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É errado a companhia aérea cobrar diferença tarifária para remarcar bilhetes em tempos de coronavírus?

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Por Lorenzo Firmino

Ontem escrevi um post perguntando a experiência de vocês remarcando voos e solicitando reembolsos em meio a pandemia do coronavírus. Aparentemente, algumas companhias aéreas estão sendo mais flexíveis que outras e a grande maioria oferece a possibilidade de reagendar a viagem sem a cobrança de multa – no entanto, é necessário pagar a diferença da tarifa do novo bilhete. Seria errado a cobrança dessa diferença por parte da companhia aérea?


Um exemplo real: viagem ao epicentro do coronavírus

Para ilustrar este post vou dar um exemplo real. Eu, por ex., tenho uma viagem marcada. Para a China. Emiti o bilhete no início do ano sem ter qualquer conhecimento do coronavírus. Foi um baita deal! Paguei R$3.004,76 na ida e volta para Xangai saindo de São Paulo em voos da American Airlines. Apliquei meus cupons de upgrade do AAdvantage (SWU) e consegui classe executiva em todos os trechos.

Poucas semanas após a reserva do meu bilhete o vírus começou a se alastrar pela China (uma infeliz coincidência) e comecei a monitorar a situação de perto. Hora nenhuma pensei em desistir da viagem porque ela está programada para o 2º semestre e acredito que a situação estará controlada.

Até que anteontem, a American Airlines cancelou todos os voos para Xangai e Pequim até outubro (a única das americanas, vale notar). O que devo fazer? Solicitar o reembolso integral ou remarcar a viagem? Não gostaria de solicitar o reembolso. É uma viagem de férias que venho programando há algum tempo.

Sabendo que a companhia não me cobrará multa para alteração das datas, fiz uma simulação para janeiro de 2021 (janela máxima para reservas de voos no momento). O custo total do novo bilhete é de R$6.475,65. Ou seja, terei que arcar com uma diferença na tarifa de 115% em relação ao preço original.

Observe que a rota é exatamente a mesma. Na verdade, até o número dos voos são os mesmos.


Comentário

Por um lado, temos pessoas que assim como eu compraram um bilhete aéreo sem ter qualquer conhecimento do vírus que estava por vir. Por outro, temos empresas que venderam bilhetes também sem este conhecimento. Não acho correto a companhia aérea ficar no prejuízo; assim como também não acho correto ter que arcar com uma diferença tarifária de 115%. Mais que o dobro do valor inicial.

Estaria faltando flexibilização por parte das companhias aéreas? Ou seria o reembolso integral do bilhete uma opção justa? Quem está certo nessa história? Quem está errado?

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