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Como uma tosse pode espalhar vírus dentro da cabine de um avião?

Notícias

Por Equipe | Passageiro de Primeira

Neste momento, todos já devem estar familiarizados com as boas práticas para evitar o contato pelo COVID-19: usar máscaras, lavar as mãos frequentemente, evitar tocar o rosto, distanciamento social, etc. O ambiente de um avião, porém, impõe ainda mais desafios para tentar barrar o contágio.

foto interna cabine avião

O Washington Post lembrou recentemente a história de uma mulher com gripe que, em 14 de março de 1977, subiu a bordo de um 737 e seguiu para Kodiak, no Alasca, com 53 outros passageiros e tripulantes. Depois que uma falha no motor, a maioria deles ficou na pista com as portas da cabine fechadas e o sistema de ventilação desligado por duas horas. Dentro de três dias, mais 38 pessoas estavam doentes.

Segundo especialistas ouvidos pelo jornal, embora tenha havido avanços significativos desde a década de 1970, e as companhias aéreas tenham passado semanas divulgando suas medidas contra o coronavírus, as cabines de passageiros ainda representam um perigo para a propagação de doenças infecciosas.

O GIF abaixo é uma visualização desenvolvida pela Universidade de Purdue em 2014 que mostra como as minúsculas gotículas invisíveis de uma única tosse fluem através da cabine de um Boeing 767.

Qingyan Chen, Purdue University School of Mechanical Engineering

A simulação reflete vírus que se esapalham e permanecem no ar, isso significa que os germes da respiração, espirro ou tosse de uma pessoa podem permanecer no ar e viajar porque as gotículas são muito pequenas. Mas os cientistas ainda não têm certeza absoluta se o SARS-CoV-2 (COVID-19) se encaixa nessa categoria.

O jornal Daily Mail destacou que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o COVID-19 é transmitido principalmente entre pessoas através de gotículas respiratórias, que são muito maiores em tamanho. Gotas maiores viajam apenas curtas distâncias antes de cair no chão, razão pela qual o distanciamento social recomendado entre as pessoas é de dois metros.

Os aerossóis, por outro lado, são pequenos e podem permanecer no ar por mais tempo e viajar mais – como o mostrado no GIF.


Tecnologias para combater o vírus a bordo

A reportagem do Washington Post ainda destacou que a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) e os principais fabricantes estão cientes do risco de doenças se espalharem nos voos e por isso patrocinam pesquisas buscando melhorias. Luzes ultravioletas que prometem destruir vírus sem ferir os seres humanos estão sendo testadas por cientistas da Universidade de Columbia, que afirmam que as luzes seriam eficazes em cabines de avião, aeroportos, hospitais e escolas. A tecnologia, porém, ainda está em desenvolvimento e a pesquisa ainda não tem data para conclusão.

Além disso, a Boeing está testando banheiros que podem se higienizar em menos de três segundos. Engenheiros da empresa e também da sua principal concorrente, Airbus, exploraram a mudança na maneira como o ar se move em torno dos passageiros para reduzir infecções.

Mas o fato é que, até então, combater doenças e preparar-se para um desastre não eram as principais prioridades do setor, principalmente à medida que as viagens aéreas globais vinham em uma crescente.

As companhias aéreas ressaltaram que todos, ou a maioria de seus aviões, utilizam filtros de ar de alta eficiência. O ar flui através de milhões de camadas de captura de partículas nos filtros e é misturado com o ar aspirado pelos motores, criando uma mistura de aproximadamente 50 a 50 de ar fresco e ar recirculado.

O problema é que os passageiros ainda podem respirar gotículas flutuantes minúsculas da tosse de um passageiro sentado nas proximidades – antes mesmo que o ar que transporta essas gotículas possa ser expelido da cabine e filtrado. Até que ponto as gotículas podem flutuar antes de serem retiradas e limpas tem sido objeto de experimentos cinetíficos, modelagem do fluxo de ar e rastreamento de doenças.


Uso de máscaras 

Segundo os especialistas, a maneira eficaz de prevenir a infecção entre duas pessoas é através do uso de máscaras. O equipamento funciona como uma barreira física que dimnui a disseminação das gotículas de ar expelidas durante espirro e tosse. Por esse motivo, diversas companhias tornaram o uso de máscaras faciais obrigatório durante os voos. No Brasil, essa medida já passa a valer para LATAM e Gol a partir dessa semana.


Você tinha noção de como uma tosse pode se espalhar dentro do avião? Que tipo de mudança vê em novos hábitos e tecnologias para viagens de avião daqui para frente?

Com informações do Washington Post e Daily Mail

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