Garuda Indonesia planeja remover a Primeira Classe e encerrar a maioria das rotas internacionais

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Por Equipe

Planejando cortar gastos e criar um modelo de negócio mais atualizado com as demandas da empresa, a companhia aérea Garuda Indonesia planeja remover sua Primeira Classe e encerrar a maioria das rotas internacionais. A informação foi dada pelo ministro de empresas estatais da Indonésia, Erick Thohir, em entrevista.

As operações da companhia devem se concentrar em assentos de Classes Executiva, Econômica Premium e Econômica como forma de redução de gastos. A empresa também deve priorizar voos domésticos, mantendo somente alguns voos internacionais, como para a Arábia Saudita, por exemplo.

Segundo Thohir, a empresa mantinha um modelo de negócio que não condizia com a capacidade financeira da companhia, refletindo em altos custos de locação, maiores do que das outras companhias aéreas. “A Garuda tinha um modelo de negócio errado no passado, com seus custos de locação muito acima da média do setor, então precisamos corrigir isso”, disse o ministro.


Novos modelos de negócio

Atualmente, a companhia aérea está renovando suas operações para cumprir a meta de retornar ao lucro operacional em 2023, algo que não é visto desde 2019, enquanto reestrutura cerca de US$ 9,5 bilhões em dívidas. A Garuda, que reduziu sua perda no primeiro trimestre, planeja aumentar sua frota para 120 aeronaves de 30 em operação atualmente, retornando ao seu tamanho pré-pandemia.

Os credores da empresa, que incluíam locadoras de aviões, aprovaram no início deste ano um plano para reestruturar passivos no valor de 142 trilhões de rúpias (US$ 9,5 bilhões). O acordo deu à empresa mais espaço financeiro, pois busca capitalizar uma recuperação nas viagens aéreas.


Novos aviões na frota

A Garuda vai adquirir os aviões adicionais de um ou dois locadores atribuídos pela Airbus ou Boeing, disse Thohir, acrescentando que está confiante de que não terá problemas em fazer negócios devido ao enorme mercado de viagens aéreas do país.

A companhia aérea, que é membro da SkyTeam, também está disposta a renegociar um acordo para 49 jatos Boeing 737 MAX que ainda não foram entregues, reduzindo o número de pedidos ou adiando entregas, pontuou o vice-ministro das empresas estatais Kartika Wirjoatmodjo.

“A Boeing queria que mantivéssemos nosso compromisso com a compra do MAX”, disse Wirjoatmodjo, que se reuniu com funcionários da fabricante americana no início deste ano. “Queremos que eles renegociem, assim como a Airbus, adiando as entregas ou reduzindo os pedidos do MAX. Eles não querem. Estamos resolvendo isso ainda”.

A decisão de parar de receber o MAX começou no início de 2019 após dois acidentes – o primeiro ocorrido na Indonésia – que levaram a um impedimento global de voos com modelo.


Comentário

A notícia é frustrante, visto que a Garuda pode se tornar mais uma companhia aérea a deixar de operar com a Primeira Classe.  Vale lembrar que já voamos na Primeira Classe da companhia, em um voo de Amsterdã para Londres, operado pelo Boeing 777-300ER. Relatamos a nossa experiência nesta matéria.

Fonte: Executive Traveller.

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