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Europa autoriza a volta das operações comercias do Boeing 737 MAX

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Por Equipe | Passageiro de Primeira

Após ser liberado pelas agências de aviação dos Estados Unidos (FAA) e Brasil (ANAC), chegou a vez da agência de aviação europeia (EASA – European Union Aviation Safety Agency) autorizar o Boeing 737 MAX a voltar a operar.

Europa MAX

As mudanças que foram exigidas pela EASA incluem uma recertificação do sistema de controle de voo do avião, chamado Sistema de Aumento das Características de Manobra, ou MCAS, que não fazia parte dos modelos 737 anteriores, um pacote de atualizações de software, um retrabalho do sistema elétrico, verificações de manutenção, atualizações do manual de operações e treinamento de nova tripulação.

Todos os pilotos do MAX agora precisarão passar por um treinamento especial único, inclusive em um simulador, para garantir que estejam totalmente familiarizados com o avião reprojetado e sejam capazes de lidar com cenários específicos que possam surgir durante o voo.


O que disse a EASA?

“Temos plena confiança de que a aeronave é segura, condição prévia para dar nossa aprovação. Mas continuaremos monitorando de perto as operações do 737 MAX conforme a aeronave retoma o serviço”, disse o Diretor Executivo da EASA, Patrick Ky. “Paralelamente, e por nossa insistência, a Boeing também se comprometeu a trabalhar para aprimorar ainda mais a aeronave no médio prazo, a fim de atingir um nível de segurança ainda maior”, complementou.

“Após uma extensa análise da EASA, determinamos que o 737 MAX pode retornar ao serviço com segurança. Esta avaliação foi realizada com total independência da Boeing ou da Federal Aviation Administration (FAA) e sem qualquer pressão econômica ou política – fizemos perguntas até obtermos respostas e buscarmos soluções que atendessem aos nossos exigentes requisitos de segurança. Realizamos nossos próprios testes de voo e sessões de simulador e não dependemos de terceiros para fazer isso por nós”, finalizou Ky.


Volta das operações com o MAX na Europa

Apesar do sinal verde da EASA, o retorno efetivo da aeronave aos céus da Europa ainda pode levar algum tempo. As companhias aéreas ainda precisarão garantir que seus pilotos tenham recebido o treinamento necessário para pilotar o avião e que a manutenção e as mudanças necessárias tenham sido realizadas após o longo hiato de operações com o modelo. Alguns países da União Europeia também terão que suspender seus próprios avisos de aterramento individuais, e o Reino Unido, que deixou o bloco, terá que tomar suas próprias decisões.

A pandemia também se tornou um empecilho para que o modelo retornasse imediatamente. Isso se deve, pois muitas companhias aéreas estão voando bem menos vezes do que voavam em tempos normais, o que a EASA disse que pode afetar o ritmo de retorno da aeronave às operações comerciais.


Volta das operações do MAX no Brasil

A ANAC retirou a Diretriz de Aeronavegabilidade que restringia a operação do MAX no Brasil após concordar com a avaliação da FAA de que todos os elementos técnicos e regulatórios necessários para endereçar as questões de segurança foram realizados. A Diretriz de Aeronavegabilidade da FAA, divulgada no dia 20 de novembro de 2020, foi adotada também pela ANAC e tem vigência automática no Brasil, devendo ser cumprida de imediato pelos operadores aéreos que pretendem operar o modelo.

A aprovação do novo projeto do Boing 737-8 MAX reuniu apenas as quatro autoridades de aviação que compõe o fórum Certification Management Team (CMT): a autoridade da União Europeia European Union Aviation Safety Agency (EASA), a canadense Transport Canada Civil Aviation (TCCA) e a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que discutiram em conjunto com a FAA quais seriam as exigências para o retorno do modelo de aeronave às operações.

A GOL foi a primeira companhia aérea do mundo a operar um voo com o modelo, após a liberação das agências. O voo operacional contou com representantes da ANAC e da Boeing a bordo, e foi comandado por pilotos da GOL recentemente treinados nos Estados Unidos, sempre de acordo com as novas recomendações das autoridades aeroportuárias.


Liberação do modelo pela FAA

A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) rescindiu a ordem que suspendia as operações comerciais da Boeing 737-8s e 737-9s. A mudança permitiriu que as companhias aéreas que estão sob a jurisdição da FAA, incluindo aquelas nos EUA, tomassem as medidas necessárias para retomar o serviço e que a Boeing também começasse a fazer as entregas do modelo.

No entanto, foi estipulado uma diretriz de aeronavegabilidade emitida pela FAA, que especifica os requisitos que devem ser atendidos antes que as transportadoras americanas possam retomar o serviço. Assim como na EASA, elas incluem, entre outras medidas, melhorias de software, completando modificações de separação de fios, conduzindo treinamento de pilotos e realizando atividades de preservação completas que irão garantir que os aviões estejam prontos serviço.


O que disse a Boeing?

Ainda em novembro de 2020, o CEO da Boeing, David Calhoun disse o seguinte: “Nunca esqueceremos as vidas perdidas nos dois trágicos acidentes que levaram à decisão de suspender as operações. Esses eventos e as lições que aprendemos como resultado remodelaram nossa empresa e focalizaram ainda mais nossa atenção em nossos valores fundamentais de segurança, qualidade e integridade.”

Ao longo dos últimos 20 meses, a Boeing tem trabalhado em estreita colaboração com as companhias aéreas, fornecendo recomendações detalhadas sobre armazenamento de longo prazo e garantindo que suas informações sejam parte do esforço para retornar os aviões ao serviço com segurança.


A permissão da EASA põe fim em um hiato de operações do modelo de 22 meses, dado após dois acidentes com o jato que causou, ao todo, 346 mortes.

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