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Pandemia muda o ranking das cidades mais conectadas do mundo

Notícias

Por Rafael Castro

Já sabemos que a pandemia do novo coronavírus teve e continua tendo um efeito devastador no transporte aéreo mundial. O que ainda não sabíamos era que ela teria sido capaz de alterar por completo o ranking das 10 cidades mais conectadas por via aérea do mundo.

pandemia conectividade aérea


Estudo da IATA

Recentemente, a IATA – Associação Internacional de Transporte Aéreo, divulgou dados importantes sobre a conectividade aérea internacional fazendo uma comparação entre os meses de setembro de 2019 e setembro de 2020.

De acordo com a Associação, a conectividade aérea reflete o quão bem um país está conectado às cidades ao redor do mundo. O acesso a uma maior conectividade aérea é fundamental para a capacidade de um determinado país ou cidade de desenvolver vínculos econômicos com o resto do mundo. Ela fornece a base para a mobilidade internacional de pessoas e de bens e, portanto, é um motor vital do crescimento econômico em todo o mundo.

O índice de conectividade aérea da IATA mede o quanto as cidades de um país estão conectadas com outras cidades do mundo, o que é fundamental para o comércio, turismo, investimentos e outros fluxos econômicos. É uma medida composta que reflete o número de assentos voados para os destinos atendidos a partir dos principais aeroportos de um país, mostrando também a importância econômica desses destinos.

Veja na tabela a seguir o comparativo das cidades mais conectadas em setembro de 2019 e setembro de 2020:

RankingSetembro/2019Setembro/2020
1LondresXangai
2XangaiPequim
3Nova YorkGuangzhou
4PequimChengdu
5TóquioChicago
6Los AngelesShenzhen
7BangkokLos Angeles
8Hong KongLondres
9SeulDallas
10ChicagoAtlanta

Alguns pontos merecem destaque:

  • Londres, a cidade mais conectada do mundo em setembro de 2019, teve queda de 67% na conectividade. Em setembro de 2020, passou a ocupar a oitava posição.
  • Xangai agora é a cidade com melhor conectividade, seguida pelas três cidades mais conectadas da China: Pequim, Guangzhou e Chengdu.
  • Nova York (queda de 66% na conectividade), Tóquio (-65%), Bangkok (-81%), Hong Kong (-81%) e Seul (-69%) saíram do ranking das 10 cidades mais conectadas.
  • O estudo revela que agora as cidades com grande número de conexões domésticas dominam o ranking, reforçando a interrupção da conectividade internacional.

A mudança significativa no ranking de conectividade mostra como as conexões ao redor do mundo foram reordenadas nos últimos meses. Mas o mais importante é que o ranking não mudou devido a avanços na conectividade. Ela diminuiu globalmente em todos os mercados. As posições que as cidades ocupam mudaram porque a escala do declínio foi maior em algumas cidades do que em outras. Nesta classificação, não há vencedores, mas sim alguns jogadores que sofreram menos lesões. Em um curto período, retrocedemos um século de progresso na conexão das pessoas e dos mercados. A lição que devemos tirar deste estudo é a necessidade urgente de reconstruir a rede global de transporte aéreo”, disse Sebastian Mikosz, vice-presidente sênior de relações externas da IATA.

Em meio à pandemia do novo coronavírus, a 76ª Assembleia Geral Anual da IATA pediu aos governos a reabertura das fronteiras com segurança, usando testes para a COVID-19. “O teste sistemático dos viajantes é a solução imediata para reconstruir a conectividade que perdemos. Existe tecnologia para isso e já foram desenvolvidas diretrizes para a adoção dos testes. Agora precisamos implementar de fato, antes que os danos na rede global de transporte aéreo se tornem irreparáveis”, disse Mikosz.

O transporte aéreo é um dos principais motores da economia global. Em tempos normais, sem a pandemia, a aviação é responsável por cerca de 88 milhões de empregos e US$ 3,5 trilhões do PIB global. Mais da metade desses empregos e do valor econômico corre risco com o colapso na demanda global de viagens aéreas. “Os governos devem entender que existem grandes consequências na vida e no sustento das pessoas. Pelo menos 46 milhões de empregos sustentados pelo transporte aéreo estão em perigo. E a força da recuperação econômica após a pandemia da COVID-19 ficará seriamente comprometida sem o apoio de uma rede de transporte aéreo em operação”, enfatizou Mikosz.


E aí, o que você achou desse ranking que passou a ser liderado pela China por conta do grande número de conexões domésticas por lá?

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