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Tripulação trabalha como voluntária em hospital e cria lounge para descanso dos profissionais de saúde

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Por Equipe | Passageiro de Primeira

Tripulações da British Airways e de outras companhias aéreas do Reino Unido começaram a trabalhar como voluntários em hospitais do NHS (National Health Service), ajudando os profissionais de saúde a relaxar e lidar com a realidade estressante do COVID-19. De acordo com a publicação do The Guardian, a iniciativa, chamada Projeto Wingman, está se mostrando popular nos hospitais e tem ajudado muitos profissionais da linha de frente de combate ao coronavírus.

Foto: Christian Sinibaldi/The Guardian

“Oferecemos aos funcionários do NHS 15 a 20 minutos de fuga das decisões que eles precisam tomar todos os dias, pois o coronavírus aumentou a pressão sobre eles. Damos uma xícara de chá ou café com espuma e lanches, todos entregues com um sorriso de Primeira Classe.”, disse Dave Fielding, Piloto e Capitão da British Airways.

Funcionários da British e colegas de várias companhias aéreas, incluindo easyJet, Virgin, Norwegian e SAS, abriram seu primeiro “lounge de Primeira Classe” no hospital Whittington, em Londres, há duas semanas e depois outro no hospital North Middlesex.

Trata-se de usar as habilidades da tripulação aérea para cuidar da equipe do hospital e fazer com que se sintam especiais. Eles saem do turno exaustos e cansados, entram no nosso adorável lounge e nós os mimamos, da mesma maneira que os passageiros nos lounges de Primeira Classe nos aeroportos estão acostumados a ser cuidados. A equipe do NHS não está acostumada a ser tratada assim.”

“A tripulação aérea é boa com as pessoas. Sabemos como fazer as perguntas certas para que as pessoas se sintam à vontade, pois é isso que fazemos como equipe. Agora estamos fazendo isso no NHS, e não em aviões”.

Foto: Christian Sinibaldi/The Guardian

A equipe envolvida no Projeto Wingman está abrindo uma instalação semelhante esta semana em cinco outros hospitais – dois na capital, dois em Essex e um em Kent – e agora há um número crescente de hospitais perguntando se eles podem ter um lounge de Primeira Classe também.

A iniciativa é uma criação do piloto e capitão David Fielding, Emma Henderson, uma piloto da EasyJet, e do professor Rob Bor, psicólogo do hospital Royal Free em Londres. Fielding, que normalmente voa com um Airbus A380 para Singapura, e Handerson cujas rotas habituais incluem a Europa e o norte da África, executam o programa de apoio a pilotos em suas respectivas companhias aéreas, enquanto Bor ajuda as companhias aéreas a cuidar da saúde mental dos pilotos.

Henderson diz: “[…] o Projeto Wingman está enraizado na idéia de que alguém está lá para apoiá-lo. É isso que estamos oferecendo aos funcionários da linha de frente do NHS, pois estão trabalhando duro para apoiar os mais necessitados.

“Como muitos outros, eu só quero retribuir ao NHS neste momento crítico e o objetivo é fazer o possível para apoiar os que estão na vanguarda do tratamento dessa emergência de saúde. Rob teve a ideia. Ele podia ver que aqueles que trabalhavam em hospitais nesse momento se beneficiariam de algum apoio prático adicional. ”

Fielding passa boa parte do tempo no lounge de Primeira Classe que surgiu na parte de trás da cantina do Whittington, no primeiro andar. Henderson, no entanto, faz a maior parte do trabalho organizacional para recrutar mais tripulações como voluntárias do Projeto Wingman e distribuí-las para outros hospitais. Porém, é preciso lembrar que tripulantes que vivem com pessoas do grupo de risco não podem ser colocadas em um ambiente hospitalar.

Inicialmente, diz Fielding, “a equipe quer falar sobre qualquer coisa além da Covid: sobre aviões, lugares em que estiveram e gostariam de visitar, férias que esperam ter, medo de voar. Também temos ocasionalmente nerds da aviação e até encontramos um médico que quer ser piloto.

No entanto, uma vez criado o vínculo de confiança, acrescenta o piloto de 52 anos, a equipe do hospital costuma se abrir. “Estamos começando a ouvir histórias deles sobre o tempo difícil que passaram naquele dia, lidando com pacientes de Covid.”

Trata-se de ver a quantidade de mortes e o volume de pacientes doentes e moribundos. Agora, com quase todas as enfermarias do hospital [Whittington] contaminadas com a Covid, é difícil escapar. Estou surpreso que todos eles tenham suas próprias estratégias para se desligar. A beleza do Projeto Wingman é que é um pouco de fuga dessa rotina.

Maria Kane, diretora executiva do hospital North Middlesex, diz que sua equipe está encontrando conforto real na presença de colegas profissionais uniformizados que estão lá para ajudá-los. “Recriar uma experiência de ‘lounge de Primeira Classe’ é uma ótima idéia. O “chá e empatia”, o bolo, boas-vindas alegres e tempo para ouvir, tudo ajuda. As equipes do Project Wingman estão aqui o dia todo. Para nossa equipe que trabalha nas circunstâncias mais extraordinárias de suas carreiras, enfrentando situações realmente difíceis e estressantes para seus pacientes e colegas, esse é um verdadeiro bônus para começar a ajudar com o estresse e as emoções que está enfrentando.


Muito legal a iniciativa do Projeto Wingman, oferecendo um apoio adicional para os profissionais que atuam na linha de frente de combate ao novo coronavírus.

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