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Passaporte da Imunidade: será que precisaremos de um novo documento para viajar?

Notícias

Por Gabriel Marinho

O setor aéreo foi atingido em cheio pela pandemia do coronavírus. Apesar disso, a expectativa é que essa situação seja passageira e que, eventualmente, as pessoas voltem a viajar e a circular por aeroportos, estações de trem, rodoviárias, portos e etc. Porém, há uma chance de que a situação não voltará ao seu “normal” pré-pandemia.


Passaporte da imunidade

À medida que os governos consideram como reabrir a sociedade, líderes de muitos países estão considerando a ideia de emitir passaportes de imunidade para pessoas que se recuperaram da Covid-19. Porém, esse conceito ainda é tentador e controverso.

Na semana passada, o Chile anunciou que começaria a emitir cartões de imunidade física ou digital para milhares de pessoas que se recuperaram do vírus, se tornando o primeiro país do mundo a adotar a medida. Cientistas e funcionários do governo na Alemanha, França, Itália, Espanha e outros países também estão considerando a ideia.

Segundo o The Points Guy, na última quarta-feira, o CEO da Delta Ed Bastian disse que a empresa está se preparando para retomar as atividades com novas restrições aos viajantes. Um dos novos requirimentos para viajar poderia ser a necessidade de apresentar um documento que comprove a imunidade ao vírus.

Segundo Bastian, a empresa fará “as alterações necessárias no modelo de negócios”, e ainda mencionou a possibilidade da exigência de um documento comprovando a imunidade: “Pode haver uma nova agência de saúde pública que exija um novo passaporte para viajar? Não sei, mas estaremos na vanguarda de todos esses avanços,” conlcuiu o CEO.


Qual a real viabilidade?

Tal documento de comprovação de imunidade dependeria, portanto, de testes. Os cientistas, porém, alertaram que alguns testes iniciais de anticorpos não se mostraram confiáveis. E como o Covid-19 é uma doença nova, seria muito cedo para saber quanto tempo uma imunidade pode durar ou mesmo se as pessoas infectadas pelo vírus desenvolvem imunidade.

Além disso, mesmo que sejam desenvolvidos testes precisos e confiáveis, a mera presença de anticorpos não significa necessariamente que uma pessoa é imune. O número de anticorpos precisa ser suficiente para impedir a multiplicação do vírus.

Esse tipo de “passaporte de imunidade” não é algo necessariamente novo. O certificado internacional de febre amarela, por exemplo, é exatamente um documento que serve para comprovar que uma determinada pessoa tem imunidade à doença antes de entrar em um país.

O fato é que, diferente da febre amarela, o COVID-19 é novo para todo mundo. Daqui para frente, pessoas, governos e empresas terão que testar todos os tipos de alternativas para manter o avanço do vírus sobre controle. A única conclusão certa que podemos tirar de tudo isso é que o cenário futuro será bem diferente do que era alguns poucos meses atrás.

E você, o que acha de um “passaporte da imunidade”? Como será que as viagens mudarão daqui para frente?

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