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Socorro financeiro para o setor aéreo no Brasil deve ocorrer em maio e governo quer até 30% das ações das companhias

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Por Equipe | Passageiro de Primeira

O setor aéreo está sendo um dos mais afetados pelas consequências econômicas da crise do novo coronavírus. Em diversos países, os governos anunciaram programas de ajuda financeira para as companhias aéreas. No Brasil, essas medidas ainda estão em discussão.


Segundo reportagem publicada pela Reuters, o apoio do BNDES para as companhias aéreas deve ocorre no próximo mês.

O banco já foi procurado pela Azul, GOL, LATAM e Passaredo. A expectativa das empresas é negociar algo em torno de R$ 8 bilhões.

Segundo a Folha de São Paulo, no começo da semana o presidente da Azul, John Rodgerson disse que o presidente Jair Bolsonaro tem que dar para as empresas aéreas brasileiras o mesmo tipo de ajuda que o presidente Donald Trump ofereceu às aéreas americanas para ajudá-las a passar pela crise. Em uma entrevista, Rodgerson disse que “não podemos ter desvantagem mundialmente só porque estamos no Brasil”. Na ocasião, ele se referia ao voo que Azul começaria a operar para Nova York e questionou: “como vamos concorrer com a American Airlines?”.


Dificuldades nas conversas 

Aparentemente, as companhias aéreas vieram com uma demanda de valor mais alta do que o BNDES esperava. O banco parece já ter decidido que não vai assumir sozinho a responsabilidade de socorrer empresas de qualquer setor, por isso iniciou conversas com bancos privados, credores e empresas de leasing, além de pedir a colaboração das próprias companhias aéreas. A GOL, por exemplo, anunciou essa semana que fechou um acordo de compensação em dinheiro e o cancelamento de 34 pedidos de 737 MAX junto à Boeing.

Ainda segundo a Folha, as aéreas esperam que a entrada de bancos privados na concessão dos empréstimos possa ajudar a destravar o processo pois, segundo elas, o BNDES estaria insistindo em uma política que as prejudicaria.

Os financiamentos no setor aéreo seriam válidos por cinco anos, com juros de 6% ao ano, e um ano de carência. Caso as empresas não conseguissem quitar as dívidas até o término do contrato, o valor remanescente virá na forma de aquisição de debêntures conversíveis em ações.

O problema agora vem no cálculo do valor dessas ações. O BNDES quer que o valor seja o atual. As companhias aéreas querem que o valor utilizado seja o de antes da crise, já que os papéis das companhias perderam praticamente 75% do seu valor no último mês.

As empresas afirmam que em uma operação similar que ocorreu nos EUA, o governo poderá ficar com, no máximo, 3% das empresas. No Brasil, esse valor poderia ser de até 30%.


O que já está sendo feito pelo governo brasileiro para a indústria da aviação?

O Governo já está adotando algumas medidas para ajudar o setor aéreo, dentre elas:

  • Extensão do prazo que as companhias possuem para efetuar o reembolso do valor das passagens aos consumidores – 12 meses;
  • Postergação das tarifas aeroportuárias (por meio de um decreto)
  • Postergação das outorgas dos aeroportos concedidos (uma vez que a receita dos aeroportos também caiu muito).

As linhas de crédito dos bancos públicos servirão para apoiar com liquidez neste momento de crise.


O que as próprias cias aéreas estão fazendo?

As aéreas também estão adotando todos os tipos de medidas possíveis para passar por esse momento, incluindo:

  • Redução massiva da malha aérea – apenas voos essenciais estão sendo realizados no Brasil ;
  • Layoff  e redução da carga de trabalho de funcionários;
  • Negociação com fornecedores e postergação de pagamentos.

Todas essas medidas visam reduzir despesas e gerar mais caixa para as empresas.

Além disso, o departamento de cargas continua sendo uma importante fonte de receita. Inclusive com definição recente da ANAC, as empresas agora pode realizar o transporte aéreo exclusivo de carga em cabine de passageiros.


Nesse momento já parece claro que o setor aéreo em todo mundo está entre um dos que mais irá precisar de ajuda governamental nos próximos meses. E no Brasil a situação não será diferente.

Esperamos que as empresas e os bancos cheguem em um acordo.

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