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Comparando emissões! Doha para Paris na Primeira Classe da Qatar Airways

Notícias

Por Raimundo Junior

Como você vem acompanhando nas últimas semanas, nessa série estamos comparando os custos de uma emissão para a mesma rota e companhia aérea, considerando o resgate em diversos programas de fidelidade. Hoje, vamos trazer um resgate para voar na Primeira Classe da Qatar Airways de Doha para Paris.

No post de hoje, faremos a comparação para resgatar um dos voos mais desejados para emissão com milhas a que temos acesso no Brasil, a Primeira Classe da Qatar Airways entre Doha e Paris. Nesse voo de cerca de 7h, é possível curtir a ótima cabine de Primeira Classe da Qatar Airways no icônico A380.

Muitas vezes, além das milhas em si, há outros fatores que incidem sobre uma emissão, como taxas cobradas pelos próprios programas e companhias aéreas, que têm interferência direta no custo final do resgate. Cabe analisar, sobretudo, o seu custo de geração das milhas, o que pode tornar um resgate com um número maior de milhas, mais barato.

Pensando nisso, criamos essa série, com o objetivo de ajudar você a tomar a melhor decisão na hora de escolher o programa de fidelidade ideal para a sua emissão.

Nessa rota, apenas a Qatar Airways, companhia membro da aliança global oneworld, voa direto DOH-CDG.

Nesse comparativo, merece destaque a constatação de que, apesar do alinhamento da tabela entre os programas Privilege Club, da Qatar Airways, Executive Club, da British Airways e Iberia Plus, da espanhola Iberia, a precificação com o programa da própria Qatar mostra valores ligeiramente mais baixos, inclusive em taxas.

Para esse comparativo, vamos utilizar como referência, além dos três citados programas que trabalham com Avios – Privilege Club, da Qatar Airways, Executive Club, da British Airways e Iberia Plus, da Iberia – o AAdvantage, da American Airlines, e o LATAM Pass, da LATAM Airlines, visto que o resgate com parceiros, obedecendo a tabela fixa, já foram restabelecidos.


Doha para Paris na Primeira Classe da Qatar Airways

Dando sequência à nossa série, hoje vamos fazer um comparativo do resgate para voar entre Doha e Paris na desejada Primeira Classe do A380 da Qatar Airways, reconhecida não apenas pelo conforto e requinte do assento, mas pelo serviço de nível diferenciado, com opções de resgate ulitizando, afora o nacional LATAM Pass, programas que, embora internacionais, temos acesso utilizando cartões de crédito do mercado nacional e/ou paranauês para transferência de pontos.

Programas de fidelidade

  • LATAM Pass (LATAM Airlines): o programa de fidelidade da LATAM, apesar das idas e vindas e das intermináveis dificuldades de se emitir com parceiros utilizando a tabela fixa, voltou a apresentar alguma estabilidade nesses resgates, com notícia de vários amigos e leitores que voltaram a resgatar pela central telefônica, utilizando a tabela fixa. Esses dias, inclusive, tive notícia de emissão em que foi dispensada a cobrança da Taxa de Combustível, que o programa já informou ao Passageiro de Primeira que se trata de falha sistêmica, como mostramos aqui no site.
  • AAdvantage (American Airlines): o programa de fidelidade da American Airlines é, para muitos, o melhor programa a que temos acesso no Brasil e um dos melhores do mercado mundial. Particularmente, partilho dessa avaliação, apesar de reconhecer que a chegada de KrisFlyer e Flying Blue ao Amex Santander, trouxe concorrentes à altura para o nosso ambiente doméstico de milhas e pontos. E o melhor é que em situações especiais, como na última promoção que se encerrou no final de abril, foi possível gerar até 4 pontos por dólar gasto nas compras com o cartão de crédito AAdvantage Mastercard Black do Santander, durante a campanha Bateu-Ganhou;
  • Privilege Club (Qatar Airways): conforme anunciamos aqui no Passageiro de Primeira em março passado, o Privilege Club passou a adotar Avios como sua “moeda” de resgates, permitindo compartilhar esse Avios com o Executive Club, da British Airways. Desde então, é possível compartilhar os Avios da sua conta Executive Club, da British Airways, com a sua conta do Privilege Club, da Qatar Airways e vice-versa. Considerando que o programa detém algumas parcerias bilaterais fora do oneworld, essa funcionalidade de compartilhamento de Avios pode ser bastante útil;
  • Executive Club (British Airways): o programa de fidelidade da British Airways é parceiro direto da Livelo, mas também recebe Avios por via triangular, do programa Esfera, combinando Avios com o Iberia Plus, que é parceiro Santander Esfera. O nosso interesse em falar do compartilhamento de Avios entre Iberia Plus e Executive Club, é que, assim como o AAdvantage, os cartões da Esfera também participam das campanha Bateu-Ganhou, como a que se encerrou em 30 de abril passado, o que facilita bastante a geração de pontos no programa. Mesmo com a lamentável desvalorização de 50% na taxa de transferência da Esfera, ainda é possível gerar Avios a um custo razoável, em circunstâncias excepcionais, como no Bateu-Ganhou;
  • Iberia Plus (Iberia): o programa de fidelidade da Iberia é parceiro direto tanto da Esfera quanto da Livelo, além de compartilhar Avios com o Executive Club – de onde podem chegar ao Privilege Club, também por compartilhamento. O melhor custo de geração, asssim como já falamos sobre o Executive Club, é tirando proveito das campanhas Bateu-Ganhou do Santander, como a que se encerrou recentemente, o que facilita bastante a geração de pontos no programa. Mesmo com a lamentável desvalorização de 50% na taxa de transferência da Esfera, ainda é possível gerar Avios a um custo razoável, em circunstâncias excepcionais, como no comentado Bateu-Ganhou.

Custos de geração das milhas e pontos

O custo relativo das “moedas” envolvidas em cada um desses resgates, é de extrema relevância para avaliar os custos finais de cada emissão.

Para apurar o CPM (custo por mil milhas) em cada um dos programas mostrados na matéria, vamos levar em consideração os melhores valores de aquisição desses pontos, conforme as promoções dos últimos meses, assim como as perspectivas de curto prazo.

Para o LATAM Pass, vamos considerar o valor da venda de pontos com 70% de desconto, que temos visto com certa frequência, o que permite adquirir pontos com CPM de R$21. Vale lembrar que esse custo poderia ser ainda melhor, para quem se habilitou à compra de Livelo com 50% de desconto – CPM de R$35) e tirou proveito do Bumerangue com a Livelo, cujos bônus reais variavam entre 97% e 107%.

No caso do AAdvantage, cujo acesso no mercado brasileiro se dá através do cartão de crédito co-branded Santander AAdvantage Mastercard Black, Platinum ou Gold, que participou da última campanha Bateu, Ganhou!. Na melhor versão, Black, as compras permitiram acumular até 4 pontos por dólar gasto, ante os habituais 2×1.

Assim, levando em conta essa pontuação excepcional do Santander AAdvantage Black durante a última campanha, de 4×1, com utilização em carteiras digitais com a taxa média de 2,80% para pagamento de boletos, encontraríamos um CPM aproximado de R$38, considerado o dólar oficial do fechamento de 30 de junho + 6% de spread.

Para o Privilege Club, Executive Club e Iberia Plus, o custo é exatamente o mesmo, em função da possibilidade de compartilhamento de Avios em sequência – Iberia Plus -> Executive Club -> Privilege Club -> Executive Club -> Iberia Plus. Privilege Club não recebe Avios de qualquer parceiro nacional, mas se beneficia do compartilhamento de Avios com o Executive Club, que por sua vez, compartilha Avios com o Iberia Plus.

British Executive Club e Iberia Plus têm parceria direta com Livelo, com a taxa 2:1, que daria um CPM mínimo de R$70, por isso a opção mais inteligente é considerar o melhor custo através da triangulação com o Iberia Plus, com quem é possível compartilhar Avios, de modo a tirar proveito, também, das promoção Bateu, Ganhou! do Santander, como a última que se encerrou em 30/04,  não obstante o programa não esteja na lista de parceiros da Esfera. Para os que não recordam, vela ler essa excelente matéria em que Fábio Vilela nos ensina como transferir Avios entre os programas da British Airways e Iberia.

Por isso, podemos calcular os custos dos Avios do Iberia Plus, como se tivéssemos tratando do Executive Club ou Privilege Club, já que, uma vez creditados seus Avios no programa da companhia espanhola, basta transferi-los, sem custos, para a sua conta no British Executive Club e de lá para o Privilege Club, da Qatar Airways.

No caso dos cartões Esfera puros, a melhor opção está com os cartões Santander Unlimited Visa Infinite ou Mastercard Black. Nesses cartões, a pontuação da promoção que se encerrou no final de abril, foi de 5×1. Nesse patamar, com utilização em carteiras digitais com a taxa média de 2,80% para pagamento de boletos, teríamos um CPM aproximado de R$31 para os pontos Esfera, considerado o dólar oficial do fechamento de 30 de junho + 6% de spread. Infelizmente, os Avios chegam no Iberia Plus/Executive Club, com o salgado CPM de R$62, em função do deságio (2:1).


Comparação geral

Como esse resgate não apresenta variação em função do sentido da rota, vamos nos limitar a mostrar o resgate one-way, apenas no sentido de ida.

Resgate one-way (só ida/volta) | Doha (DOH) x Paris (CDG) | Qatar Airways | Primeira Classe

LATAM Pass (LATAM Airlines)
Milhas: 78.000
Taxas: R$198

Anexamos os valores da tabela para a rota Oriente Médio-Europa, em Primeira Classe, uma vez que o LATAM Pass deixou de mostrar online as pesquisas com parceiros pela tabela fixa.

AAdvantage (American Airlines)
Milhas: 62.500
Taxas: R$197

Privilege Club (Qatar Airways)
Milhas: 64.500
Taxas: QAR400 (aproximadamente R$570)

Executive Club (British Airways)
Milhas: 64.500
Taxas: $107 (aproximadamente R$560)

Iberia Plus (Iberia)
Milhas: 64.500
Taxas: $161 (aproximadamente R$842)

Embora o LATAM Pass seja o programa que cobra, dentre os 5 considerados, a maior quantidade de milhas/pontos, é de longe o que oferece o menor custo de geração, por isso está no topo do ranking desse comparativo. Apesar disso, é o que apresenta a maior dificuldade operacional para a emissão, sendo o único dentre os analisados, que não permite o resgate online.

O AAdvantage cobra valores em milhas levemente inferiores, mas leva vantagem em relação ao “grupo Avios”, pelo menor custo de geração das milhas no Cartão de Crédito Santander AAdvantage Mastercard Black.

Acaso tivéssemos que comprar milhas AAdvantage/Avios, no mercado internacional (Estados Unidos e Espanha/Inglaterra/Catar), o resultado seria diferente, pois as milhas AAdvantage são as mais caras para compra direta, mesmo nas melhores promoções históricas.

Os valores cobrados pelos programas que utilizam o sistema de Avios está alinhado, exceto a taxa mais elevada cobrada pelo Iberia Plus.

Outra questão que merece destaque, é que as taxas cobradas pelo Executive Club e Privilege Club são equivalentes, ao passo que o Iberia Plus está cobrando taxa mais de 50% superior. Parece que a melhor integração entre Executive Club e Privilege Club, deixou o programa espanhol um passo atrás, ao menos nos resgates envolvendo a Qatar Airways.


Comparação efetiva

Como pontuamos no tópico anterior, esse resgate não varia em função do sentido da rota, por isso vamos mostrar uma única tabela comparativa, de um trecho avulso (one-way) Para calcular uma viagem de ida e volta (round-trip), basta duplicar os valores:

Resgate one-way (só ida) – Doha x Paris – Primeira Classe

Embora o LATAM Pass possa ser considerado o vencedor, deve-se levar em conta outros fatores, como as dificuldades de resgate pela central, o problema da taxa YQ que, apesar de confirmado pelo programa que se trata de cobrança indevida, ainda está havendo dificuldade de exclusão, dentre outros. Os valores de custo do AAdvantage estão alinhados, com cerca de 25% a mais, mas permitem resgate online, imediato, com poucos cliques. Não seria exagero dizer que há um empate técnico, considerados esses e outros fatores a favor do AAdvantage.

Infelizmente, o alto custo de geração dos Avios, em função do deságio da transferência de 2:1, torna os custos elevados pelos programas do sistema Avios, que também estariam alinhados, não fosse esse fator.


Fatores a considerar

Custos referenciais variáveis: tenha em mente que os custos de milhas e pontos que adotamos nos nossos cálculos, podem variar de usuário para usuário, inclusive em decorrência da utilização eventual de alguns cartões de crédito. Não levamos em conta os muitos leitores que detêm cartões emitidos no mercado internacional, cujos custos teriam outra avaliação;

Falta de uniformidade sobre a definição do custo de milhas e pontos: para a matéria, levamos em conta os valores de compra de pontos com desconto, no LATAM Pass. Para os outros programas, consideramos os custos das taxas em pagamentos feitos em carteiras digitais, já que, no momento, essas são as modalidades mais em conta para ter acesso às milhas do AAdvantage e aos Avios do Executivo Club/Privilege Club. Não esqueça, contudo, que há outras formas de considerar esses custos. Muitos consideram “zero” o custo dos pontos gerados no cartão em gastos orgânicos, o que reduz muito o valor médio, a depender do volume de gastos. Particularmente, prefiro ter como referência o custo de geração por meios pagos, para o caso de precisar de grande quantidade, que escape da geração através de gastos do dia a dia. Não podemos dizer, entretanto, que uma forma seja mais correta que a outra;

Fique atento ao custo relativo das milhas e a incidência de taxas: como mostram os comparativos das últimas semanas, nem sempre o menor número de milhas, representa o menor custo. Pelos parâmetros de custos que utilizamos na matéria, por exemplo, o programa com o maior valor em pontos, acabou levando o trofeu de menor custo efetivo, enquanto os valores razoáveis em Avios, acabou tornando o resgate mais de 100% mais caro, pelo custo de geração. Portanto, leve em conta, sempre, o valor relativo das milhas e pontos, além de outros custos incidentes, como  taxas de emissão e/ou de combustível;

Outros fatores: além desses fatores, também é prudente levar em consideração se há milhas próximas ao vencimento em algum dos programas em que o resgate é permitido. Adicionalmente, não deixe de avaliar os mecanismos de que você dispõe para repor essas milhas, num futuro próximo ou médio. Opte por não utilizar aquelas milhas e pontos que já sabe que vai utilizar para outro resgate, no qual as outras milhas e pontos não podem ser usadas, exceto se tiver saldo para ambos os resgates.


Comentário

Ter uma visão geral do custo relativo das milhas e pontos, é fundamental para avaliar os melhores resgates em cada um dos programas de usuário frequente. Quando o resgate é possível em mais de um desses programas, essa comparação se mostra ainda mais relevante para que tenhamos sempre os maiores benefícios no uso eficiente desse ativo de valor, que é nosso acervo de milhas e pontos.

E você, costuma comparar os custos do resgate em cada programa que utiliza? Quais os principais fatores que costuma priorizar?


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