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Aeroporto de Curitiba ganhará uma terceira pista

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Por Equipe | Passageiro de Primeira

Aeroporto Internacional de Curitiba – Afonso Pena (CWB) terá uma terceira pista para realizar suas operações. As informações foram compartilhadas pela Asssessoria de Imprensa do estado do Paraná.

Aeroporto Curitiba terceira pista

Segundo o governo do estado, a obra vai trazer como reflexo imediato a perspectiva de aumento na movimentação de passageiros com a abertura de voos diretos para a Europa e os Estados Unidos, acabando com a necessidade de conexão em outras capitais do Brasil.

A nova pista, projetada para ter 3 mil metros de comprimento e maior capacidade para o transporte de cargas, vai proporcionar o aumento do comércio para o exterior pelo setor produtivo do estado.

Atualmente, o Aeroporto Internacional de Curitiba conta com duas pistas: a principal com 2.218 metros de comprimento e a auxiliar com 1.798 metros. Devido à altitude do aeroporto, de mais de 900 metros, os aviões operam com algumas restrições, especialmente no processo de decolagem.

“Essa obra vai impulsionar, ainda mais, o agronegócio paranaense. Hoje muitos produtos já são exportados por via aérea em função das suas características. A terceira pista, que será mais longa que as duas atuais, vai permitir que aviões maiores, inclusive cargueiros, possam operar no Afonso Pena”, afirmou o presidente do Sistema Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Ágide Meneguette. Ele cita como exemplo, a venda de tilápias para os Estados Unidos. Semanalmente, uma carga com cerca de 800 kg de filé resfriado do peixe sai das cooperativas localizadas no Oeste do Paraná com destino a Miami.

O processo, porém, passa necessariamente pelo terminal do Aeroporto Internacional de São Paulo (GRU). Rota que pode ser adaptada com a modernização do aeroporto de Curitiba. “O agronegócio do Paraná vai ganhar em qualidade e quantidade com essa obra, que há tanto tempo era requisitada pelo setor produtivo estadual”, complementou o dirigente.

O Aeroporto Internacional de Curitiba era o único das capitais da região Sul que ainda não havia sido privatizado. A previsão é que ele receba R$566,2 milhões de investimentos nos próximos 30 anos. Além da construção da terceira pista, estão previstas, também, ampliação da área de embarque de passageiros e do pátio principal, a construção de um novo pátio e a criação de uma ponte de embarque, entre outras ações, divididas em três fases de execução.

De acordo com estudos da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Curitiba influencia diretamente mais de 650 municípios, com impacto direto em polos importantes de Paraná e Santa Catarina. Fechou 2019, o último ano antes da pandemia da Covid-19, como 12º aeroporto mais movimentado do País com 6,3 milhões de passageiros em 64 mil operações. Além disso, foram outras 29 mil toneladas de cargas transportadas.


Vale lembrar que outros três aeroportos paranaenses foram a leilão na última quarta-feira (7) na B3: os terminais de Foz do Iguaçu, Londrina e o Bacacheri, de Curitiba. Eles integraram o chamado Bloco Sul, arrematado por R$2,128 bilhões, com um ágio de 1.534% da proposta inicial mínima de R$130,2 milhões. O lance foi dado pela Companhia de Participações em Concessões, do grupo CCR.

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