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Esse hotel de 105 andares na Coreia do Norte não está sendo afetado pelo coronavírus

Notícias

Por Gabriel Marinho

Assim como as companhias aéreas e diversos outros setores da indústria do turismo, os hotéis estão entre os diversos tipos de negócios que estão sofrendo com o coronavírus. Com a drástica diminuição do número de viajantes e as pessoas adotando medidas de isolamento social, muitos hotéis estão sem ver nenhum hóspede há algumas semanas. Mas nada disso é um problema para o grandioso Hotel Ryugyong, na Coreia do Norte, que está passando por essa crise, sem mudar nada! Ele está exatamente do mesmo jeito que passou durante todos os 30 anos de sua existência: fechado.

O Hotel Ryugyong é um arranha-céu de 105 andares em forma de pirâmide localizado em Pyongyang, capital da Coreia do Norte. A estrutura chama a atenção de quem vê, tanto por seu destaque na paisagem quanto pela história por trás dela.


A construção

Em 1986 no contexto da Guerra Fria, Singapura havia acabado de inaugurar o até então hotel o mais alto do mundo, o Swissôtel The Stamford. O edifício chamou a atenção dos norte-coreanos por ter sido construído pela companhia sul-coreana SsangYong Group. Para se mostrar superior aos seus rivais do sul, o governo da Coreia do Norte iniciou em 1987 a construção do Hotel Ryugyong. A ideia era que o projeto funcionasse como um canal para os investidores ocidentais entrarem no mercado. Uma empresa, a Ryugyong Hotel Investment and Management, foi criada para atrair o estimado em 230 milhões de dólares em investimento estrangeiro. Um representante do governo norte-coreano prometeu uma supervisão relaxada, permitindo que “os investidores estrangeiros operassem casinos, boates ou lounges japoneses”.

A construção estava prevista para ser finalizada 3 anos depois, em 1989. Se tivesse sido entregue naquele momento, o edifício seria o terceiro mais alto do mundo na época. Porém, o projeto atrasou e só em 1992 conseguiu atingir alcançar sua altura arquitetônica completa – apesar de estar longe de ser concluído.

Naquele ano o trabalho foi interrompido quando a Coreia do Norte entrou em um período de grave crise econômica após a dissolução da União Soviética. Segundo estimativas, no ponto em que estava, o hotel já tinha custado 2% do PIB do País. Para efeitos de comparação com a economia Brasileira, é como se a obra tivesse custado 146 bilhões de reais segundo o PIB de 2019.

Por mais de uma década, o edifício inacabado ficou vazio e sem janelas ou acabamento, aparecendo como um esqueleto de concreto. Um guindaste de construção enferrujado permaneceu no topo, o que a BBC chamou de “um lembrete da ambição frustrada de um Estado totalitário”. A estrutura chegou a ser apagada de fotos de Pyongyang divulgadas pelo governo.


Retomada das obras

Em abril de 2008, após 16 anos de inatividade, os trabalhos de construção do edifício foram reiniciados. A nova previsão era que o hotel seria concluído até 2012, coincidindo com o 100º aniversário do nascimento do primeiro líder da Coreia do Norte, Kim Il-sung.

Em 2011 o acabamento externo foi concluído, mas a obra foi adiada para ser entregue em 2013, o que também não ocorreu. 

Em 2018 uma grande tela de LED foi adicionada a um lado inteiro da estrutura. A tela exibia animações da bandeira norte-coreana e cenas de filmes produzidos no país (que eu nem sabia que existiam).

Até hoje o hotel com 105 andares permanece com o seu interior inacabado e sem ter recebido nenhum hóspede. O lado bom é que, diferente da maioria dos hotéis do mundo, quase nada vai mudar no Ryugyong Hotel durante a pandemia do novo coronavírus.


Já conhecia a história desse hotel? Já imaginaram como a Coreia do Norte deve estar passando por essa pandemia?

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