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O fracassado leilão do avião presidencial do Uruguai

Notícias

Por Gabriel Marinho

Na última quarta-feira (15) o governo Uruguaio fez um leilão para vender o seu avião presidencial, um Hawker Siddeley HS 125-700A, adquirido durante o governo Tabaré Vazquéz. A empreitada, no entanto, não teve o resultado esperado.


A aeronave

O Uruguai não possui uma companhia aérea estatal ou muitas aeronaves militares. Os presidentes do país costumavam viajar em voos de companhias aéreas ou como convidados de outros governos. Em 2018, porém, o então presidente Tabaré Vázquez comprou uma aeronave “multiuso”. A medida foi fortemente criticada pelo então líder da oposição, Luis Lacalle Pou, que disse que se ele se tornasse presidente, ele a venderia. E ele cumpriu. Ou pelo menos tentou.

O avião, que pertencia ao empresário uruguaio Carlos Bustin, foi comprado em fevereiro de 2018 por US$ 1.010.000 e sua manutenção em dois anos exigiu um desembolso de mais US$ 1.600.000, de acordo com o que foi relatado na época pela Força Aérea. O jato Hawker ano de 1979 com 13.500 total de horas de voo, com capacidade para oito passageiros e autonomia de voo de quatro horas e meia, estava parado no Aeroporto Internacional de Carrasco.


O leilão

O leilão da aeronave, que estava previsto para ser de forma online e presencial, aconteceu na última quarta-feira (15). Ou melhor, não aconteceu. Os lances começariam com um preço base de US$ 350.000, o que é cerca de 1/3 do valor original pago pelo governo, e a oferta final seria dada ao lance de maior valor.

Para participar era necessário adquirir uma senha, que era concedida mediante um depósito de US$ 35.000, que seria devolvido após o leilão. Apenas uma pessoa havia mostrado interesse pelo leilão, mas não chegou a fazer o depósito para conseguir a senha. No final, nenhuma oferta foi feita.

O dinheiro obtido com o leilão da aeronave seria destinado à Força Aérea do Uruguai. E a comissão que o comprador pagará irá para o Fundo Coronavirus, criado pelo governo uruguaio para despesas de saúde e assistência social geradas pela pandemia. O governo irá marcar um próximo leilão, ainda sem data confirmada.

Pelo jeito a competição nesse “mercado de aviões governamentais” está bastante acirrada, já que o Catar também está tentando vender o seu B747 da família real, mas ainda não teve sucesso.


Com informações El Observador e La Nacion

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