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Reino Unido vai barrar passageiros vindos do Brasil e de outros 14 países

Notícias

Por Equipe | Passageiro de Primeira

O ministro britânico dos transportes, Grant Shapps, decidiu que vai proibir viajantes oriundos do Brasil e de outros 14 países de entrar no Reino Unido. A decisão passa a valer a partir desta sexta-feira (15) e busca impedir a entrada de uma nova variante do coronavírus.

Reino Unido brasileiros

“Tomei a decisão urgente de proibir chegadas de viajantes da Argentina, Brasil, Bolívia, Cabo Verde, Chile, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Panamá, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela a partir desta sexta feira (15) após a evidência de uma nova variante no Brasil”, disse Shapps em seu Twitter.

Além dos latino-americanos, o ministro disse que os voos entre Portugal e Reino Unido também estarão suspensos, devido a forte ligação do país lusitano com o Brasil. No entanto, o transporte de mercadorias e produtos essenciais entre os dois países europeus será mantida com uma permissão especial.

A medida não vale para cidadãos britânicos que queiram voltar para a casa ou para estrangeiros com permissão de residência no Reino Unido. Mesmo assim, que todos os viajantes que passarem por esses países deverão fazer um isolamento obrigatório de dez dias.

Veja abaixo o tweet do executivo:


Lista de países:

Confira a lista de países que serão afetados por essa decisão:

  • Argentina
  • Brasil
  • Bolívia
  • Cabo Verde
  • Chile
  • Colômbia
  • Equador
  • Guiana Francesa
  • Guiana
  • Panamá
  • Paraguai
  • Peru
  • Portugal
  • Suriname
  • Uruguai
  • Venezuela

Variante encontrada no Brasil

Na quarta-feira (13), o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, havia dito que o país buscava formas de se proteger do que ele nomeou de “variante brasileira” do coronavírus. O primeiro-ministro se referiu a uma variante encontrada no estado do Amazonas e que foi registrada em quatro viajantes que passaram pela região e retornaram ao Japão. Esses turistas apresentaram uma variante semelhante às que se disseminaram rapidamente no Reino Unido e na África do Sul e que preocupam pela maior capacidade de contágio.

Segundo publicado pelo G1, o escritório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na Amazônia, as amostras detectadas podem ter evoluído de uma linhagem viral que circula na região desde abril do ano passado. As sequências genéticas vistas nas amostras têm um número incomum de alterações, além daquelas na proteína S – que forma a coroa do vírus –, que se assemelham ao padrão observado em linhagens do Reino Unido e da África do Sul.


Exigência de teste negativo de Covid-19 no Reino Unido

A preocupação com novos casos importados de coronavírus (quando o vírus vem de fora do país) é real no Reino Unido. Na última semana, o mesmo ministro de transportes Grant Shapps havia proibido a entrada no país sem a apresentação de um teste negativo de Covid-19, emitido com até 72h antes da entrada na Inglaterra.

Junto da apresentação do resultado negativo, quem chega ao país também deverá fazer uma quarentena obrigatória de 10 dias independente do resultado do teste – podendo ser diminuída para 5 dias, pagando por um teste adicional já em território inglês. Passageiros que chegam de países listados na travel corridor list – que são países cujos casos com o vírus não estejam altos – não precisarão cumprir a quarentena.

Todos os viajantes ainda deverão preencher um formulário de localização de passageiros antes da chegada à Inglaterra. Isso é fundamental para rastrear o vírus no caso de qualquer surto local. Quem não preencher o formulário de localização de passageiros ou quem não cumprir com as novas normas de entrada na Inglaterra estará sujeito a uma multa de £500.


Algum leitor nosso com viagem para o Reino Unido vai ser impactado com a decisão?

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