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Escape da alta do dólar e euro usando suas milhas e pontos

Guias Notícias

Por Lorenzo Firmino

O dólar está sendo vendido hoje a R$5,05 nas casas de câmbio. Muita gente está repensando viagens, procurando destinos de moedas menos valorizadas e até optando por não sair do Brasil. Mas você sabia que, do ponto de vista de um milheiro, este pode ser um bom momento para emitir passagens usando milhas e pontos?

Enquanto bilhetes aéreos são suscetíveis a flutuação do dólar, bilhetes emitidos com milhas podem não ser. Explico: a United cobra, por ex., US$500 na roundtrip (ida e volta) entre Brasil e EUA em econômica. Os valores que encontramos em ferramentas de pesquisa (Skyscanner, Kayak e afins) e até no site da própria companhia nada mais é que uma conversão do dólar para o real. Logo, com o dólar na casa dos cinco reais, esta passagem tem um custo médio de R$2.500.

Enquanto isso o Miles&Go, da TAP, tem uma tabela fixa para emissão de passagens aéreas com parceiros da companhia. E o programa cobra 70.000 milhas na roundtrip (ida e volta) entre Brasil e EUA em econômica com companhias da Star Alliance (Copa, Air Canada e United). Estas 70.000 milhas equivalem a 35.000 pontos Livelo (com uma promoção bonificada de 100%). O custo para comprar estes pontos em promoções da Livelo é de R$42 o milheiro. Logo, esta passagem está custando R$1.470 + taxas. E este valor não é suscetível a flutuação do dólar (pelo menos não enquanto a tabela de resgates da TAP segue sem ajustes). Convertendo real para dólar este bilhete está custando em média US$300. Ou seja, em torno de 40% mais barato que a “passagem pagante”.

Em outras palavras, a emissão de bilhetes aéreos usando a tabela fixa de programas de fidelidade, onde é possível gerar milhas em real, é uma excelente forma de escapar da alta do dólar.

“Legal, Lorenzo! Mas quando eu chegar nos EUA tudo estará custando x5” – sim, você tem razão. Porém, você pode utilizar a estratégia acima para emitir bilhetes para destinos alternativos. Europa e EUA são caros mesmo e dificilmente você economizará com a moeda nas alturas. América do Sul, América Central/Caribe e países ainda não afetados com o surto do coronavírus na África e Ásia podem ser boas alternativas.

Para facilitar sua vida seu trabalho separei a tabela fixa de programas de fidelidade que adotam este modelo de precificação.

  • TAP Miles&Go (parceiros)

Veja a tabela completa do Miles&Go nesse link.

  • LATAM Pass (parceiros)

Emissões em econômica

Emissões em executiva

Veja a tabela completa do LATAM Pass para econômica e executiva.

  • Smiles e TudoAzul (parceiros)

A Smiles não adota este modelo de precificação (embora as variações sejam usualmente pequenas). Já o TudoAzul abandonou a tabela fixa em junho do ano passado e introduziu a precificação dinâmica – porém, em emissões pelo telefone o programa parece continuar emitindo passagens para parceiros com valores fixos.


Comentário

O modelo de precificação fixa para emissão de passagens aéreas não resolve o problema do dólar – porém, o ameniza. Muitas pessoas não deixarão de viajar para os EUA (seja a lazer ou trabalho). Portanto, para elas, comprar passagem aérea com um custo fixo vale a pena.

E lembre-se que você pode emitir bilhetes com uma janela de 11 meses. Pode ser que até lá o real tenha se valorizado frente as outras moedas e o pânico do coronavírus passado.

Qual a sua estratégia para economizar em tempos de dólar alto?

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