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Os melhores aeroportos do Brasil em 2019

Aeroportos Notícias

Por Rafael Castro

Fala Passageiros de Primeira, tudo bem com vocês? Já sabem quais são os melhores aeroportos do Brasil  para o 4º trimestre de 2019?

Desde 2013, a Secretaria de Aviação Civil (SAC) realiza trimestralmente a “Pesquisa de Satisfação do Passageiro e de Desempenho Aeroportuário” com o objetivo de avaliar a experiência dos passageiros com relação a diversos critérios que envolvem infraestrutura, atendimento e serviços, além de monitorar processos diversos nos aeroportos como check-in, inspeção de segurança, restituição de bagagens e muitos outros.

Atualmente 20 dos principais aeroportos brasileiros participam dessa pesquisa: Manaus, Belém, Fortaleza, Natal, Recife, Maceió, Salvador, Cuiabá, Brasília, Goiânia, Confins (Belo Horizonte), Viracopos (Campinas), Vitória, Galeão e Santos Dumont (Rio de Janeiro), Guarulhos e Congonhas (São Paulo), Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre. Os resultados para o 4º trimestre foram divulgados no dia 06 de fevereiro.

Aeroporto de Viracopos

Aeroporto de Viracopos. Imagem: Ricardo Lima.


Os Critérios Avaliados

Antes de tudo é importante entendermos quais são os critérios avaliados na Pesquisa da SAC. Eles são divididos em indicadores relacionados à infraestrutura aeroportuária, facilidades ao passageiros, serviços das companhias aéreas, serviços dos órgãos públicos, transporte público e satisfação geral do passageiro.

Pesquisa da SAC


A Metodologia

A coleta de dados relacionados à satisfação do passageiro consiste na realização de entrevista presencial por meio de questionário padrão, com passageiros nas salas de embarque e desembarque dos aeroportos pesquisados. O entrevistado deve avaliar esses indicadores atribuindo “notas” de 1 a 5 para cada um deles, sendo 1 a pior nota possível e 5 a melhor nota possível, assim classificadas: 1 (muito ruim), 2 (ruim), 3 (regular), 4 (bom), 5 (muito bom).

A coleta de dados foi distribuída ao longo dos meses de outubro, novembro e dezembro, totalizando 24.948 entrevistas. Desse total, foram realizadas 20.835 entrevistas com passageiros de voos domésticos e 4.113 entrevistas com passageiros de voos internacionais, obtendo-se a representatividade da população prevista estatisticamente.


Os Resultados

A média da satisfação geral do passageiro em relação aos aeroportos pesquisados foi de 4,49 sendo essa a maior média obtida desde o início da pesquisa em 2013. Para esse quesito os aeroportos são divididos em três categorias, de acordo com o número de passageiros processados por ano: até 5 milhões de passageiros/ano; de 5 a 15 milhões de passageiros/ano; acima de 15 milhões de passageiros/ano.

Satisfação Geral do Passageiro – até 5 milhões de passageiros/ano:

  1. Florianópolis: 4,78
  2. Vitória: 4,64
  3. Maceió: 4,58
  4. Goiânia: 4,54
  5. Manaus: 4,49
  6. Natal: 4,39
  7. Cuiabá: 4,29
  8. Belém: 4,26

Satisfação Geral do Passageiro – de 5 a 15 milhões de passageiros/ano:

  1. Viracopos – Campinas: 4,80
  2. Curitiba: 4,75
  3. Belo Horizonte – Confins: 4,57
  4. Porto Alegre: 4,51
  5. Fortaleza: 4,49
  6. Rio de Janeiro – Santos Dumont: 4,40
  7. Recife: 4,37
  8. Salvador: 4,37

Satisfação Geral do Passageiro – acima de 15 milhões de passageiros/ano:

  1. Brasília: 4,50
  2. Rio de Janeiro – Galeão: 4,46
  3. São Paulo – Congonhas: 4,36
  4. São Paulo – Guarulhos: 4,35
Aeroporto de Florianópolis

Aeroporto de Florianópolis. Imagem: Divulgação / Floripa Airport.

Dentro do conjunto de indicadores relacionados à infraestrutura aeroportuária, os três quesitos que obtiveram as maiores médias foram “qualidade da informação nos painéis das esteiras de restituição de bagagem” com 4,66; seguido da “cordialidade e prestatividade dos funcionários da inspeção de segurança” com 4,63 e; “limpeza geral do aeroporto” com 4,62. Por outro lado, o pior item avaliado foi a “qualidade da internet / wifi” com média 3,83.

Ao olharmos para as facilidades ao passageiro, os critérios mais bem avaliados foram a “qualidade das instalações de estacionamento de veículos” com 4,31 seguido da “disponibilidade de vagas nos estacionamentos” com 4,11 de média. Em contrapartida, os pontos mais criticados pelos passageiros foram o “custo-benefício dos produtos comerciais” com 3,29 e o “custo-benefício dos produtos de lanchonetes/restaurantes” com média 3,00.

Com relação às cias. aéreas, a “cordialidade e prestatividade dos funcionários do check-in” se sobressaiu com média 4,78. Enquanto isso, o “tempo de fila no check-in (guichê)” recebeu a pior nota média desse conjunto de indicadores – 4,34.

A “cordialidade dos funcionários da emigração” foi o item mais bem avaliado dentro do conjunto de serviços dos órgãos públicos, com média 4,71. A pior média foi obtida pelo critério “tempo de fila na imigração” com média 4,22. A disponibilidade de transporte público para os aeroportos avaliados recebeu média 4,43.

Alguns resultados chamaram a minha atenção ao ler o relatório (para o bem e para o mal):

  • Velocidade de restituição de bagagem: São Paulo – Guarulhos obteve a pior média (3,88) e, de fato, semana passada quando cheguei da África do Sul fiquei quase 1 hora esperando a minha bagagem. Isso porque a minha mala tinha etiqueta de prioridade por estar voando em classe executiva.
  • Tempo de fila no check-in (balcão): São Paulo – Congonhas teve a pior média (3,91), o que não é uma novidade, não é mesmo?
  • Custo-benefício dos produtos comerciais: Goiânia (2,89) e São Paulo-Congonhas (2,98) obtiveram as piores médias, enquanto Florianópolis foi o mais bem avaliado (4,02), ainda que a média não seja tão alta também.
  • Custo-benefício dos produtos de lanchonetes e restaurantes: simplesmente 10 aeroportos receberam médias menores do que 3,0 sendo eles (do pior para o menos pior) Porto Alegre, São Paulo – Congonhas, Cuiabá, Salvador, Vitória, Natal, Goiânia, Manaus, São Paulo – Guarulhos, e Brasília. A melhor média, que nem é muito alta, foi obtida por Florianópolis (3,77).

Aeroporto de Brasília

Ao analisarmos o ranking de satisfação geral por aeroporto e a evolução em relação aos resultados da pesquisa no 4o trimestre de 2018, percebemos que o aeroporto que mais evoluiu foi o de Florianópolis (+22,5%). Esse resultado se deve, obviamente, à inauguração do novo aeroporto em meados de 2019 que fez com que ele deixasse de ser um dos piores aeroportos do Brasil para ser simplesmente o segundo melhor. Fortaleza também obteve uma boa evolução com 8,4% de diferença em relação a 2018:

  1. Viracopos – Campinas: 4,80 (+0,1%) – CONCEDIDO
  2. Florianópolis: 4,78 (+22,5%) – CONCEDIDO 
  3. Curitiba: 4,75 (+0,0%) – INFRAERO
  4. Vitória: 4,64 (+1,3%) – CONCEDIDO, PORÉM AINDA ERA INFRAERO DURANTE A PESQUISA
  5. Maceió: 4,58 (+1,6%) – CONCEDIDO, PORÉM AINDA ERA INFRAERO DURANTE A PESQUISA
  6. Confins – 4,57 (-1,0%) – CONCEDIDO
  7. Goiânia – 4,54 (+0,1%) – INFRAERO
  8. Porto Alegre – 4,51 (+4,5%) – CONCEDIDO
  9. Brasília – 4,50 (+1,6%) – CONCEDIDO
  10. Manaus – 4,49 (-0,9%) – INFRAERO
  11. Fortaleza – 4,49 (+8,4%) – CONCEDIDO
  12. Rio-Galeão – 4,46 (+0,2%) – CONCEDIDO
  13. Rio-Santos Dumont – 4,40 (-0,2%) – INFRAERO
  14. Natal – 4,39 (+0,1%) – CONCEDIDO
  15. Recife – 4,37 (-1,6%) – CONCEDIDO, PORÉM AINDA ERA INFRAERO DURANTE A PESQUISA
  16. Salvador – 4,37 (+4,4%) – CONCEDIDO
  17. SP-Congonhas – 4,36 (+0,5%) – INFRAERO
  18. SP-Guarulhos – 4,35 (0,0%) – CONCEDIDO
  19. Cuiabá – 4,29 (-1,0%) – CONCEDIDO, PORÉM AINDA ERA INFRAERO DURANTE A PESQUISA
  20. Belém – 4,26 (+4,2%) – INFRAERO

Comentários

Vale a pena comentarmos que os dois melhores aeroportos do 4º trimestre de 2019 (Viracopos e Florianópolis), são terminais que foram concedidos à iniciativa privada, sendo o primeiro administrado pela Aeroportos Brasil Viracopos e o segundo pela Zurich Airports. Por outro lado, o terceiro lugar (Curitiba) é plenamente administrado pela Infraero e o quarto lugar (Vitória) já foi concedido, mas durante o período da pesquisa ainda era operado pela estatal.

Se olharmos para o final da lista veremos novamente um mix de aeroportos concedidos e públicos. Isso nos mostra que a concessão por si só, pelo menos no caso Brasileiro, não garante a melhoria da satisfação geral dos passageiros, ainda que os aeroportos que mais evoluíram (Florianópolis, Fortaleza, Porto Alegre e Salvador) tenham sim sido concedidos.

A pesquisa confirmou que um dos grandes gargalos para os aeroportos brasileiros em termos comerciais é a estratégia de precificação das áreas comerciais e de alimentação. Ainda que tenhamos projetos em andamento no sentido de incentivar que tanto as lojas quanto as lanchonetes e restaurantes pratiquem nos aeroportos os mesmos preços praticados em outros espaços, o passageiro brasileiro ainda não está satisfeito com o custo-benefício desses produtos. Fica a dica, aeroportos!!!!

Para ter acesso aos resultados da pesquisa com mais detalhes, basta clicar aqui.

E aí, vocês concordam com os resultados? Lembrando que a pesquisa é feita com os próprios passageiros! Quero ver esses comentários bombando aqui embaixo!


* Inicialmente foi informado que esses resultados eram referentes a todo o ano de 2019, porém, na realidade, eles eram relativos somente ao 4º trimestre. O resultado consolidado do ano inteiro será divulgado pela Secretaria de Aviação Civil, em Brasília/DF, no dia 03/03/2020.

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