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Embraer anuncia o desligamento de 2,5 mil funcionários devido à pandemia

Notícias

Por Equipe | Passageiro de Primeira

A Embraer anunciou ontem (03) pela manhã que está desligando mais 900 funcionários, cerca de 4,5% de seu efetivo total, devido às causas da pandemia da covid-19, bem como do cancelamento da parceria com a Boeing. Segundo a empresa, serão 1,6 mil desligamentos em adesões ao chamado PDV (Plano de Demissões Voluntárias), que foi encerrado na quarta-feira (2), e mais 900 cortes por dispensa para ajuste do quadro de funcionários.

Embraer

A empresa informou que a  pandemia afetou particularmente a aviação comercial da Embraer, que no primeiro semestre de 2020 apresentou redução de 75% das entregas de aeronaves, em comparação com o mesmo período do ano passado. Além disso, a situação se agravou com a duplicação de estruturas para atender a separação da aviação comercial, em preparação à parceria não concretizada por iniciativa da Boeing, e pela falta de expectativa de recuperação do setor de transporte aéreo no curto e médio prazo, devendo se recuperar totalmente apenas em 2024, conforme dito anteriormente pela IATA.

Desde o início da pandemia, a Embraer informou que vem adotando uma série de medidas para preservar empregos como férias coletivas, redução de jornada, lay-off, licença remunerada e três planos de demissão voluntária (PDV). Também reduziu o trabalho presencial nas plantas industriais com o objetivo de zelar pela saúde dos colaboradores e garantir a continuidade dos negócios.

“A companhia reconhece e agradece o empenho sempre demonstrado pelos profissionais que deixam a organização neste momento. E conta com o engajamento de todos para atravessar a grave crise atual e manter a empresa competitiva no mercado global”, disse a fabricante em nota.


Fim da joint venture com a Boeing

Em abril, a Boeing rescindiu o Contrato de Transações Mestre (Master Transaction Agreement-MTA) com a Embraer pelo qual as empresas buscavam estabelecer um novo patamar de parceria estratégica. As partes planejavam criar uma joint venture composta pelo negócio de aviação comercial da Embraer e uma segunda joint venture para desenvolver novos mercados para a aeronave de transporte aéreo médio e mobilidade C-390 Millenium. A Boeing exerceu seu direito de rescindir após a Embraer não ter atendido as condições necessárias.

De toda forma, as empresas irão manter o contrato vigente relativo à comercialização e manutenção conjunta da aeronave militar C-390 Millenium assinado em 2012 e ampliado em 2016.


A Embraer mantinha, ao todo, cerca de 16 mil funcionários no Brasil, sendo 10 mil apenas em São José dos Campos, sede da empresa. No entanto, o número de desligamentos por unidade não foi informado.

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