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Você conhece o Aerolula? – O avião presidencial brasileiro

Diversos

Por Gabriel Marinho

Transportar um chefe de estado de um local para outro é uma tarefa, muitas vezes, complicada. Esse processo geralmente envolve um complexo sistema de segurança e logística. E como seria um pouco difícil transportar uma figura tão importante para a soberania de um país em um avião comercial regular, aviões privativos e exclusivos são usados para a tarefa. Os EUA, por exemplo, possuem um Boeing 747 chamado de Air Force One. Já o governo brasileiro possui um Airbus 319 para transportar o presidente e sua comitiva, o chamado “Brazilian Air Force One” ou “Aerolula”, para os íntimos.


A aquisição da aeronave

Em 2005, o governo brasileiro sob comando do então presidente Lula adquiriu a aeronave presidencial que é usada até hoje. O nome oficial da aeronave é Airbus VC-1A Santos Dumont, e foi adquirida como substituição para o Boeing 707 — carinhosa e jocosamente chamado de “sucatão” — que até então era usado para essa tarefa. A primeira viagem realizada pelo presidente aconteceu em 19 de janeiro de 2005, entre Brasília e Tabatinga, na Amazônia. Na época, a aeronave foi apelidada de “Aerolula” mas, apesar do nome, foi usada no governo Dilma, Temer e atualmente no governo Bolsonaro.

Pequim, China – Lula desembarca do VC-1A, ao lado de D. Marisa Letícia. (Antônio Milena – Agência Brasil)

O custo total para os cofres públicos na época foi de U$56.7 milhões. As adaptações para uso presidencial custaram outros US$ 13,5 milhões. E mais US$ 4,6 milhões foram gastos com apoio logístico – software, peças de reposição, etc.

A princípio o modelo parece com outros A319 usados na aviação comercial (como os usados pela Latam, por exemplo). Mas a aeronave do presidente possui importantes mudanças técnicas e em seu interior.

A aeronave consegue voar até 11.000 km dependendo do número de passageiros a bordo. Permitindo voos de Brasília a Paris, Nova York, Quebec ou a Washington, sem escalas. Diminuindo assim, a demanda por apoio logístico da FAB (Força Aérea Brasileira) durante as escalas.


Interior

A cabine é dividida em três seções separadas.

A primeira seção (perto do cockpit) é a área presidencial da aeronave, configurada com escritório particular, suíte presidencial, sala de reunião e escritório de segurança.

A suíte presidencial é equipada com cama, TV, armário e até um chuveiro.

A seção do meio é configurada com assentos de primeira classe reservados para autoridades e funcionários da comitiva.

A seção traseira é configurada com 20 assentos de classe executiva reservados para jornalistas e outros passageiros.

A aeronave também está equipada com uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva), três galleys e sistema de comunicação via satélite.


Segurança

Além de trazer conforto ao presidente e sua comitiva, a aeronave também é preparada para funcionar como um centro de operações militar em caso de emergência. Um exemplo disso ocorreu após ao ataque às torres gêmeas em Nova Iorque. Nas primeiras horas, o presidente norte-americano passou a liderar a nação a bordo do “Air Force One.”

O Aerolula possui capacidade para 30 até passageiros e 12 tripulantes e é equipado com mecanismos de defesa que reforçam a proteção e a segurança da aeronave tal como armamentos de uso exclusivo das Forças Armadas, sistemas imunes a interferências eletromagnéticas e uma unidade auxiliar de potência, capaz de gerar energia para partida autônoma dos motores, no solo e mesmo durante o voo.

Além dessa aeronave, alguns jatos da Embraer e dois helicópteros também compoem a frota presidencial.


Você já conhecia a aeronave presidencial? O que achou?

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