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Como foi voar durante essa semana?

Notícias

Por Gabriel Marinho

Como contei neste post, essa semana viajei entre os EUA e o Brasil para voltar para casa. Mostrei todo o processo em tempo real através do Instagram do Passageiro de Primeira, e agora vou resumir aqui como foi viajar em meio a essa que é a maior crise da história da aviação.


Voos e aeroportos vazios

Comecei a viagem no aeroporto de Mineápolis, em Minnesota. A área de check-in, controle de segurança e os portões estavam completamente vazios. A impressão é que era de madrugada, quando o movimento é bem menor, mas na verdade era 17h.

Embarquei em um voo da United para Chicago. Esse foi, sem sombra de dúvidas, o voo mais vazio em que já estive na minha vida. Eu contei 9 passageiros a bordo do B737-8, além de 4 comissários e os dois pilotos. Além disso, antes dos avisos do procedimento de segurança houve uma instrução sobre etiqueta ao tossir e espirrar, algo que eu nunca tinha visto até então, mas que se repetiu nos demais voos da viagem.

O aeroporto de Chicago, um dos maiores dos Estados Unidos, também estava vazio. Eu estaria mentindo se dissesse que nunca vi o aeroporto tão vazio daquele jeito, pois já o vi exatamente assim quando cheguei por lá antes da 5h da manhã em uma viagem que fiz ano passado. A diferença é que eram 19h da noite, horário de grande fluxo normalmente.

Com a diminuição dos voos internacionais e do fluxo de passageiros viajando, a United decidiu fechar a partir dessa quarta-feira (18/03) todos os lounges Polaris dos EUA.

Fui então até o lounge United Club do concourse C. Além de vazio, muita coisa tinha mudado por ali: o buffet havia sido desativado, bem como a geladeira e a máquina de bebidas. A comida estava sendo servida em pratos descartáveis que vinham completamente embalados e haviam alguns snacks sendo oferecidos pelos funcionários.

 

Todas as bebidas estavam sendo servidas no bar.


Voo para o Brasil

Para a minha surpresa, o voo para o Brasil estava bem cheio, pelo menos na econômica. Pelo que entendi, muitas pessoas estavam tentando voltar para casa, e como a American Airlines havia cancelado praticamente todos os seus voos internacionais no começo da semana, a demanda com as outras companhias aumentou.

A bordo, algumas mudanças:

  • Remoção dos travesseiros oferecidos na cabine econômica;
  • Copos descartáveis na classe executiva;
  • Nada de toalhas quentes antes das refeições da executiva.

Aeroporto de Guarulhos 

No Brasil a situação foi um pouco diferente. Como a Azul cancelou diversas rotas, o meu voo para Confins (que foi comprado em uma reserva diferente do restante da viagem) estava completamente lotado, o chamado overbooking, por isso não consegui embarcar no meu voo previsto para às 12:10h. A companhia então me realocou em um voo às 20:25h da noite. Decidi que seria melhor emitir um voo mais cedo e encontrei uma tarifa com a Latam para voar às 17:20 que estava custando 5.200 pontos.

Passagem emitida! Finalmente pude seguir viagem para Confins.


Algumas observações:

  • Não utilizei máscara durante a viagem

Segui a recomendação de vários médicos e especialista de que a máscara não tem muito efeito caso você não seja um profissional de saúde. Afinal de contas, o objetivo dela é filtrar o ar e não deixar nada entrar. Logo, se você tirar a máscara para comer, não adianta muita coisa. Ainda mais se você estiver de máscara e levar a mão aos olhos (o que vi algumas pessoas fazendo). A máscara é recomendada para profissionais de saúde e pessoas que já estão doentes para prevenir que a saliva contamine outras pessoas.

  • Álcool gel, lenços desinfetantes e lavar as mãos 

Por outro lado, utilizei o álcool em gel e lenços umedecidos para limpar mãos e superfícis de contato a todo tempo. E sempre que dava, ia ao banheiro para lavar a mão com bastante sabão.

  • Quarentena

Por respeito a todos à minha volta, assim que cheguei a BH fui, sozinho, até a casa onde estou no momento. Ficarei aqui pelo próximos 15 dias, por precaução.

  • Reembolso

Chegando em Confins, consegui conversar no balcão da Azul e consegui o reembolso das milhas e taxas que paguei na passagem que seria às 20:25h e que não tinha voado.


São realmente tempos difíceis para todo mundo. O setor da aviação talvez não seja o mesmo depois de toda essa crise. O que vem no futuro, só o tempo dirá.

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