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Boeing estende contrato com a Estação Espacial Internacional e recebe quase 1 bilhão de dólares

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Por Gabriel Marinho

Essa semana a Boeing anunciou uma extensão do seu contrato de parceria com a NASA para a Estação Espacial Internacional (ISS). Com isso, a fabricante continuará apoiando a estação até setembro de 2024, sob um contrato de US$ 916 milhões concedidos à empresa na quarta-feira (15).


Parceria Boeing x Nasa

Em agosto de 1993, a NASA selecionou a Boeing como contratante principal da Estação Espacial Internacional (ISS), um laboratório orbital permanente no espaço e o maior empreendimento espacial internacional já realizado. Com um tamanho de dois campos de futebol, a estação espacial tem em média uma altitude de 354 quilômetros.

Na estação os astronautas realizam experimentos de microgravidade que ajudam a tratar doenças, aumentar a produção de alimentos e fabricar tecnologias impossíveis de produzir na superfície da Terra.

Como contratada principal, a Boeing se tornou responsável pelo projeto, desenvolvimento, construção e integração da ISS e por auxiliar a NASA na operação do posto avançado orbital. A empresa preparou todos os componentes da ISS dos EUA para o voo espacial na Estação Espacial de Processamento no Kennedy Space Center, na Flórida.

Além disso, a Boeing supervisionou milhares de subcontratados em todo o mundo e trabalhou com 16 parceiros internacionais no projeto. Entre 1998 e 2005, 12 componentes principais da ISS foram montados no espaço. Pesquisas científicas estavam sendo conduzidas a bordo da ISS no laboratório dos EUA apelidado de “Destiny“, que detém 24 dos racks internacionais de carga útil padrão do tamanho de cabines telefônicas usados ​​para experimentos científicos e equipamentos da ISS.

A Boeing também tem uma longa história de envolvimento no setor espacial, incluindo a construção de satélites. A empresa está atualmente desenvolvendo seu CST-100 Starliner, uma espaçonave desenvolvida em parceria com o programa de tripulação comercial da NASA.

A empresa também está construindo o estágio principal do Sistema de Lançamento Espacial da NASA, um foguete poderoso o suficiente para levar astronautas e naves espaciais para locais além da órbita da Terra, como a órbita lunar e Marte.


Extensão do contrato

Com a extensão do contrato, a Boeing fornecerá serviços, recursos e pessoal de suporte de engenharia para atividades a bordo da ISS e gerenciará muitos dos sistemas da estação. O trabalho será realizado no Lyndon B. Johnson Space Center, em Houston; no Centro Espacial John F. Kennedy em Cape Canaveral, Flórida; e no Marshall Space Flight Center em Huntsville, Alabama, além de outros locais ao redor do mundo. O contrato é avaliado em cerca de US$ 225 milhões por ano.

Em comunicado, John Mulholland, vice-presidente e gerente de programa da Estação Espacial Internacional,  agradeceu à NASA por “sua confiança em nossa equipe e pela oportunidade de apoiar o trabalho vital da agência em voos espaciais e exploração do espaço, para o benefício de toda a humanidade.

O Congresso norte-americano, a NASA e seus parceiros internacionais concordaram em estender as operações da ISS para pelo menos 2024. Análises estruturais recentes mostram que a sonda espacial continua sendo segura e com capacidade para missões.


Comentário

O contrato vem como um alívio para a Boeing dias depois que a empresa publicou o seu resultado de entrega trimestral de aeronaves, que ficou muito abaixo do mesmo período em 2019. Com o aporte da NASA, a empresa agora tem mais espaço para respirar em meio à crise no setor aéreo que começou com o problema do Boeing 737 Max e se tornou exponencial com a pandemia.

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