fbpx

Sufoco para voltar dos EUA após voos cancelados pelo coronavírus – Perrengues de Primeira

Notícias Perrengue de Primeira

Por Dérek Arakaki

Hoje no quadro Perrengues de Primeira vamos compartilhar a história do Ossamu, que embarcou para os EUA quando a situação envolvendo o coronavírus ainda estava se iniciando por lá e vivenciou todas as dificuldades dos cancelamentos dos voos a medida que a situação se agravava. Ele compartilha em seu relato como fez para conseguir voltar para o Brasil


Perrengue de Primeira

Olá pessoal,

Imagine você planejando uma viagem para visitar seu filho, nora e netinhos com bastante antecedência e chega a hora passa um sufoco danado. Marquei minhas férias para o dia 1 de março de 2020, com 30 dias, e o destino, Lafayette, uma pequena cidade perto de São Francisco, Estados Unidos. Um pouco antes da viagem surge um foco de epidemia na China, no caso, o coronavírus, ou COVID-19 ou cientificamente falando, SARS2, aí fico imaginando, nestes 30 dias estará tranquilo pois vai levar tempo pra chegar até aqui, vou voltar pro Brasil antes do vírus espalhar por aqui.

Quando desembarco em São Francisco, descubro que por lá teve um navio que tinha ocorrido o surto de coronavírus e que já tinha espalhado o vírus pelo estado da Califórnia, mas estava sobre controle. A primeira semana foi tranquila, mesmo sabendo que o surto tinha chegado ao estado da Califórnia e não tinha que temer, com vários boatos de epidemia no Brasil, EUA, Europa, principalmente na Itália e o fechamento da China, mas nada alarmante até este momento. Mas na segunda semana houve uma reviravolta, o presidente Trump fecha as fronteiras para os voos vindos da Europa e a OMS declarando pandemia, aí começa o caos.

Preocupado com a volta ao Brasil, verifiquei que os voos estavam sendo mantidos e não havia indícios que iria mudar, fiquei calmo e a vida seguiu adiante, mas na terceira semana, começaram os cancelamentos de voos, tanto nos EUA como a rota para o Brasil. Inicialmente tinha comprado o trecho SFO-MIA pela American Airlines e de MIA-GRU, usei os pontos do LATAM Pass para voltar, mas estes trechos não estavam confiáveis, pois muitas companhias americanas começaram a cancelar voos e no trecho SFO-MIA haviam muitos cancelamentos. Por precaução, comprei uma passagem de SFO-GRU pela American Airlines, pois é a companhia aérea de minha preferência e pensei: Se cancelarem um trecho, não embarco e nem fico parado no aeroporto de Miami.

Por azar, no dia seguinte a American cancelou todos os voos para o Brasil e tinha que achar um outro voo que oferecesse conexão, optei pela United, voo UA2413 de SFO-IAH e voo UA62 de IAH-GRU, pois os outras rotas, via NJ/NY e ORD tinham cancelados e mantido somente o Houston. A Delta também tinha cancelado todos os voos para o Brasil.

Nas duas últimas semanas, acompanhei pelo FlighRadar24 os voos do dia anterior das duas rotas e constatei que todo dia, uma das rotas estavam cancelando e aí bateu o desespero, tentei embarcar vários dias e mesmo com check-in, os voos estavam cancelados pois um dos trechos havia sido cancelado.

Depois de prorrogar as férias por mais 10 dias, no suplício, marquei voo no dia 11/4, pois a LATAM já tinha cancelado todos os voos para o Brasil e a United mantinha somente alguns voos na semana.

Cheguei ao aeroporto e para o meu alívio, os dois trechos estavam mantidos, mas o sufoco não tinha passado. O voo SFO-IAH foi feito em uma aeronave da Airbus, matrícula N420UA, neste voo com aproximadamente 40% de ocupação, graças aos tripulantes que embarcaram na cidade de Orange, subúrbio de Los Angeles, acredito que se eles não estivessem no voo seria cancelado.

Quando começou a taxiar na pista, tinha um barulho estranho no avião e quando chegou perto da cabeceira, ele parou, os outros aviões que estavam atrás passavam pelo avião e decolaram, vários deles. As tripulações que estavam a bordo como passageiro começaram a entrar na cabine do comandante e após meia hora, o avião começou a andar e ir até a cabeceira da pista, aí pensei, foi só um susto, mas o avião demorou para acelerar e levantar o voo, aí pensei, acho que vai abortar, mas para minha sorte, o avião levantou voo e foi tranquilo até Houston, agora esperar por mais 6 horas e embarcar no voo para GRU.

Por incrível que pareça, os aeroportos de SFO e IAH estavam vazios e parece que tinha somente este voo para o Brasil. Chegando a hora do embarque, as 22 horas, embarcamos no avião matricula N651UA, esperando para fechar a porta e decolar. Mais 30 minutos de espera e nada de fechar a porta do avião, logo veio a mensagem do comandante informando que por problemas nos sistemas de combustível, o avião não poderia decolar e teríamos que trocar de avião. Aí bateu o desespero novamente, não vamos conseguir voltar ao Brasil.

Mais umas duas horas até que a companhia aérea providenciasse outro avião, um Boeing 767 de matrícula N656UA. Com três horas de atraso, finalmente o avião partiu e nenhum outro imprevisto no voo. Enfim, com três passagens compradas e canceladas, tenho uma viagem ida e volta já paga para a próxima férias, que espero não ter mais surpresas e aventuras como essa.

Um grande abraço
Ossamu


Comentário

Que sufoco Ossamu! Apesar dos perrengues você foi atrás de alternativas e conseguiu viabilizar sua volta para o Brasil. Realmente os cancelamentos foram aumentando de forma rápida e pegaram muitos passageiros de surpresa. Agora é aguardar a situação se normalizar para usufruir das passagens que você tem direito.

Mais alguém estava no exterior e teve problemas para retornar para o Brasil?


☞ confira relatos já publicados:

Se você quer ter sua história aqui, siga as instruções deste post.

Newsletter

O maior portal de Programas de Fidelidade do Brasil.
Tudo sobre milhas e pontos, avaliação de voos, salas vip, hotéis, cartão de crédito e promoções.