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A dificuldade em emitir passagens com milhas para Austrália e Nova Zelândia

Notícias

Por Lorenzo Firmino

Você provavelmente já tentou emitir uma passagem para a Oceania utilizando milhas e acabou se frustrando, certo? Atualmente podemos chegar a Austrália ou Nova Zelândia via Santiago do Chile e Buenos Aires – com a LATAM, Qantas e Air New Zealand. Mesmo com a oferta de três diferentes companhias aéreas, a disponibilidade de bilhetes prêmio é difícil e complicada.

Pesquisando assentos livres no trecho Santiago > Sydney, com a Qantas em classe executiva, encontrei 8 datas disponíveis até julho de 2020. Veja só:

  • Outubro: 09
  • Abril: 19
  • Maio: 10, 17, 24, 27, 31
  • Junho: 03

Realizando a mesma pesquisa para o trecho Buenos Aires > Auckland, com a Air New Zealand em classe executiva, encontrei 2(!) datas disponíveis até julho de 2020.

  • Setembro: 10
  • Outubro: 16

As emissões acima para estes trechos costumam ser feitas usando milhas e pontos do AAdvantage/Multiplus (Qantas) e Miles&Go/MileagePlus/LifeMiles (Air New Zealand).

Existe um outro (longo) caminho, mais caro, só que com muita disponibilidade – via África do Sul. Para chegar até Joanesburgo a LATAM usualmente oferece excelentes preços em classe executiva (R$5.000 ida e volta ou 89.000 pontos Multiplus one way). Estes preços são quase “fixos” e podem ser encontrados o ano todo. Nas promoções, os valores chegam a incríveis R$3.000 (ida e volta – veja aqui, e aqui).


Alternativa A

A sacada é que da África do Sul até Sydney, você pode, por exemplo, utilizar milhas do AAdvantage. O custo é de 80 mil milhas em classe executiva. Veja só a ampla disponibilidade da Etihad para o mês de novembro (conectando em Abu Dhabi):

Classe Executiva da Etihad no A380

Você pode até emitir 1ª classe por 100.000 milhas AAdvantage e a disponibilidade continua excelente. Neste caso, não seria uma emissão otimizada porque a Etihad não voa 1ª classe entre Joanesburgo a Abu Dhabi (apenas entre o segundo trecho, Abu Dhabi e Sydney). Na emissão será utilizada a mesma quantidade de milhas, mesmo que a primeira perna seja em executiva.


Alternativa B

Uma outra alternativa (com disponibilidade mais restrita) seria continuar de Joanesburgo a Perth com a South African – o resgate na Smiles caso está custando 152.900 em classe executiva. Esse resgate também pode ser feito no Miles&Go/MileagePlus/LifeMiles.

Classe Executiva da South African no A340


Como acumular milhas no AAdvantage

Se você optar por fazer o resgate através do AAdvantage, no Brasil os cartões co-branded do Santander são os únicos do mercado que geram milhas no programa.

  • Até 2 milhas por cada dólar norte-americano gasto em compras no cartão;
  • Milhas em dobro para cada dólar americano gasto nas compras da American Airlines;
  • Milha extra para cada dólar norte-americano gasto em compras internacionais.

Você ainda pode – claro – acumular milhas voando, fazendo compras, alugando carro, reservando hotéis, etc. Conheça o guia do AAdvantage.


Comentário

Se tratando de disponibilidade em cabine premium para a Austrália, o AAdvantage me parece a opção mais viável do momento. A Etihad tem assentos livres quase que diariamente. Com esse ‘esquema’, você quebra a viagem com alguns dias em Joanesburgo e uma conexão longa em um 2º destino (Abu Dhabi), tornando o roteiro menos cansativo. Você também pode tentar o resgate com a Qatar Airways, conectando em Doha (com o próprio AAdvantage, Smiles ou Multiplus) – mas a disponibilidade não é ampla como da Etihad.

Você esteve recentemente na Austrália ou Nova Zelândia utilizando milhas? Qual foi a estratégia que utilizou para chegar lá?

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