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Companhias brasileiras estão confiantes em operar toda a malha aérea pré-pandemia em 2022

Notícias

Por Equipe

As empresas aéreas brasileiras esperam retomar no 1º semestre de 2022 toda a malha aérea existente no país antes da pandemia. Para isso, contam com a ampla vacinação da população. Por outro lado, avaliam que voos internacionais continuarão afetados por questões sanitárias.

Avião

As perspectivas para o setor foram apresentadas pelo presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, nesta quarta-feira (25), em audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados. O debate analisou a situação da malha aérea no País.

Conforme dito por Sanovicz, a pandemia gerou a mais dura crise da história da aviação, superando o 11 de setembro e sendo equivalente ao período da Segunda Guerra Mundial. “A pandemia gerou a mais dura crise da aviação no mundo, antes algo parecido só na Segunda Guerra Mundial (1939-45). Perto do que aconteceu, o 11 de Setembro não foi nada”, comparou, citando efeitos do ataque às torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, em 2001.

As partidas diárias no Brasil em abril de 2020, quando a pandemia se instalou no País, foram equivalentes a 6,8% da média antes da Covid-19. Os dados da Abear mostram que a adoção de medidas sanitárias permitiu a retomada dos voos, mas o recrudescimento da doença neste ano provocou novo recuo.

Para o presidente da Abear, os números de voos domésticos em setembro equivalem a 75% do período pré-pandemia. “As partidas alcançarão em setembro 75% do patamar anterior à pandemia. Esperamos chegar a 85% até o final do ano, mas atingir 100% só no primeiro semestre de 2022”. A entidade reúne as empresas aéreas com origem no Brasil, como LATAM, GOL e Azul, entre outras. Veja abaixo o gráfico de partidas diárias desde o início da pandemia até agora:

Sanovicz destacou ainda ações das empresas aéreas no combate à COVID-19. De início, repatriaram 42 mil brasileiros que estavam retidos no exterior devido à interrupção de voos. “Depois, foram transportados gratuitamente 150 milhões de vacinas, 660 mil toneladas de insumos e 8,5 mil profissionais de saúde”.


Maranhão sofre impactos econômicos com falta de voos

O debate foi sugerido pelo deputado Aluisio Mendes (PSC-MA), com apoio dos deputados Delegado Pablo (PSL-AM) e Leo de Brito (PT-AC). Segundo Mendes, o Maranhão vem sofrendo impactos econômicos e sociais com a diminuição da malha aérea desde 2015, devido ao encerramento de diversos voos no estado.

Mendes disse que a pandemia agravou ainda mais a situação. “A pandemia de agravou a situação, com recorrentes mudanças nos horários dos voos”. Ele havia proposto audiência pública sobre a situação no Maranhão, mas a comissão decidiu ampliar o debate para âmbito nacional, já que há problemas similares especialmente na Região Norte.

No entanto, o presidente da Abear informou que 74,7% da malha aérea no estado já foi retomada, em comparação ao nível pré-pandemia. Ele também lembrou do recente anúncio da LATAM sobre o retorno dos voos São Luís-Fortaleza e São Luís-Teresina durante a audiência pública na Câmara.


Fonte: Agência Câmera de Notícias.

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