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Azul diz que deve iniciar venda de voos em codeshare com a LATAM esta semana

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Por Lorenzo Firmino

Hoje pela manhã depois do lançamento da nova subsidiária de voos regionais da Azul, o presidente da empresa, John Rodgerson, disse a imprensa que na próxima quinta-feira (13) a Azul e a LATAM devem começar a vender passagens dentro do acordo de codeshare firmado entre as companhias em junho.

“Qualquer oportunidade que você tem para conectar duas malhas vai trazer demanda. Isso é muito bom. Em tempos assim (de crise) você tem de ter criatividade. Temos muitas aeronaves paradas”, disse Rodgerson.


O acordo

O acordo de codeshare incluirá inicialmente 50 rotas domésticas não sobrepostas de/para: Brasília (BSB), Belo Horizonte (CNF), Recife (REC), Porto Alegre (POA), Campinas (VCP), Curitiba (CWB) e São Paulo – Guarulhos (GRU), oferecendo aos Clientes várias opções de conexões novas e mais convenientes no Brasil. Os codeshares também irão possibilitar uma experiência de viagem mais tranquila entre os voos da Azul e LATAM, com bilhetes compartilhados para check-in e despacho de bagagem.

Quando anunciado há quase dois meses o presidente da Azul disse que “(…) o acordo trará benefícios incomparáveis para os clientes. Com a malha aérea altamente conectada da Azul que atende a muitos destinos no Brasil e com os hubs da LATAM, nossa complementariedade de frota e de malha oferecerão aos clientes a mais ampla variedade de opções de viagem. Além disso, ambas as companhias aéreas têm uma história e paixão pelo atendimento ao cliente e estamos ansiosos para mostrar isso juntos”.


As companhias de fato se complementam

Se pararmos para analisar as companhias de forma geral, fica claro que suas malhas aéreas são mesmo complementares. De um lado temos a Azul, atendendo mercados regionais e operando diversas rotas pelo país praticamente sozinha. Do outro temos a LATAM, com um foco em cidades maiores e grande presença no mercado internacional. Um relatório divulgado pelo Banco BTG mostrou que o overlap de rotas entre LATAM e Azul é de apenas 21%, a mais baixa combinação entre as cias brasileiras.

Ou seja: com a Azul, a LATAM poderá atender destinos regionais que sozinha não tinha interesse de se aventurar. Da mesma forma, com a LATAM, a Azul poderá transportar seus passageiros para diversos destinos internacionais, seja nas Américas, Europa, Oriente Médio e até na África.

Além disso, não há grandes conflitos em termos de hubs, mais um fator que contribui para que as companhias se complementem. As principais bases da Azul ficam em Campinas, Recife e Belo Horizonte, enquanto a LATAM tem hubs em São Paulo (tanto Guarulhos como Congonhas), Brasília e Rio de Janeiro.


O que é um acordo de codeshare

O acordo de codeshare é visto como o próximo passo do acordo de interline. É uma parceria um pouco mais profunda e requer mais cooperação entre as companhias aéreas.

Esse tipo de acordo permite que companhias trabalhem em conjunto colocando “códigos” no voo umas das outras. Para quem não sabe, cada companhia aérea tem um código definido pela IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo) – a LATAM é representada pela sigla LA, a Azul pela sigla AD, a GOL pela sigla G3 e assim acontece com todas as companhias aéreas mundo afora filiadas a associação.

O que é feito neste acordo é o “compartilhamento da aeronave”. A ‘companhia aérea Z’ comercializa um bilhete com o seu próprio código, como se fosse o seu próprio voo – contudo, o trajeto será operado pela ‘companhia aérea X’. A ideia é que isso seja benéfico para ambas as companhias aéreas, impulsione seus negócios e aumente o número de voos que cada passageiro tem acesso. Em outras palavras, uma companhia aérea alimenta a malha da outra.


Junto ao anúncio do acordo de codeshare firmado em junho, Azul e LATAM também assinaram também um acordo para seus programas de fidelidade – possibilitando que milhões de membros do TudoAzul e do LATAM Pass possam acumular pontos no programa de sua escolha.

Quais serão os próximos passos dessa parceria? Novos detalhes deverão ser divulgados em breve.

Com informações ISTOÉ Dinheiro, Época Negócios.

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