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Emitindo passagens em executiva com bebê para o Canadá usando milhas – Leitor de Primeira

Leitor de Primeira Notícias

Por Equipe | Passageiro de Primeira

No quadro #LeitorDePrimeira de hoje vamos compartilhar a história do Daniel Pinho. Utilizando as dicas do site ele emitiu 3 passagens (para 2 adultos e 1 bebê) para viajar em classe executiva para o Canadá!

Confira o relato do Daniel!


Olá amigos. Lendo os relatos dos leitores do blog, resolvi trazer meu relato de compra de passagens.

Meu nome é Daniel Pinho, tenho 37 anos e normalmente faço uma ou duas viagens internacionais por ano. Em 2015 aproveitei o bug da American Airlines e voei pra NY de executiva por uma ninharia. Fora isso, todas as minhas viagens foram em econômica mesmo. Até agora.

Tenho um filho pequeno, o Pedro, de 1a 8m, e há algum tempo vinha conversando com minha esposa Marcelle para tentarmos aproveitar o fato dele não pagar passagem até os 2 anos para emitir uma viagem familiar bem legal. Se com 2 pagantes, viajar de executiva já está difícil, imagina com 3.

Contudo, descobri que as regras para classe executiva não são tão flexíveis assim, e vinha apanhando um bocado para montar um trecho legal. No início do ano, viajamos para Miami (de econômica) para visitar uns parentes, aproveitando as últimas semanas do voo direto saindo do Rio de Janeiro, e descobrimos que a Latam não é nada simpática com bebês em executiva.

Mas a vontade de voar em executiva com o Pedro permanecia, e eu vinha há tempos pesquisando possibilidades. Em 27 de maio, acompanhando o PP a chance surgiu. Vi a chamada para os 131% de bônus de transferência para o Miles&Go da TAP. Estudei as condições, analisei, pensei e achei que dava jogo. Conversei com Marcelle e no dia 28 comecei a agir.

Obtendo as milhas

Eu tinha aproximadamente 33 mil pontos no Livelo, pelos pontos do meu cartão (BB). Entrei para o Clube 7000, para maximizar a transferência, e pulei para 40 mil. Em seguida, comprei 110 mil pontos, por R$ 4.620 (42 reais o milheiro), totalizando 150 mil pontos.

Em seguida, fui no programa da TAP, que estava zerado (voei uma vez na TAP 5 anos atrás, e já tinha expirado o pouco que eu tinha) e entrei pro Clube Basic, o mais barato, só pra pegar o bônus de 120%. Sem o programa da TAP o bônus seria “só” de 100%. Entrando para o clube fiquei com 3 mil milhas TAP – 2 mil pela adesão e mil de mensalidade. O clube TAP básico gera 14 mil milhas no primeiro ano, essas 3 mil milhas, mais 11 mil ao longo dos próximos 11 meses.

Cadastrei no link do bônus extra de 1% do PP, deixando tudo pronto para prosseguir.

A mão tremeu, mas fiz a transferência, e 150 mil pontos Livelo se transformaram em 150 mil milhas TAP. Logo a seguir recebi 4.000 milhas de bônus de transferência. Esse bônus era um extra para quem transferisse 150 mil milhas, que poderia chegar a até 15 mil para os integrantes da maior categoria na assinatura da TAP, o Club Platinum (por isso que o site falava em 130%, esses 15 mil extras seriam os 10% finais). O Club Platinum custa em um ano 7,67 vezes mais que o Club Basic. Gera 7,7 vezes mais milhas, e o bônus maior, de 15 mil contra 4 mil. Fiz minhas próprias contas, e achei que o ganho não compensava.

Esperei 3 dias com esses 157 mil pontos. Veio o dia 31 e lá estavam os bônus! Eram 180 mil milhas extras dos 120% da campanha Livelo, mais 1.500 milhas do 1% do PP.

Por medo de faltar pontos (se o Pedro fosse cobrado seriam 300 mil milhas), e pra maximizar as transferências, eu tinha 338.500 milhas na TAP.

Procurando disponibilidade

Gerar os pontos era uma coisa. Converter em passagens, outra completamente diferente. Passamos os dias seguintes discutindo para onde ir. Pela quantidade de pontos, o continente era certo: América do Norte. Mas pra onde? Chicago era um velho desejo. Seattle, outro. Até o Havaí apareceu cotado (e descartado, voo longo demais para o bebê). A questão era conseguir as rotas. E nós moramos no Rio. A opção óbvia era ir pra Houston de United e de lá seguir pra outro lugar.

Seguindo as dicas do PP eu pesquisava pelo site da United, usando o da ANA de suporte.

Mas as opções apareciam e sumiam rapidamente. Conseguia uma ida, e a volta falhava, ou vice e versa. Começamos a cogitar ir por São Paulo, pra facilitar. Pois bem, os voos por São Paulo sumiram também. A United parecia estar nos boicotando. Nós tínhamos tido chance de emitir, mas hesitamos. O arrependimento ameaçava bater.

Os dias passavam, as milhas estavam lá paradas, ia dando uma angústia. Chegou o fim de junho e a TAP anunciou um novo modelo de resgate flexível. Não incluía cias parceiras, mas gerou um desconforto. As milhas foram compradas pra Earn and Burn, e quem estava se queimando era a gente.

Foi aí que resolvi “sair da caixinha” e procurar voos fora do óbvio. Se não fosse Rio e São Paulo, nem Copa ou Avianca, o que nós poderíamos fazer? E o coelho saiu da cartola. Se GRU-Toronto via Air Canada era uma lenda urbana, EZE-Toronto aparecia com uma frequência que dava esperança.

O roteiro precisava ser completo, então nós tínhamos que chegar em Buenos Aires. As pesquisas mostraram uma oferta fácil de São Paulo. Basicamente um dia a Turkish operava, no outro era a Ethiopian. Do Rio não tinha nada, infelizmente. Uma passagem extra seria necessária, mas isso era pra depois.

Para o retorno não tinha jeito. Era fim de viagem, estaríamos cansados, com malas provavelmente mais pesadas. Voltar por São Paulo não fazia sentido. O jeito foi abrir mão e aceitar um retorno via Copa, pousando no Rio de uma vez.

Sempre pesquisando pelo site da United, atrás das benditas “tarifas I” consegui montar um roteiro meio esquisito, mas que parecia viável.

Fazendo a emissão

Chegou a hora, dia 2 de julho peguei o telefone para encarar os portugueses. Fui atendido por uma senhora com um carregado sotaque do além-mar, muito simpática, felizmente.

Confirmei, por desencargo, se era possível voar Rio-São Paulo (Azul) e mesclar com Star Alliance. Não era, mas isso eu já sabia. A primeira dúvida real: era aceitável voar Guarulhos-Toronto fazendo stopover em Buenos Aires? Era, e as coisas caminharam. Os demais trechos não tinham mistério.

Após quase uma hora no telefone, saí com:

  • GRU-EZE dia 16/8 via Turkish;
  • EZE-YYZ (Toronto) dia 20/8, com parada para reabastecer em Santiago, via Air Canada.

E voltei:

  • YUL (Montreal)-GIG dia 6/9, com conexão em PTY, via Copa.

Tudo em Executiva, para 2 adultos. 😀

O trecho Toronto-Montreal seria por nossa conta, de trem.

Custos

Despesas nesse momento: 340,22 euros de taxa de emissão da TAP. Pelas minhas contas, o cartão me cobrou R$ 1.573,20 (mais 33,86 de variação cambial pós fechamento do cartão pro mês que vem), mais 200 mil milhas.

Fazendo as contas do custo das milhas. Entrei para o Clube Livelo de 7 mil pontos e paguei mensalidade de R$289,90. Com isso, pude comprar 110 mil pontos por R$4.620 (42 reais o milheiro). Transferi 150 mil pontos, mas “só paguei” por esses 117 mil (os outras 33 mil foram obviamente pagas também, via pontos do meu cartão de crédito. Contudo, como cada um tem seu cartão, e é uma questão individual, vou desconsiderar esses valores para os cálculos e fazer uma regra de 3 simples – 117/150 – para os bônus gerados, para tentar transformar a conta num valor genérico que em tese qualquer um poderia obter).

Os bônus proporcionais desses 117 mil pontos foram 140,4 mil milhas (120%) + 1,17 mil (cadastro no 1% do PP) + 3,12 mil (dos 4 mil de bônus por ser do clube TAP).

A adesão ao clube TAP custou R$ 468 gerando 14 mil milhas (vai levar um ano para essas milhas entrarem todas, de forma que só poderão ser usadas em outra viagem. Mas são 11 mil milhas em um universo de 300 mil, é quase irrelevante e acho mais fácil considerá-las)

Ou seja, paguei R$ 5.377,90 e levei 275.690 milhas (117 mil transferidas + 144,69 mil de bônus e 14 mil do clube TAP). Como eu só gastei 200 mil milhas, o custo proporcional das milhas foi de R$ 3.901.41 (outra regra de 3).

CUSTO FINAL DAS PASSAGENS (EM REAIS): R$ 3.901,41 pra comprar as milhas + R$ 1.607,06 de taxas de emissão da TAP (essa alta do dólar no fim do mês aumentou um pouco esse custo). Total de R$5.508,47.

Incluindo o bebê

Pensa que acabou? Ainda na ligação da TAP perguntei da emissão para o bebê. A resposta que recebi é que deveria ligar para uma das 3 cias (Turkish, Air Canada ou Copa) para tocar a emissão dele nos 3 trechos. Tinha cara que não seria assim e não foi.

Tive que ligar e marcar os trechos um a um, cada um com um procedimento diferente. A Turkish me enviou um e-mail com uma autorização de débito no cartão, que eu precisei imprimir, preencher, digitalizar e devolver para eles. Custo de R$ 169,68.

A Copa fez uma reserva pelo telefone, mas me obrigou a ir na loja física para finalizar a emissão. Por sorte havia uma no centro do Rio, a 500 metros do meu trabalho. Segundo eles, poderia ser feito até mesmo no guichê da Cia, na hora do voo. Mais cômodo, mas e o medo de dar ruim e o bebê não voltar do Canadá? Custo de R$ 597,59.

Já a Air Canadá fez tudo bonitinho, de primeira, no telefone. Comodidade tem preço, e a Air Canada me cobrou R$ 1.291,54 pelo serviço, um absurdo em comparação com as outras 2.

Total das passagens do pequeno Pedro: R$ 2.058,81. Graças à pequena facada proporcionada pela Air Canadá, o fato é que as passagens do Pedro custaram praticamente 75% do valor pago para cada adulto. A tese de aproveitar o fato dele ter menos de 2 anos acabou não gerando grande diferença. Paciência.

Finalizando a emissão

Faltava o trecho interno de ida. Fui no site da Gol e emiti um SDU-GRU pra manhã do dia 16 por R$ 629,70 (tarifa max, por conta das malas) para 2 adultos. Como o voo pra EZE só sai 18h30, teremos bastante tempo pra conhecer a sala vip da Star Alliance em GRU. Um fator extra de aporrinhação nesse caso foi a longa novela das obras da pista do Santos Dumont. Para nossa sorte, as obras começarão dia 24, o que nos poupou de ter que despencar até o Galeão.

Resumo da brincadeira: vamos conhecer 3 classes executivas, a da Turkish no curto trecho GRU-EZE, a da Air Canada no trecho EZE-SCL-YYZ e o da Copa em YUL-PTY-GIG pagando R$7.567,28 para 2 adultos e 1 bebê, um custo-benefício fantástico, mais R$ 629,70 para ir do SDU-GRU na tarifa máxima (o que nos garantiu 2 malas por adulto, assento conforto e prioridade no embarque/desembarque).

Faltando 10 dias para o início da viagem (escrevi e enviei esse relato em 6/8), nossa grande questão é com a temperatura. Misturar o inverno portenho com o verão canadense para uma criança tão pequena é sempre uma preocupação para pais de primeira viagem. Fora isso, estamos bem animados com nossa viagem lá na frente do avião.

Escrever esse relato é a minha forma de agradecer à turma do PP pelas valiosas dicas, que fizeram desse voo possível. Aos leitores, creio que o nosso diferencial é viajarmos com o bebê, e o fato de termos pensado que se sair da América do Sul pelo Brasil estava difícil, sempre há um plano B. Aproveitem.

Daniel Pinho
Rio de Janeiro – RJ


Comentário

Parabéns Daniel por pensar fora da caixa e procurar disponibilidade via Buenos Aires. Excelente emissão! Nós que agradecemos pelo rico relato, incluindo todo o processo e valores para a emissão do bebê. Com certeza vai ajudar muitos leitores em situações parecidas. Que venham muitas outras boas emissões pela frente!

Se você tem um história de sucesso e quer ter seu relato publicado aqui, siga as instruções deste post – será um prazer para nós!

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