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Virgin Atlantic encerra operações em Gatwick e aposenta sua frota de B747

Notícias

Por Equipe | Passageiro de Primeira

Em meio a pandemia de coronavírus, a Virgin Atlantic anunciou algumas medidas para continuar operando durante este período e após ele, visto as incertezas do setor. Entre as decisões feitas está a aposentadoria da sua frota de B747, a suspensão das operações em sua base no aeroporto de Gatwick e a redução de cerca de 3 mil funcionários.


O que diz a empresa?

Seguindo o padrão de crises anteriores, incluindo o 11 de setembro e a Crise Financeira Global, a capacidade em todo o setor de aviação reduzirá significativamente, com a expectativa de recuperação para níveis pré-crise em até três anos. A incerteza sobre quando os voos serão retomado, juntamente com condições de mercado sem precedentes provocadas pela pandemia, reduziu severamente as receitas para a indústria aeronáutica global e a Virgin Atlantic.

Consequentemente, tomamos medidas para reduzir custos, economizar dinheiro e proteger o maior número possível de empregos. A Virgin Atlantic continua a explorar todas as opções disponíveis para obter financiamento externo adicional. Discussões construtivas com várias partes interessadas, incluindo o governo, estão em andamento, enquanto a empresa continua a se beneficiar do apoio dos acionistas. No entanto, para salvaguardar o futuro da companhia aérea para que possa emergir dessa crise um negócio rentável e sustentável, são necessárias outras ações.


Otimização da frota

Como a empresa pretende se estabelecer como uma companhia que pratica a sustentabilidade e respeita o meio ambiente, a Virgin anunciou que operará apenas com aeronaves bimotores a partir de Heathrow e Manchester para os destinos que ela opera.

A partir de hoje, a Virgin Atlantic não usará mais os seus sete 747-400. Outras quatro aeronaves A330-200 se aposentarão no início de 2022, conforme planejado. Segundo a companhia, até 2022, uma frota mais sustentável será composta por 36 aeronaves bimotores, reduzindo as emissões de CO2 em cerca de 10%, aproveitando a eficiência de 18% já alcançada entre 2007 e 2019.


Fechamento da base no Aeroporto de Gatwick

Outra mudança significativa fica na mudança de seu programa de voos de Gatwick para Heathrow – pelo menos durante o atual período pelo qual os voos estão sendo impactados. A companhia informou a intenção de manter seu portfólio de slots em Gatwick, para poder retornar as operações em paralelo com a demanda de passageiros.


Corte de funcionários

A companhia ainda informou que para que consiga sair da crise, lamentavelmente, deve reduzir o número de pessoas empregadas. Hoje (05) a empresa está anunciando uma redução de 3.150 empregos em todas as funções.


O que diz o CEO da Virgin?

“Temos resistido a muitas crises desde o nosso primeiro voo, 36 anos atrás, mas nenhuma foi tão devastadora quanto a Covid-19 e a perda de vidas e meios de subsistência associada para tantas. No entanto, para zelar pelo nosso futuro e criar um negócio lucrativamente sustentável, agora é o momento de novas ações para reduzir nossos custos, preservar dinheiro e proteger o maior número possível de empregos”, comentou Shai Weiss, CEO da Virgin Atlantic.

“É crucial voltarmos à lucratividade em 2021. Isso significará tomar medidas para remodelar e redimensionar a Virgin Atlantic de acordo com a demanda, mantendo sempre nosso pessoal e clientes no centro de tudo o que fazemos”.

“Eu gostaria que não fosse o caso, mas teremos que reduzir o número de pessoas que empregamos. O comprometimento de nossos funcionários durante esta crise foi surpreendente e a personificação do verdadeiro espírito da Virgin. Em tempos de adversidade, devemos nos apoiar para que, finalmente, possamos ter uma Virgin Atlantic mais forte e melhor”

“Depois do 11 de setembro e da crise financeira global, tomamos medidas dolorosas semelhantes, mas felizmente muitos membros de nossa equipe voltaram a voar conosco dentro de alguns anos. Dependendo de quanto tempo durar a pandemia e do período de tempo em que nossos aviões estiverem parados, esperamos que o mesmo aconteça desta vez.”

“Nossa visão para a Virgin Atlantic permanece a mesma – tornar-se a empresa de viagens mais amada, para nosso pessoal e nossos clientes. Depois que a crise se estabilizar, a Virgin Atlantic tem um papel importante a desempenhar na contribuição para a recuperação econômica do Reino Unido, fornecendo conectividade e concorrência essenciais. ”, finalizou Weiss.


Assim como muitas empresas pelo mundo, a companhia é mais uma impactada diretamente com as restrições de viagem e queda na demanda. Lembrando que no mês passado a Virgin Atlantic anunciou que desistiu de voar para o Brasil. A companhia iria operar voos diretos entre São Paulo e Londres a bordo do seu Boeing 787-9 Dreamliner.

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