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Quase perdendo o voo dos EUA para o Brasil – Perrengues de Primeira

Notícias Perrengue de Primeira

Por Dérek Arakaki

Pessoal, conforme postamos recentemente, estamos com um novo quadro em nosso site, o Perrengues de Primeira! Hoje vamos compartilhar a história do Bruno, que passou um verdadeiro aperto e quase perdeu seu voo de volta de Nova York para o Brasil. Ele nos conta toda sua saga e como uma solução de última hora acabou salvando seu retorno!


Perrengue de Primeira

Oi pessoal,

Gostaria de relatar uma situação que aconteceu retornando para o Brasil a partir do JFK com a American, pois acredito que possa servir de luz no fim do túnel para qualquer pessoa que perca um voo naquele aeroporto.

Era minha primeira vez voando sozinho em uma companhia americana para os EUA, pois nas outras ocasiões sempre tinha ido de TAM. Na ida, saindo de GRU, foi tudo tranquilo. Estranhei apenas a aeronave antiga, sem entretenimento individual e achei os comissários meio grosseiros para o padrão que estava acostumado, mas nada que estragasse o trecho de ida para minhas sonhadas férias em New York City.

Mas na volta… sabe como é, né? Queremos aproveitar cada minutinho na Big Apple, então eu toquei os pés na estação Jamaica do metrô duas horas antes do vôo. Nada pode dar errado, pois tenho tempo suficiente, pensei. Acontece que o terminal da American Airlines é o número 8, o último no itinerário do trem interno do JFK (AirTrain). Por incrível que pareça, perdi uns 20 minutos ou mais para passar em todas as estações até chegar ao terminal 8.

Chegando lá, o check-in da American estava um verdadeiro inferno. Parecia que todos os americanos tinham resolvido abandonar os EUA ao mesmo tempo.

Eu tinha tentado fazer check-in pelo celular, mas o aplicativo retornou mensagem de erro, indicando que eu procurasse o balcão. Porém, a funcionária da AA não deixou sequer eu entrar na fila do balcão e me direcionou aos totens de auto-atendimento, mesmo eu tendo explicado que faltavam menos de duas horas para o vôo. Todos eles tinham fila e quando finalmente chegou a minha vez, a lei de Murphy resolveu dar o ar da graça: meu passaporte não foi reconhecido na máquina.

Aí começou a bater o desespero. Procurei uma funcionária e expliquei a situação. Em vez de me mandar diretamente para o balcão, ficamos esperando um totem livre para ela tentar o procedimento de novo. E os minutos passando…. 1 hora e 10 minutos para o vôo e eu já suando frio.

Obviamente o check-in também não deu certo com ela e finalmente ela me mandou para…. a fila do balcão! Aí já era, né? A fila basicamente era formada por famílias com trocentas malas! Quando chegou a minha vez, faltavam cerca de 45 minutos para o vôo e fui informado que não poderia mais despachar a mala. Como notícia ruim nunca vem sozinha, a atendente me disse que só havia disponibilidade neste mesmo vôo na semana seguinte.

Detalhe: em dois dias acabavam as férias e eu voltaria ao trabalho!

Foi neste momento que meu anjo da guarda resolveu tomar a frente da situação. A funcionária do balcão, vendo a minha cara de desolação, disse que havia uma solução para eu retornar no mesmo dia ao Brasil, mas eu teria que ser rápido: me deslocar ao aeroporto LaGuardia, pegar um vôo até Miami e de lá retornar para GRU. Perguntei quanto tempo levaria para chegar ao outro aeroporto e ela respondeu cerca de 25 minutos, então eu topei na hora e saí de lá já com o cartão de embarque impresso. Fui correndo para a fila do táxi (nessa época não existia Uber) e adivinha…… sabe a fila de Congonhas umas 11:00 da manhã? Pois é… lá fui eu para o fim da fila perder mais alguns preciosos minutos. Por sorte, o percurso entre os dois aeroportos foi super rápido e 20 minutos depois eu estava no LaGuardia Airport.

Descendo do táxi, o despacho da bagagem foi realizado na calçada do aeroporto, pois eu já estava com meu cartão de embarque em mãos e a AA contava com esteiras e funcionários com essa função já no lado de fora do terminal. Despachei e fui correndo para a inspeção de segurança e portão de embarque, já respirando aliviado por não ter que ligar para o meu chefe explicando que ficaria “só mais uma semana” nos EUA.

Não me cobraram nenhuma taxa extra para modificar o vôo. É importante ressaltar que essa solução só foi possível por dois fatores:

  • Pela boa vontade da funcionária que deu a sugestão;
  • Por eu me comunicar bem em inglês.

Não é comum os americanos procurarem solução para os problemas alheios. A cultura de lá é dizer “I’m so sorry” e chamar o próximo cliente. Portanto eu tive bastante sorte de cruzar com uma pessoa que se compadeceu da situação e procurou uma solução rápida.

O moral deste relato é: chegue com no mínimo 3 horas de antecedência ao JFK e tudo vai dar certo. Mas… se acontecer de perder um vôo, a proximidade com o LaGuardia pode ser a sua salvação.

Um abraço a toda a equipe do PP!

Bruno Ribeiro
Teresina-PI


Comentário

Que sufoco Bruno! Lendo seu relato deu para sentir toda sua angústia com os atrasos que você enfrentou! Rs

Como você mesmo disse, antecedência é chave, principalmente em voos internacionais, já que os procedimentos são mais demorados. Muito bacana a atitude da funcionária da AA de entender sua situação e oferecer uma alternativa.

A dica desse relato é valiosa: não se limite apenas ao aeroporto em que parte/chega seu voo. Muitas cidades do mundo costumam ter mais de uma opção de aeroportos e uma flexibilização do local de partida/chegada pode te salvar de um atraso ou cancelamento, mesmo que envolva fazer uma conexão adicional.

Alguém já passou por uma situação semelhante?


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