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Comparando emissões! Ilhas Seychelles para Ilhas Maldivas na Classe Executiva da Emirates

Notícias Programas de fidelidade

Por Raimundo Junior

Como você vem acompanhando nas últimas semanas, nesta série estamos comparando os custos de uma emissão para a mesma rota e companhia aérea, considerando o resgate em diversos programas de fidelidade. No post de hoje, faremos uma comparação de resgate para voar na Classe Executiva da Emirates entre as Ilhas Seychelles e as Ilhas Maldivas, com conexão em Dubai, em dois programas a que temos acesso no Brasil.

Muitas vezes, além das milhas em si, há outros fatores que incidem sobre uma emissão, como taxas cobradas pelos próprios programas e companhias aéreas, interferindo diretamente no custo final do resgate. Pensando nisso, criamos esta série, com o objetivo de ajudar você a tomar a melhor decisão na hora de escolher o programa de fidelidade ideal para a sua emissão.

Para esse comparativo, vamos utilizar como referência apenas os programas Smiles e TAP Miles&Go. Por fim, cabe ressaltar que, para a nossa comparação, escolhemos um horário em que ambos os voos são operados pelo Boeing 777, mas lembre que não temos garantia se serão aeronaves retrofitadas, cuja cabine é a mostrada acima.


Ilhas Seychelles para Maldivas com layover de 1 dia em Dubai

Dando sequência à nossa série, hoje vamos comparar resgates para voar em Classe Executiva com Emirates entre duas das mais paradisíaca ilhas do planeta: Seychelles, no leste africano e Maldivas, na Ásia (Sub-continente Indiano). Como dito no começo, utilizaremos apenas dois programas de fidelidade a que temos acesso no mercado brasileiro.

Programas de fidelidade

  • TAP Miles&Go: o programa da aérea portuguesa é parceiro Star Alliance e utiliza tabela fixa para os resgates com parceiros. Aliás, a rota entre as regiões África Ocidental, Central e Oriental, além de Ásia, cobra 80.000 milhas para voar em Classe Executiva. Infelizmente, ao contrário da Smiles, os resgates com Emirates não são permitidos online, o que evitaria a indesejada perda de tempo na central telefônica;
  • Smiles (GOL): depois de um período de indisponibilidade, a Smiles voltou a mostrar emissões award na Classe Executiva da Emirates. Assim como da TAP, o programa é parceiro bilateral da Emirates e não utiliza tabela fixa. Apesar disso, trabalha dentro de “limites informais”, mais ou menos tabelado, por origem e destino, desde que tenha vaga award para a data pesquisada;

Custos de geração das milhas e pontos

O custo relativo das “moedas” envolvidas em cada um destes resgates é de extrema relevância para avaliar os valores finais de cada emissão. Para apurar o CPM [custo para cada mil milhas] em cada um dos programas, vamos levar em consideração as melhores aquisições destes pontos de acordo com as promoções dos últimos meses e com as perspectivas de curto prazo.

Smiles

Para Smiles, vamos considerar o valor oferecido recentemente na compra de milhas bonificada, em que foi possível adquirir até 400 mil milhas (100 mil + 300 mil de bônus), ao CPM de R$ 17,50. Leve em conta, também, que o programa tem feito nos últimos anos, algumas campanhas de transferência bonificada de Livelo e Esfera, com até 100% de bônus, o que permite geração de milhas a custo similar.

TAP Miles&Go

Recentemente, o TAP Miles&Go deixou de fazer as suas usuais promoções agressivas de transferências bonificadas com parceiros financeiros do Brasil. Por exemplo, o bônus máximo da última campanha, não vinculado à compra de pontos, foi de 60% e a oferta não incluía a Livelo, único parceiro em que há como precificar a compra de pontos.

Por tal razão, vamos focar o padrão comparativo no valor das milhas do Club TAP Miles&Go Platinum, que fica em torno de R$ 33,22. Para chegar a esse CPM, consideramos as 108 mil milhas geradas num ciclo de assinatura (12 x 8.000 milhas mensais + 12.000 milhas de bônus de assinatura, fora de campanhas promocionais), face ao custo de R$ 3.588,00 (10 x R$ 358,80) do Club.


Comparação geral

Como esse resgate não apresenta variação em função do sentido da rota, vamos nos limitar a mostrar o resgate one-way, apenas no sentido de ida.

Smiles (GOL) – Classe Executiva
Milhas: 142.800
Taxas: R$ 2.597,00

Apesar de cobrar um valor absoluto consideravelmente maior, a Smiles leva pequena vantagem sobre o programa português pelo baixo custo de geração. Outro fator que também estimamos valioso, embora não avaliado no comparativo em si, é o fato da Smiles permitir toda a operação online.

TAP Miles&Go – Classe Executiva
Milhas: 80.000
Taxas: R$ 2.800,00 (valor estimado com base nas taxas mostradas no Smiles + 40 euros do resgate no Call-Center do M&G)

Apesar de também repassar a taxa de combustível, o TAP Miles&Go ainda apresenta uma boa tarifa para a rota. Qualquer bônus de transferência que tivéssemos tornaria o programa como o campeão do resgate.

O que chama a atenção no presente comparativo é o custo elevado das Taxa de Combustível, que em ambos os programas é maior que o custo das milhas requeridas para o resgate, o que anula boa parte da vantagem do resgate award.


Comparação efetiva

Como pontuamos no tópico anterior, esse resgate não varia em função do sentido da rota, por isso vamos mostrar uma única tabela comparativa para um trecho avulso (one-way). Para calcular uma viagem de ida e volta (round-trip), basta duplicar os valores:

Resgate one-way (só ida) Mahe (Seychelles) – Dubai – Malé (Maldivas) – Classe Executiva

Não seria incorreto dizer que temos empate técnico. Não fosse pelo custo excepcional da Smiles, na promoção aqui citada, o M&G levaria pequena vantagem. Vamos considerar a Smiles vencedora, no entanto, pelo fator que antes citamos, não dimensionado monetariamente, que é a facilidade de fazer toda a operação online, em poucos cliques.

*Vale ressaltar que o presente quadro tem finalidade meramente comparativa, não tendo pretensão de mostrar os melhores resgates para a rota. Com esse propósito, apresentamos às sextas-feiras o quadro Resgates de Primeira.


Fatores a considerar

Custos referenciais variáveis: tenha em mente que os custos de milhas e pontos que adotamos nos nossos cálculos podem variar de usuário para usuário, inclusive em decorrência da utilização eventual de alguns cartões de crédito. Não levamos em conta os diversos leitores que detêm cartões emitidos no mercado internacional, cujos custos teriam outra avaliação;

Falta de uniformidade sobre a definição do custo de milhas e pontos: para a matéria, levamos em conta os custos de geração de milhas e pontos em campanhas promocionais de venda-transferência de pontos. Esteja atento a essas campanhas aqui no PP, de modo a tirar proveito dos menores custos de geração dessas milhas e/ou pontos. Não esqueça, contudo, que há outras formas de considerar esses custos. Muitos consideram “zero” o custo dos pontos gerados no cartão em gastos orgânicos, o que reduz muito o valor médio, a depender do volume de gastos. Particularmente, prefiro ter como referência o custo de geração por meios pagos para o caso de precisar de grande quantidade. Não podemos dizer, entretanto, que uma forma seja mais correta que a outra;

Fique atento ao custo relativo das milhas e a incidência de taxas: como temos mostrado nesse quadro comparativo, nem sempre o menor número de milhas, representa o menor custo. Portanto, leve em conta, sempre, o valor relativo dessas milhas, além de outros custos incidentes, como taxas de emissão e/ou de combustível;

Eventual dificuldade de resgate no M&G por possível backtracking: como o M&G não mostra online as pesquisas com Emirates, não temos como garantir que o sistema montará a rota, que pode ser interpretada pelo atendente como backtracking. Particularmente, entendo que um atendente com boa vontade pode conseguir emitir. Nos últimos anos, tivemos exemplos de amigos e leitores que fizeram resgates que considerava claro caso de backtracking. Eu mesmo fiz GRU-FRA-JNB-ADD, então não acho que seja impossível o resgate. Talvez o que acabe inviabilizando, nem seja o backtracking, mas o MPM – Maximum Permitted Mileage (Milhagem Máxima Permitida) entre SEZ-MLE. Cotejando as informações de distância dos segmentos SEZ-DXB-MLE, com o MPM mostrado no ExpertFlyer para a rota SEZ-MLE, vemos que ultrapassa o limite máximo. Continuamos insistindo, contudo, que perto do que já vimos nos últimos anos, não entendo como impossível.

Outros fatores: além desses fatores, também é prudente levar em consideração se há milhas próximas ao vencimento em algum dos programas em que o resgate é permitido. Adicionalmente, não deixe de avaliar os mecanismos de que você dispõe para repor essas milhas num futuro próximo ou médio. Opte por não utilizar aqueles pontos que já sabe que serão usados em outro resgate.


Comentário

Ter uma visão geral do custo relativo das milhas e pontos é fundamental para avaliar os melhores resgates em cada um dos programas. Quando o resgate é possível em mais de um desses programas, essa comparação se mostra ainda mais relevante para que tenhamos sempre os maiores benefícios no uso eficiente desse ativo de valor, que é nosso acervo de milhas e pontos.

E você, costuma comparar os custos do resgate em cada programa que utiliza? Quais os principais fatores que costuma priorizar?


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