muitos participantes de programas de fidelidade voltaram a optar pelos bilhetes aéreos no terceiro tri, o que já era esperado”, explica o presidente da ABEMF, João Pedro Paro Neto. Apesar das mudanças, o resgate de passagens aéreas ainda não voltou ao mesmo patamar pré-pandemia, quando de 70% a 80% dos pontos/milhas eram destinados a elas.

Outros indicadores demonstram a retomada do segmento no país. O faturamento das empresas associadas à ABEMF avançou 22,9% na comparação com o trimestre anterior, alcançando R$ 1,12 bilhão. O número de cadastros nos programas chegou a 152,4 milhões, 4,6% de aumento. E a taxa de breakage, que mede o percentual de pontos/milhas que os consumidores deixaram expirar, foi a menor da série histórica da associação, 12,2% no 3º trimestre de 2020, representando uma queda de 6,2 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior e 5,2 p.p. a menos, na comparação com o mesmo período de 2019.

“É também um reflexo das muitas ações das empresas do setor para aumentar o engajamento do consumidor durante a pandemia, como o aumento de prazo de expiração dos pontos/milhas”, afirma o presidente da associação, João Pedro Paro Neto, que conclui: “A intenção dos programas não é aumentar receita com o saldo expirado, mas possibilitar que os participantes realmente efetuem as trocas de seus pontos/milhas. Desta forma, eles enxergam mais valor no seu programa de fidelidade e viabilizam o desenvolvimento de todo o mercado”.


O que é a ABEMF

A Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização surgiu para debater questões institucionais e regulatórias do setor, representar os interesses de empresas e profissionais, além de fomentar ações para o fortalecimento e aperfeiçoamento contínuo do mercado brasileiro de fidelização.

Fazem parte da entidade onze das maiores companhias do segmento no país: Dotz, Elo, GPA, Juntos Somos Mais, LATAM Pass, LTM, Mastercard, Orbia, Smiles, TudoAzul e Visa.


*Os indicadores são referentes às empresas associadas à ABEMF.

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