A Korean Air, maior companhia aérea da Coreia do Sul, anunciou um megacontrato de US$ 50 bilhões (cerca de R$ 270 bilhões) para a aquisição de 103 aeronaves da Boeing, além de motores sobressalentes e serviços de manutenção de longo prazo. A negociação foi revelada em primeira mão pela Reuters durante a cúpula entre Donald Trump e Lee Jae Myung em Washington, e teve seus valores e detalhes posteriormente confirmados em comunicado oficial da Korean Air e pela Associated Press.
“Este investimento estratégico no mercado americano fortalecerá ainda mais as capacidades operacionais e a competitividade global da companhia aérea, além de promover laços comerciais sólidos que impulsionarão o crescimento sustentado”, afirmou a Korean Air em comunicado.
Detalhes do pedido
O contrato inclui:
- 20 Boeing 777-9
- 25 Boeing 787-10
- 50 Boeing 737-10
- 8 cargueiros Boeing 777-8F
Além das aeronaves, o acordo prevê a compra de 19 motores sobressalentes da GE Aerospace e da CFM International, avaliados em US$ 690 milhões, e um contrato de manutenção de motores por 20 anos com a GE Aerospace, no valor de US$ 13 bilhões. As entregas das aeronaves estão previstas para acontecer até o fim de 2030, de acordo com o comunicado da empresa.
Reforço da frota e competitividade global
A Korean Air, que hoje opera em mais de 100 rotas domésticas e internacionais, destaca que a renovação e expansão de frota é um movimento estratégico para ampliar sua presença no mercado global.
A cerimônia de assinatura contou com a presença de Walter Cho, presidente e CEO da Korean Air e do Hanjin Group; Stephanie Pope, presidente e CEO da Boeing Commercial Airplanes; e Russell Stokes, presidente e CEO de Commercial Engines & Services da GE Aerospace.
Comentário
O anúncio reforça o peso da Korean Air como um dos players mais relevantes da aviação global e sinaliza confiança no crescimento do setor até o fim da década. Além de fortalecer a parceria com a Boeing e a GE, o acordo posiciona a companhia sul-coreana com uma frota moderna e eficiente para competir em mercados de alta demanda, incluindo rotas intercontinentais estratégicas.