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Disputa entre detentora do Priority Pass e principal grupo de salas VIP do Reino Unido acaba mal para os passageiros

Notícias

Por Lorenzo Firmino

O principal grupo de salas VIP de aeroportos do Reino Unido – o No1 Lounges – não é mais parceiro do Priority Pass. Isso quer dizer que membros do Priority Pass, Lounge Club ou LoungeKey não podem mais acessar as salas da No1 Lounges – que começaram a fase de reabertura gradual nessa última quinta-feira (17).

A No1 Lounges está em uma disputa com a Collinson (operadora do Priority Pass, Lounge Club e LoungeKey). A discussão aparentemente envolve dinheiro. Segundo o Head for Points, a Collinson paga às salas VIP algo entre 12 e 15 libras por visita. E, enquanto houve aumento do custo cobrado pela Collinson a seus associados, nenhuma parte desse dinheiro foi repassada aos lounges.

A pré-reserva também é parte do problema. Por muito tempo a No1 permitiu que membros do Priority Pass reservassem um lugar na sala VIP com antecedência por meio da internet. Esta pré-reserva tinha o custo de 6 libras. Ela não só aumenta a receita da No1 com a visita do passageiro, como também reduz a fila de espera na entrada.

Contudo, a No1 queria mudar para um modelo de “100% pré-reserva”. Isso aumentaria ainda mais sua receita e eliminaria as filas por completo (um benefício em tempos de COVID). A Collinson, porém, não aceitou.

O CEO da No1 Lounges, John Upton, disse ao Head for Points:

“Operamos alguns dos melhores lounges do mundo, especialmente em Gatwick, por isso estamos naturalmente desapontados por todos os clientes da Collinson, para ser sincero. É triste, depois de mais de 10 anos, não fazemos mais parte do programa deles. Com a COVID-19, o mundo inteiro mudou e estamos fazendo um grande progresso com um enorme número de nossos parceiros para chegar a um acordo sobre soluções inteligentes e sustentáveis que atendam as necessidades de nossos visitantes e de nossos respectivos negócios. Minha equipe continua em diálogo com o Priority Pass [que inclui Lounge Club e LoungeKey], então vamos ver o que acontece. Visitantes com outros cartões, como por exemplo o DragonPass, são muito bem-vindos”.

O site também pediu uma declaração ao Priority Pass, que falou:

“Como a maior rede de salas VIP de aeroportos do mundo, o Priority Pass tem centenas de parcerias, o que garante que possamos oferecer aos nossos membros mais de 1300 lounges e experiências em aeroportos. Trabalhamos com todos os nossos parceiros para construir relacionamentos mutuamente benéficos e apoiar uns aos outros durante essa fase recuperação de viagens. Por exemplo, no início deste ano, lançamos o primeiro guia global de padrões para salas VIP de aeroportos, criado por nossos especialistas médicos para ajudar nossos parceiros a reabrirem com os mais altos padrões de segurança. Também implementamos a entrada em salas VIP sem contato e estamos apoiando nossos parceiros com uma solução que lhes permitirá introduzir uma solução digital de pedidos de alimentos e bebidas.

Enquanto trabalhamos constantemente com nossos parceiros para encontrar soluções, também priorizamos as experiências de nossos membros. Durante um período de tanta incerteza – especialmente em relação a viagens – queremos garantir que nossos associados tenham confiança para viajar e saber que, caso algo mude – como uma viagem cancelada ou atrasada – eles têm flexibilidade no uso do Priority Pass. Portanto, embora reconheçamos que existem algumas vantagens em poder fazer uma pré-reserva, uma política de pré-reserva obrigatória e com custo adicional para o associado não está de acordo com a experiência do cliente global do Priority Pass. Estamos desapontados por não termos conseguido encontrar uma solução com a No1 Lounges neste momento, mas estamos abertos a novas discussões para encontrar uma solução viável.

Finalmente, estamos confiantes de que isso terá um impacto mínimo para os nossos membros, pois oferecemos opções alternativas de lounges em todos os terminais onde há uma sala da No1 Lounges”.

Senti cutucada por parte Collinson nesse último parágrafo, hein? A boa notícia que é que além da No1, não há, aparentemente, nenhum risco de outras redes de sala VIP do Reino Unido romperem contratos com a empresa.

Será que essa situação será revertida?

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