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Comparando emissões! Cancún para Istambul na Classe Executiva da Turkish Airlines

Notícias Programas de fidelidade

Por Raimundo Junior

Como você vem acompanhando nas últimas semanas, nessa série estamos comparando os custos de uma emissão para a mesma rota e companhia aérea, considerando o resgate em diversos programas de fidelidade. No post de hoje, faremos uma comparação de resgate para voar na Classe Executiva da Turkish Airlines entre Cancún e Istambul, em alguns programas a que temos acesso no Brasil e que mostram opções award para a data pesquisada.

Nas datas pesquisadas, a aeronave escalada é o Boeing 777-300ER, não equipada com a nova cabine de Classe Executiva. Apesar disso, é um bom hard-product, afora a excelência do serviço prestado pela companhia turca, que tem, reconhecidamente, um soft-product acima da média.

Vamos nos referir a Turkish Airlines, mas ressaltamos que foi anunciado que a companhia vai operar com novo nome, Türkiye Hava Yollari, como mostramos aqui no PP.

Muitas vezes, além das milhas em si, há outros fatores que incidem sobre uma emissão, como taxas cobradas pelos próprios programas e companhias aéreas, que têm interferência direta no custo final do resgate.

Pensando nisso, criamos essa série, com o objetivo de ajudar você a tomar a melhor decisão na hora de escolher o programa de fidelidade ideal para a sua emissão.

Para esse comparativo, vamos utilizar como referência os programas Smiles, TAP Miles&Go, KrisFlyer, da Singapore Airlines e MileagePlus, da United Airlines.


Cancún para Istambul na Classe Executiva da Turkish

Dando sequência à nossa série, hoje vamos comparar resgates para voar em Classe Executiva com a Turkish Airlines entre Cancún e Istambul. Como dito no começo, utilizaremos quatro programas de fidelidade a que temos acesso no mercado brasileiro.

Programas de fidelidade

  • Miles&Go (TAP): o programa da aérea portuguesa é parceiro Star Alliance e utiliza tabela fixa para os resgates com parceiros. Para a rota, o programa está permitindo o resgate on-line, o que evita a indesejada perda de tempo da central telefônica;
  • MileagePlus (United Airlines): o programa de fidelidade da United Airlines é parceiro direto da Livelo, o que é ótimo, mas carrega o inconveniente do deságio na conversão, já que a taxa de transferência é de 2:1, ou seja, a cada 2 pontos Livelo transferidos, tem-se apenas 1 milha MileagePlus. Destaque para o fato do programa não repassar as taxas de combustível cobradas por algumas empresas aéreas;
  • Smiles (GOL): o programa da laranjinha é parceiro bilateral da Turkish Airlines e não utiliza tabela fixa. Apesar disso, trabalha dentro de “limites informais”, mas tem cobrado valores elevados para os resgates com a aérea turca;
  • KrisFlyer (Singapore Airlines): o programa de fidelidade da Singapore Airlines é o mais novo parceiro do Membership Rewards do American Express do Santander e tem bons valores para resgates nos parceiros Star Alliance. Apesar da conversão simples 1:1 no MR do Amex-Santander, o que é excelente, ainda não há maneiras baratas de gerar milhas KrisFlyer nessa modalidade, pois os cartões American Express não foram incluídos no último Bateu, Ganhou!. Ainda assim, a chegada do KrisFlyer abre espaço para os bons resgates que o programa oferece, tanto para voos próprios quanto para resgates para voar nos parceiros.

Custos de geração das milhas e pontos

O custo relativo das “moedas” envolvidas em cada um desses resgates, é de extrema relevância para avaliar os custos finais de cada emissão.

Para apurar o CPM (custo médio por milheiro) em cada um dos programas mostrados na matéria, vamos levar em consideração os melhores valores de aquisição desses pontos, conforme as promoções dos últimos meses, assim como as perspectivas de curto prazo.

Apesar da grande virada que tivemos recentemente no TAP Miles&Go, abandonando a estratégica de promoções agressivas de transferências bonificadas com parceiros bancários do Brasil, ainda há resgates imbatíveis no programa lusitano.

O bônus máximo da última campanha, não vinculado à compra de pontos, foi de 60%. Além disso, não incluiu a Livelo, único parceiro em que há como precificar a compra de pontos.

Por essa razão, vamos focar o padrão comparativo no valor dos milhas gerados no Club TAP Miles&Go Platinum, que fica em torno de R$33,22. Para chegar a esse CPM, consideramos as 108 mil milhas geradas pelo Club Platinum num cliclo de assinatura (12 x 8.000 milhas mensais + 12.000 milhas de bônus de assinatura, fora de campanhas promocionais), face ao custo de R$3.588 (10 x R$358,80).

Para Smiles, vamos considerar o valor oferecido em campanhas de compra de milhas com desconto, com percentual de 70%, que tem tido com alguma regularidade nos últimos anos, o que daria um CPM de R$21 para ambos.

Para o MileagePlus, da United Airlines, vamos levar em consideração a custo da geração de pontos Livelo, que transfere para o programa com a taxa 2:1, o que daria um CPM mínimo de R$70. Apesar do alto custo, o programa tem alguns resgates muito bons, de modo que pode ser vantajoso o seu uso, apesar do deságio na transferência.

Sobre as milhas KrisFlyer, vale lembrar que desde que o MR dos AMEX-Bradesco foi transferido para a Livelo, ficamos sem opções para gerar milhas KrisFlyer no mercado doméstico.

Por isso a inclusão do programa no novo Membership Rewards dos AMEX-Santander, com a taxa 1:1, é motivo para comemorar. Apesar disso, ainda não temos opções baratas de gerar pontos no MR do Amex-Santander, já que o cartão, infelizmente, não entrou na última campanha Bateu, Ganhou!.

Como ainda não é possível comprar pontos MR, como acontence hoje com os pontos Esfera, balizaremos o custo no uso de cartão de crédito para pagamentos em carteiras digitais, com taxas.

Vamos usar como referência a pontuação do The Platinum Card, de 2,2 pontos por dólar e a taxa média de 2,80% para pagamento de boletos.

Nesse patamar, encontramos um CPM na casa de R$73,56, considerado o dólar oficial do fechamento de 06 de julho + 6% de spread.


Comparação geral

Como esse resgate não apresenta variação em função do sentido da rota, vamos nos limitar a mostrar o resgate é one-way, apenas no sentido de ida.

Miles&Go (TAP) – Classe Executiva
Milhas: 80.000
Taxas: R$1.618,29

O TAP Miles&Go, apesar de repassar a taxa de combustível, tem a mais baixa tarifa para a rota, além de ser um programa com um dos mais baixos CPM de geração de milhas, por isso imbatível nessa rota.

MileagePlus (United Airlines) – Classe Executiva
Milhas: 82.500
Taxas: US$39,25 (R$214)

Apesar de não ser um dos melhores exemplo de uso das valiosas milhas do MileagePlus, que cobra tarifa mais elevada em milhas que o TAP Miles&Go, o baixo valor das taxas, já que o programa americano não repassa as taxas de combustível cobradas por algumas empresas aéreas, ainda o posiciona relativamente bem, no comparativo para a rota.

Smiles (GOL) – Classe Executiva
Milhas: 234.300
Taxas: R$1.462,58

Apesar do excelente custo médio de geração, a tarifa exorbitante em milhas cobradas para o voo, associada ao repasse da Taxa de Combustível, torna o resgate pouco atrativo pela Smiles.

KrisFlyer (Singapore Airlines) – Classe Executiva
Milhas: 92.000
Taxas: R$1.480 (estimado)

Definitivamente, esse não é um resgate para ser feito pelo Krisflyer, especialmente após a nova tabela.

Vale dizer, ainda, que apesar ter uma ótima plataforma de resgate e emissão on-line, para esse rota o KrisFlyer não retornou resultados, o que nos obrigou a utilizar a nova tabela fixa para parceiros Star Alliance (reajustada), que mostra os valores para resgate round-trip (ida e volta). Para um trecho, basta dividir por dois.

Usamos como taxas, os valores tarifados pelo M&G, deduzidos os 25 euros cobrados pelo programa português pela taxa de resgate on-line. O que pesa em desfavor do KrisFlyer, como estamos repetindo nas últimas postagens, é que ainda não há, no mercado nacional, meios minimamente baratos de gerar suas milhas, o que se agravou nas últimas semanas, com a deterioração do câmbio (que repercute na taxa de conversão, para fins de pontuação de cartão de crédito).


Comparação efetiva

Como pontuamos no tópico anterior, esse resgate não varia em função do sentido da rota, por isso vamos mostrar uma única tabela comparativa para um trecho avulso (one-way) Para calcular uma viagem de ida e volta (round-trip), basta duplicar os valores:

Resgate one-way (só ida) Cancún – Istambul – Classe Executiva

Esse é um dos casos em que o menor número em milhas, representa o melhor custo x benefício, o que nem sempre acontece. Aliás, nas últimas posiçoes do comparativo, temos um bom exemplo disso. O custo de geração do KrisFlyer o deixa na lanterna dessa avaliação, a despeito da Smiles cobrar quase o triplo de milhas do programa singapuriano. O custo de geração das milhas e as taxas cobradas no resgate faz a diferença, no caso.


Fatores a considerar

Custos referenciais variáveis: tenha em mente que os custos de milhas e pontos que adotamos nos nossos cálculos, podem variar de usuário para usuário, inclusive em decorrência da utilização eventual de alguns cartões de crédito. Não levamos em conta os muitos leitores que detêm cartões emitidos no mercado internacional, cujos custos teriam outra avaliação;

Falta de uniformidade sobre a definição do custo de milhas e pontos: para a matéria, levamos em conta os custos das taxas em pagamentos feitos em carteiras digitais, já que, no momento, essas são as modalidades mais em conta para ter acesso às milhas do Membership Rewards dos cartões Amex Santander. Não esqueça, contudo, que há outras formas de considerar esses custos. Muitos consideram “zero” o custo dos pontos gerados no cartão em gastos orgânicos, o que reduz muito o valor médio, a depender do volume de gastos. Particularmente, prefiro ter como referência o custo de geração por meios pagos, para o caso de precisar de grande quantidade, que escape da geração através de gastos do dia a dia. Não podemos dizer, entretanto, que uma forma seja mais correta que a outra;

Fique atento ao custo relativo das milhas e a incidência de taxas: como mostra nosso comparativo, nem sempre o menor número de milhas, representa o menor custo. Apesar de não ser o caso da matéria de hoje, temos visto no comparativo de outras semanas, que o resultado do custo efetivo, muitas vezes posiciona o programa que exige o maior número e milhas, na primeira colocação. Portanto, leve em conta, sempre, o valor relativo dessas milhas, além de outros custos incidentes, como  taxas de emissão e/ou de combustível;

Outros fatores: além desses fatores, também é prudente levar em consideração se há milhas próximas ao vencimento em algum dos programas em que o resgate é permitido. Adicionalmente, não deixe de avaliar os mecanismos de que você dispõe para repor essas milhas, num futuro próximo ou médio. Opte por não utilizar aquelas milhas e pontos que já sabe que vai utilizar para outro resgate, no qual as outras milhas e pontos não podem ser usadas, exceto se tiver saldo para ambos os resgates.


Comentário

Ter uma visão geral do custo relativo das milhas e pontos, é fundamental para avaliar os melhores resgates em cada um dos programas de usuário frequente. Quando o resgate é possível em mais de um desses programas, essa comparação se mostra ainda mais relevante para que tenhamos sempre os maiores benefícios no uso eficiente desse ativo de valor, que é nosso acervo de milhas e pontos.

E você, costuma comparar os custos do resgate em cada programa que utiliza? Quais os principais fatores que costuma priorizar?


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