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Embarque negado pela Ethiopian em bilhete emitido com pontos Amigo – #Leitor de Primeira

Notícias

Por Equipe | Passageiro de Primeira

Ontem publicamos aqui o comunicado oficial da Ethiopian Airlines dizendo que não honraria mais bilhetes emitidos com Pontos Amigo e/ou pela Avianca Brasil.

O leitor Thiago entrou em contato conosco através dos comentários dizendo que foi um dos passageiros afetados por esta decisão e teve seu embarque negado em Guarulhos.

E hoje ele nos enviou sua história completa para que possamos compartilhar com todos vocês!


“Somos uma família da cidade de Santa Maria/RS. Minha avó é libanesa, está prestes a completar 89 anos e tem o sonho de visitar, pela última vez, seus parentes que moram no Líbano, já que não os vê há muitos anos.

Em razão deste cenário, organizamos uma viagem em família para visitar o Líbano e ver os parentes.

Emiti com pontos Amigo em 08/10/2018 (antes de qualquer notícia de recuperação judicial da Avianca) 7 bilhetes aéreos ida e volta de Guarulhos para Beirute, sendo 6 em classe econômica e 1 em classe executiva (este para minha avó que tem muitas dificuldades inerentes à idade avançada).

Dos 7 passageiros, 2 conseguiram fazer o check-in no totem e estavam com os cartões de embarque. Os outros 5 passageiros receberam a mensagem que deveriam se dirigir ao balcão da cia.

Chegando lá, fomos informados que em alguns destes bilhetes o horário de saída do voo estava errado (2:00AM em vez de 1:10AM) e que seria necessário a Avianca reemitir os bilhetes. Disseram que já haviam acertado tudo com a Avianca previamente e que bastaria nos dirigirmos ao balcão da Avianca Colombia para a reemisão, pois já estavam sabendo da situação.

Já no balcão da Avianca Colômbia, a realidade era bem diferente. Fomos avisados que eles nada tinham a ver com a Avianca Brasil e não tinham qualquer ingerência nos bilhetes iniciados pelo código 247. Foi chamada a supervisora que confirmou a informação, então pedi que ela viesse comigo até o balcão da Ethiopian.

Ao voltar lá, o funcionário que nos atendeu já havia chamado o supervisor da Ethiopian. Este disse que não poderíamos voar pois a Avianca deu o calote neles e que mesmo os dois passageiros com cartão de embarque impresso seriam barrados. Argumentou que a culpa era nossa pois deveríamos ter desconfiado que o bilhete não seria honrado uma vez que a Avianca estava em recuperação judicial há muito tempo.

Mostrei a ele e-mails trocados com a própria Ethiopian no final de Abril onde a empresa confirmava a validade dos bilhetes e argumentei que a reserva sempre esteve ativa no site da empresa (está até hoje). Mostrei a ele os e-mails onde a funcionária da Ethiopian confirmava a validade dos bilhetes, ele tirou foto do meu celular com este e-mail e disse que verificaria o que poderia ser feito.

Além disso, uma semana antes do embarque, havia telefonado para a Ethiopian para requerer a cadeira de rodas para minha vó, pedido que foi atendido e não falaram nada sobre não honrar o bilhete.

Ou seja, era impossível desconfiarmos que não nos deixariam embarcar.

O supervisor da Ethiopian afirmou que esse era o primeiro caso de bilhetes Amigo que eles estavam enfrentando lá.

Então ele foi ao WhatsApp em um grupo de supervisores das empresas integrantes da Star Alliance e perguntou quais estavam honrando bilhetes Amigo. Segundo ele, a TAP e a Turkish falaram que ainda estavam honrando e que as demais não responderam. Neste momento eu informei que a TAP já havia sido condenada diversas vezes na Justiça a honrar os bilhetes quando ameaçou não fazer.

Diante disso, ele deu a ordem para que os funcionários do check-in emitissem os cartões de embarque faltantes e despachamos as nossas malas. Toda essa discussão levou mais de 3 horas, pois entramos na fila do check-in às 20h e os cartões faltantes foram impressos após às 23:00h.

Passamos pelo controle de passaportes e fomos para a Sala VIP da Smiles comer algo.

Próximo da hora do embarque, nos dirigimos para o portão e chegando lá o supervisor da Ethiopian informou que nossos bilhetes haviam sido cancelados por ordem de seus superiores e que as malas foram retiradas do avião e já estavam a nossa espera na alfândega. Disse que se quiséssemos poderíamos comprar 7 novos bilhetes em econômica no valor aproximado de R$ 50.000,00.

Evidentemente não havia condições financeiras de bancar essa quantia, de forma que só nos restou ir embora e procurar de madrugada um hotel para dormirmos em Guarulhos. Enquanto esperávamos o Uber para o hotel, nosso avião decolou.

O prejuízo foi gigantesco, pois além de perder as passagens, paguei multa por cancelamento de hotéis no Líbano, gastei com hotel e transporte em Guarulhos e no dia seguinte comprei a passagem de volta para Porto Alegre a preços super elevados pois compradas em cima da hora. Além disso minha avó havia feito tratamentos médicos para poder viajar e a maioria dos passageiros tinha tirado férias em seus respectivos empregos.

Agora estamos desfazendo as malas e ainda sem acreditar em tudo que aconteceu, porém não desistimos da viagem e de realizar o sonho da minha vó.

O próximo passo será buscar judicialmente uma indenização pelos danos materiais e morais sofridos. A ação já está sendo preparada e será ajuizada nos próximos dias, felizmente estamos bem municiados documentalmente para comprovar todas as nossas alegações.”


É realmente uma situação lamentável que os passageiros (que teoricamente são a parte mais “fraca”) sejam prejudicados de tal forma por causa de um problema entre as duas empresas em questão. Ter o embarque negado no portão de embarque é um dissabor que definitivamente ninguém quer passar – ainda mais viajando com a família. 🙁

Thiago, obrigado pelo relato e por favor nos mantenha informados das etapas do processo!

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