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Governo americano reajusta taxas aeroportuárias e passagens para os EUA ficam mais caras

Notícias

Por Equipe | Passageiro de Primeira

Quem for comprar passagem aérea de/para os Estados Unidos, a partir desse mês de janeiro, verá que o governo americano criou e reajustou diversas taxas aeroportuárias, encarecendo consideravelmente as viagens à terra do Tio Sam.

estados unidos


Taxas criadas, estendidas ou reajustadas

Analisando as informações da Airlines for America (antiga ATA), que é a associação representativa das empresas aéreas americanas, o ano de 2021 começou com o fisco americano mostrando um apetite sem precedentes, na criação e incremento das tarifas e taxas aeroportuárias.

Como se vê, foram criadas 6 novas taxas e tarifas, além de majoradas outras 8 existentes. Contudo, o maior impacto se refere às taxas internacionais de partida e chegada.

taxas EUA mais caras

Até dezembro de 2020, era cobrada a taxa de partida internacional, no valor de U$6. A partir de 01 de janeiro de 2021, não apenas essa taxa foi reajustada para U$19,10, como foi criada taxa do mesmo valor, para chegadas internacionais. Assim, numa viagem round-trip (o que é mandatório para quem não tenha visto de residência nos EUA), o custo para chegar (que era zero) e partir dos Estados Unidos, subiu de U$6, para salgados U$38,20 (536% de aumento).

Além disso, como mencionamos, foram criadas diversas novas taxas, as quais vamos citar apenas as que são superiores a US$1, que são as seguintes:

  • Taxa por trecho de voo = $4,30 (para cada conexão);
  • Taxa de passageiro frequente = U$7,50 (para a emissões de ticket award para terceiros);
  • Taxa para subsidiar a TSA pelos prejuízos de 11 de setembro = U$5,60 por trecho.

Dentre as taxas e tarifas majoradas, temos o considerável aumento da APHIS Aircraft Fee, que é uma tarifa cobrada por aeronave que opera um voo, para custear o Serviço de Inspeção Sanitária Animal e Vegetal do governo federal americano.

Essa taxa, como se vê na imagem acima, pulou de U$76,75, para U$225, o que representa um aumento da ordem de 193,2%.


Aumento, ao invés de redução

Aliás, a alegria do brasileiro durou pouco com a redução de 50% das taxas de embarque internacional, ao menos para quem pretende comprar passagens para viajar aos Estados Unidos.

No fim, para quem viaja para os Estados Unidos, ao invés de uma redução dos U$18 que eram cobrados pelo governo brasileiro, agora será necessário pagar muito além de U$20 a mais de taxas, pois, como mostrado, apenas as taxas pra chegar e sair, que custavam U$6 (cobrada apenas na partida), passou para U$38,20, além das demais novas taxas e majorações, conforme acima comentado.


Taxa efetivamente cobrada

Como mostram os exemplos abaixo, a taxa já está sendo efetivamente cobrada em todas as simulações de bilhetes pagos a contar de 01 de janeiro. Vejamos as cotações feitas no ITA Matrix, para voar entre Guarulhos e Miami, no próximo mês com diferentes companhias.

Como se vê, em todas as passagens cotadas aparece a taxa de R$209,96, referente aos U$38,20 das taxas de partida e chegada tratadas no tópico anterior.


A boa notícia: A nova taxa não está incidindo sobre as emissões com milhas

A boa notícia é que, até agora, as novas taxas de chegada e saída, que estão sendo cobradas nas passagens pagantes, não estão sendo refletidas nas emissões com milhas.

Pra confirmar, simulamos emissões em diversos programas de fidelidade e em nenhum deles a taxa foi incluída, conforme se vê abaixo:

  • LATAM Pass

  • Smiles

  • TAP Miles&Go

  • American Airlines

A propósito, simulamos no site da American Airlines a emissão do mesmo bilhete, um para pagamento em dinheiro e o outro para pagamento em milhas. Na pesquisa para pagamento em dinheiro, foi cobrada a mesma taxa espelhada no ITA Matrix, de R$209,96. Já na pesquisa para emissão com milhas AAdvantage, a referida taxa não foi incluída.

Passagem pagante

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Emissão com milhas AAdvantage


Comentário

Causa espanto ver um aumento tão elevado de taxas, especialmente num mercado que, de regra, é tão estável quanto o americano. Para nós brasileiros, o impacto é ainda maior, em função da severa piora da taxa de câmbio no último ano.

Entretanto, como a maioria dos nossos leitores, aproveitando os nossos paranauês, normalmente emite passagens usando milhas, ao menos por enquanto, não será afetado pela mudança das taxas.

Aliás, para quem faz comparações entre o preço da passagem pagante e por emissão por milhas antes de optar pelo melhor caminho para adquirir uma passagem, comece a considerar essa diferença significativa nas taxas nas emissões para os EUA.

O que você achou da mudança? Já havia detectado o aumento nas emissões de passagens pagantes?

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