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Emitindo passagens para Nova Zelândia/Austrália com stopover no Japão usando milhas do Miles&Go – Leitor de Primeira

Leitor de Primeira Notícias

Por Equipe | Passageiro de Primeira

No quadro #LeitorDePrimeira de hoje vamos compartilhar a história do Marcos, que viajará para a Nova Zelândia/Austrália com direito a um stopover no Japão! Como sua ida será via Estados Unidos e a volta via Europa, ele literalmente vai dar uma Volta ao Mundo nessa sua viagem e voar nas executivas da United, Air New Zealand e Turkish. Vamos ao relato!


Relato de Primeira

Apesar de já ter emitido várias passagens com pontos, foi apenas em 2019 que comecei a pesquisar sobre o mundo de milhas com maior profundidade, além de me tornar leitor assíduo do Passageiro de Primeira!

Decidi que as férias de fim de ano de 2019 seriam aproveitadas na Austrália/Nova Zelândia, em um período aberto entre dezembro/janeiro. Comecei a pesquisar passagens econômicas mesmo, querendo apenas pagar pouco.

Foi aí que rolou essa promoção de transferência da TAP casada com o desconto de pontos Livelo e lembrei da tabela fixa para parceiros da Star Alliance (260.000 milhas para Oceania) e pensei: por que não?

Como sou assinante do Clube Livelo e já tinha um tanto de pontos, completei o que faltava para 130.000 e mandei com 100% de bônus para a TAP. Fiz isso antes mesmo de conferir a disponibilidade dos trechos no site da United (não recomendo que façam isso!!).

Após a TAP creditar o bônus das milhas no último dia possível, aproveitei uma folga do trabalho para emitir passagens para a Austrália/Nova Zelândia. Praticamente decorei as informações desse bendito e preciso guia de emissão de passagens usando Miles&Go e  do guia de como encontrar passagens com milhas no site da United.

Resumo: 7 horas ininterruptas de pesquisa e 3 ligações para a TAP resultaram em 3 passagens executivas e 3 passagens econômicas para Nova Zelândia, com volta pela Austrália e stopover no Japão.

Vou separar o relato conforme minhas três tentativas só para ficar mais dramático.

  • 1ª ligação para a TAP

Antes de pesquisar qualquer coisa, liguei para a TAP para tirar algumas dúvidas e perguntar como faria para encontrar os trechos que poderiam ser comprados com milhas. Não foi muito útil, todas as informações já estavam no guia do PP e recomendaram usar o site da United mesmo para buscar as passagens.

Para definir os trechos possíveis, busquei no Matrix Airfare Search, dando atenção apenas para companhias integrantes da Star Alliance, e também busquei as rotas aéreas dos aeroportos de Sydney, Melbourne e Auckland no Flight Radar.

Então, comecei a pesquisar no site da United.

Definidos os trechos possíveis, comecei a buscar trecho a trecho no site da United e anotar os resultados em que a busca retornava os maravilhosos pontinhos azuis de executiva!!

Em resumo, a planilha ficou assim:

  • A primeira coluna indica a cidade de origem
  • A segunda a cidade de destino
  • A terceira a disponibilidade de classe executiva.
  • Grifei os trechos bons em verde, os medíocres em amarelo e os impossíveis em vermelho.

Como encontrei passagem para o Japão em classe executiva, o stopover em parceiros da Star Alliance não possui limite de dias e eu queria muito conhecer o Japão, ancorei minha viagem nessa possibilidade e completei o restante dos trechos da maneira que dava.

Depois de algumas horas, montei um excelente trecho com 5 executivas e 1 econômica:

  • São Paulo – Houston (econômica);
  • Houston – Tóquio (executiva) stopover de 7 dias;
  • Tóquio – Nova Zelândia (executiva);
  • Sydney – Los Angeles (executiva);
  • Los Angeles – Bogotá (executiva);
  • Bogotá – São Paulo (executiva).

Com o roteiro em mãos, parti para a…

  • 2ª Ligação para a TAP

Logo de início tomei o primeiro banho de água fria. O primeiro trecho (São Paulo a Houston) não tinha disponibilidade, nem executiva nem econômica.

Imediatamente pensei que o site da United não seria confiável suficiente para encontrar trechos com milhas da TAP, e que provavelmente o resto do meu roteiro estaria fadado ao fracasso também!

TODAVIA, substituindo São Paulo por Rio de Janeiro consegui fechar o roteiro de ida da maneira que eu tinha pesquisado. O site da United funcionava afinal!

Então comecei a montar o roteiro de retorno com o atendente da TAP. O primeiro Voo (Sydney – Los Angeles) estava disponível, mas Los Angeles – Bogotá – São Paulo não (nem econômica nem executiva).

Pensei: “vou mudar para outra cidade”.

Tentamos algumas outras cidades nos EUA e na América Latina mas nenhuma tinha disponibilidade.

Desliguei e voltei a pesquisar…

Eu já tinha o trajeto de ida pronto, mas precisava achar alguma forma de voltar ao Brasil.

Montei trajetos saindo de Sydney, Melbourne, Auckland, passando por Japão, EUA, Canada, Santiago, Buenos Aires. Por via das dúvidas, pesquisei alguns trechos voltando pelo outro lado do mundo, como China, Cingapura, Dubai, Istambul, África do Sul… Todos os trechos imagináveis.

  • 3ª ligação para a TAP

Repeti o trajeto de ida sem problemas. Interessante que como “default” eles pesquisam passagens para duas pessoas, então é importante destacar quando é apenas um passageiro.

Por via das dúvidas, tentei o trajeto de volta originalmente pensado (eles falaram que o sistema pode variar em questão de minutos), mas sem sucesso. Tentei todas as cidades dos EUA possíveis de conexão, mas nenhuma tinha disponibilidade de voos para o Brasil.

Tentei Canadá… Nothing.

Tentei Japão… 違う.

Tentei China… Nops.

Tentei Santiago… Nein.

Finalmente comecei a tentar trechos de retorno pelo ocidente.

Tentei África do Sul… Non.

Tentei Dubai… Nada.

Tentei Istambul – São Paulo… SIM!

Como Istambul tinha voo para São Paulo, comecei a procurar maneiras de chegar a Istambul enquanto falava com o paciencioso atendente da TAP. Finalmente encontramos o trecho Sydney – Cingapura – Istambul – São Paulo e assim fechei meu trajeto de volta! Infelizmente, apenas o último trecho seria em classe executiva, sendo os demais em econômica.

Em poucas palavras: a viagem para a Austrália acabou contando com stopover no Japão e virando um roteiro de volta ao mundo!

Em resumo, achar passagens de ida para a Oceania foi consideravelmente tranquilo. A volta, “por outro lado”, foi praticamente impossível mesmo em classe econômica. Além disso, o retorno será muito cansativo, com dezenas de horas a bordo.

Pena que a volta ao mundo será tão corrida que nem será aproveitada… Ah não ser que eu perca a conexão em Cingapura e me realoquem em um voo no dia seguinte.

Importante frisar que foram utilizados 260.000 milhas Miles&Go e as taxas extras custaram € 374,77 (uns R$ 1.700,00).

Acham que foi um bom negócio?


Comentário

Incrível Marcos! Parabéns pelo seu empenho em realizar incansáveis buscas no site da United, procurar entre diversas opções de rotas possíveis e ter encontrado uma maneira de viabilizar essa viagem! Emitir passagens para a Oceania utilizando milhas não é tarefa fácil e você otimizou mais ainda essa emissão aproveitando o benefício do stopover da TAP para curtir alguns dias no Japão.

Vale destacar que o Marcos, além do stopover (parada em um ponto de conexão), também utilizou o benefício da TAP do open jaw (bilhete com retorno em cidade diferente de onde chegou), ou seja, vai para Auckland e volta por Sydney.

Agora queremos ver você viabilizar outra Volta ao Mundo, mas dessa vez com mais paradas e depois contar tudo aqui no site! #DesafioLançado #NinjaDetected

Se você tem um história de sucesso e quer ter seu relato publicado aqui, siga as instruções deste post – será um prazer para nós!

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