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GOL fez história ao se tornar a 1ª aérea do mundo a voltar a operar com o Boeing 737 MAX

Notícias

Por Equipe | Passageiro de Primeira

A GOL fez história ao se tornar a primeira companhia aérea do mundo a voltar a operar comercialmente o Boeing 737 MAX, na última quarta-feira (09). A empresa já havia operado um voo com um pequeno grupo de passageiros no início do mês, mas esse era um voo de apresentação, no qual embarcaram executivos da GOL (incluindo seus dirigentes máximos) e profissionais de imprensa.


O voo inaugural

Às 8h24 da manhã da última quarta-feira, a brasileira GOL Linhas Aéreas, entrou para a história da aviação mundial, ao se tornar a primeira companhia aérea do mundo a voltar a realizar voos comerciais com o Boeing 737 MAX.

O voo de número G3-4104, foi operado pela aeronave de prefixo PR-XMB, cujos dados indicam dois anos de operação. Considerando, contudo, que a aeronave passou aproximadamente um ano e nove meses em solo, impedida de voar, vemos que se trata de um avião “novinho em folha”.

A escala oficial do voo, mostrava previsão de partida de São Paulo (GRU), às 8h20, com chegada em Porto Alegre (POA), às 10h00.

Dados de registro do ExpertFlyer, contudo, mostram as informações exatas de partida e chegada do voo, como tendo decolado de São Paulo, efetivamente às 8h24 e pousado em Porto Alegre às 10h02.


O longo processo de recertificação

Desde a primeira quinzena de março de 2019, após dois trágicos acidentes envolvendo a aeronave, o modelo recebeu ordem de todos os órgãos de controle de aviação mundiais, para deixar provisoriamente de voar. A GOL, por exemplo, estacionou a sua frota de sete 737 MAX 8, em 11 de março de 2019.

Nesses cerca de 20 meses, o modelo passou por profundo escrutínio de técnicos e especialistas das principais agências reguladoras da aviação mundial, especialmente da FAA (Federal Aviation Administration) dos Estados Unidos, da EASA (European Union Aviation Safety Agency), na Europa e da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), no Brasil.

A recertificação foi liderada pela FAA, que finalizou o processo no último dia 18/11. Uma semana após, em 25/11, a ANAC seguiu os passos da agência reguladora americana, e também permitiu o retorno das operações com o 737 MAX, tornando-se, assim, a segunda agência reguladora de aviação a recertificar o MAX.

A Agência Europeia para Segurança da Aviação, por seu turno, divulgou diretriz favorável ao retorno da aeronave aos céus do velho continente, mas, em obediência às regras comunitárias, abriu processo de consulta pública por 28 dias, somente após o que, poderão ser efetivamente autorizados os voos com o modelo. Espera-se, com isso, que a liberação ocorra em janeiro de 2021.

O fator comum, nesses processos que garantiram a reemissão do Certificado de Aeronavegabilidade do Boeing 737 MAX, foi a exigência de readequação técnica das aeronaves, inclusive a correção do sistema MCAS e o completo e efetivo treinamento dos pilotos para operar essa aeronave, em específico. A falta desse treinamento especial, inclusive, é indicado por muitos como sendo um dos principais fatores que contribuíram para os dois graves acidentes com o modelo.

No curso desse processo, a Boeing realizou mais de 4.400 horas de testes, incluindo 1.350 voos, nos quais foram simuladas todas as possíveis intercorrências envolvendo o sistema MCAS.

O que vale ressaltar, é que os peritos de todas as agências envolvidas no processo de recertificação da aeronave, foram unânimes em enfatizar que todas as falhas que tenham contribuído para os acidentes com o modelo, foram exaustivamente analisadas e devidamente corrigidas.


Os antecedentes do voo da GOL

Durante esses cerca de 20 meses em que os Boeing MAX 8 estiveram em solo, a GOL esteve atenta a todo o processo de investigação dos acidentes e de requalificação da aeronave pelas agências reguladoras, antecipando-se, sempre que possível, na correção das falhas apontadas.

Nesse processo, foram feitas as readequações das sete aeronaves da companhia, inclusive as modificações do MCAS, em conformidade com a novas diretrizes de aeronavegabilidade emitidas pela ANAC.

Ao final, 140 pilotos da empresa foram submetidos a treinamento nos Estados Unidos, especificamente para operar a aeronave.

A propósito, quando a ANAC emitiu a recertificação da aeronave, notícias de bastidores davam conta de que no mesmo dia, um grande quantitativo de pilotos da GOL embarcou rumo aos Estados Unidos, para realizar o treinamento exigido.

Essa providência, possivelmente foi o fator decisivo para que a empresa tivesse esse protagonismo na retomada de voos com o modelo.

Com efeito, pouco mais de uma semana após, a GOL já estava realizando seu primeiro voo de passageiros com o MAX.

Mas, aquele não era ainda um voo comercial, mas de teste, no qual embarcaram Paulo Kakinoff, diretor presidente da Companhia, Celso Ferrer, vice-presidente de Operações, assim como o membro do Conselho de Administração, Joaquim Constantino, acompanhados de suas famílias.

Já no dia 08/12, era possível constatar que o Boeing 737 MAX-8 da GOL, prefixo PR-XMB, estava escalado para o primeiro voo comercial após a liberação.


Repercussão internacional

O protagonismo da GOL, ao realizar o primeiro voo comercial do mundo com o 737 MAX, após a recertificação da aeronave, repercutiu na imprensa geral e especializada mundo afora, a exemplo das matérias que citamos abaixo.

Essa cobertura internacional, bem demonstra o que representa, não apenas para a GOL, mas sobretudo para a gigante da aviação Boeing, assim como para todo o mercado mundial de aviação, a retomada das operações com o 737 MAX, reequilibrando o disputado mercado de narrow-bodies fuel-efficient, em que os Airbus A320-neo e A321-neo, reinaram absolutos nesse período.


Comentário

Sabemos que ainda vai levar um tempo até que todos os passageiros sintam-se seguros para voar nesse modelo de Boeing 737.

Não podemos deixar de observar, por outro lado, que se há uma aeronave que foi inspecionada à lupa, em seus mínimos detalhes, inclusive em investigações autônomas, essa é o Boeing 737 MAX, o que pode ajudar a superar esse temor inicial de alguns.

Qual o seu sentimento em relação a voltar a voar na aeronave?

Para reservas e informações adicionais, acesse o site da GOL.

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