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Lufthansa decide aposentar sua frota de Airbus A380

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Por Equipe | Passageiro de Primeira

A Lufthansa anunciou a aposentadoria de seus A380 e outros modelos de aeronaves para reduzir o prejuízo da pandemia da COVID-19. A decisão foi tomada após um levantamento que determinou uma perda de 6,7 bilhões de euros (R$45,5 bilhões) em 2020, a pior da história. O grupo já havia anunciado a aposentadoria de alguns modelos e reduzido sua frota ativa para 150 aviões nos últimos 12 meses.

Lufthansa A380

A Lufthansa planeja reduzir seu número de aeronaves de maneira significativa. A tarefa não incluirá apenas as aposentadorias de jatos, mas também o ajuste e o cancelamento dos contratos de leasing. O grupo pretende reduzir o número de aeronaves de longo curso que opera de 14 para oito. Além disso, a Lufthansa traçou planos para reduzir sua frota para 650 aviões em 2023 e eliminar de vez os Boeing 747-400s e os Airbus 340-600s.


Aposentadoria e vendas de aeronaves do Grupo

As reduções de frota incluem três B767s na Austrian, três A330-200s da Brussels Airlines, três A319s da SWISS, cinco A321s da Eurowings, sete Bombardier CRJs da Lufthansa Cityline, subsidiária da Lufthansa para voos de curta distância, e todas as frotas de A340-600s (17 aeronaves) e A380s (14 aeronaves) da Lufthansa. Além disso, também foi tomada a decisão de vender imediatamente aeronaves individuais, em particular sete A340-600s, cinco Boeing 747-400s e 40 aeronaves da família Airbus A320. Pensando na sustentabilidade, o grupo também considera um plano de aposentadoria de todas as aeronaves com mais de 25 anos.

Devido à crise, discussões em curso sobre a otimização do cronograma de entrega está sendo realizado com todos os fabricantes de aeronaves. Essas discussões resultaram em extensos adiamentos de entregas planejadas com as fabricantes para alocar despesas de capital planejadas por um longo período de tempo. No final do ano de 2020, havia 177 aeronaves na lista de pedidos do grupo. Também há opções para comprar mais 102 aviões. O Grupo Lufthansa espera receber de até doze jatos (11 da família A320neo e um A220) no ano financeiro de 2021.


Frota do Grupo Lufthansa

Aeronaves da Airbus e Boeing constituem a maioria da frota do Grupo Lufthansa. Aeronaves da Bombardier e Embraer também se fazem presentes em rotas de curta distância. Como parte da estratégia de frota, o número de modelos de aeronaves em operação está sendo reduzido continuamente para minimizar os gastos.

O pedido feito em 2019 para 20 novos A350-900s e 20 novos B787-9s permanece ativo, visto que o Grupo planeja modernizar e otimizar sua frota de longa distância. A curto prazo, um compromisso consciente será feito para implantar ao máximo tipos de aeronaves eficientes para servir a rede de rotas atual, em particular novos B777-300ERs, bem como A350-900s e aeronaves da família A320neo – essa última para operar voos mais curtos.


Lufthansa Cargo

Como muitas companhias aéreas, a Lufthansa registrou lucros recordes com cargas em 2020, à medida que as viagens estavam proibidas e os preços do frete foram elevados. O Earnings Before Interest and Taxes (EBIT) ajustado por divisão saltou de 1 milhão para 772 milhões de euros, o que diminui um pouco o impacto causado pelas perdas de passageiros.


Situação da Lufthansa com a pandemia

Segundo apurado pela Reuters, a Lufthansa reduziu sua força de trabalho global em 20%, para 110 mil em 2020 e está buscando eliminar outros 10 mil empregos ou custos salariais equivalentes. O grupo, que recebeu um resgate de 9 bilhões de euros apoiado pelo governo em junho passado, disse que operará com 40-50% de sua capacidade pré-crise em 2021, reduzindo seu planejamento anterior que era de 40-60%.

O consumo de caixa operacional foi reduzido para 300 milhões de euros por mês no quarto trimestre e deve permanecer estável nesse nível nos primeiros três meses de 2021, disse a empresa. A dívida líquida aumentou para 9,9 bilhões de euros em 31 de dezembro de 6,7 bilhões no ano anterior, enquanto a liquidez total ficou em 10,6 bilhões de euros..

“Temos liquidez suficiente para suportar um ambiente de mercado que continua difícil”, disse o diretor financeiro Remco Steenbergen.


Assim que as restrições forem suspensas e o esquema global de vacinação ganhar mais força, espera-se que as viagens aumentem rapidamente. Para todo o ano de 2021, o grupo espera que a capacidade em oferta aumente cerca de 40 a 50% aos níveis de 2019. Isso permitirá a geração de fluxo de caixa operacional positivo, lançando as bases para a recuperação financeira.

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