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Reservando um hotel nas Maldivas no Réveillon com 90% de desconto – Leitor de Primeira

Notícias

Por Equipe | Passageiro de Primeira

Hoje no quadro #LeitorDePrimeira vamos compartilhar outro excelente relato do nosso leitor Johnny (o primeiro relato dele você confere aqui). Dessa vez, além de conseguir aproveitar boas oportunidades para emitir os voos que o levaram até as Maldivas e o trouxeram de volta para o Brasil, ele compartilha ótimas possibilidades de como utilizar os programas de fidelidade dos hotéis para conseguir economizar muito em suas viagens. Vale acompanhar todas as dicas do nosso leitor!


Relato de Primeira

Fala pessoal,

Gostaria de compartilhar com vocês um pouco da minha última viagem, majoritariamente reservada através de pontos e milhas de diversos programas de fidelidade.

A escolha do roteiro não foi complexa, uma vez que a pandemia fechou diversas fronteiras mundo afora, principalmente para nós brasileiros. Como as Maldivas eram um dos únicos lugares no mundo aberto ao turismo internacional, logo concentramos nossos esforços em um roteiro que incluísse uma visita ao país. Adicionalmente, Dubai havia recentemente aberto também ao turismo e aos brasileiros, logo uma combinação dos dois lugares parecia fazer sentido para nossa viagem de final de ano, em dezembro de 2020.

Dentre as inúmeras opções de chegar às Maldivas em classe executiva saindo do Brasil, extensivamente abordado aqui no site pelos colunistas do PP, acabamos optando por seguir via Doha com a Qatar, pois de longe é, na minha opinião, a melhor cabine premium saindo do Brasil, visto que a Lufthansa retirou da rota o B747 – e consequentemente a Primeira Classe – e a Emirates também deixou de operar com o A380 na rota para São Paulo. A rota com a Qatar Airways é bastante lógica, com tempos de conexão excelentes, e com a premiada cabine QSuites, uma referência no setor de aviação comercial.

Emissão GRU – DOH – MLE

Sendo assim, como já antecipado aqui no PP, a melhor forma de emitir Qatar seria através do LATAM Pass, que cobra um valor fixo de 120.000 pontos por pessoa e por trecho, desde que haja disponibilidade na tarifa award (U). A busca pela tarifa award foi majoritariamente feita online através do próprio site do LATAM Pass e também da American Airlines, que é bastante intuitivo e confiável, raramente exibindo disponibilidade fantasma.

Conforme relatado por aqui também, apesar do LATAM Pass mostrar disponibilidade nos voos, é praticamente impossível emitir de forma rápida e online. Sendo assim, foi necessário entrar em contato com o call center, que prontamente encontrou a tarifa e emitiu o trecho sem maiores problemas, ao custo de 120.000 pontos + R$199,27 de taxas por passageiro.

Diversos relatos recentes apontam uma dificuldade extrema em emitir essa rota com a LATAM, mas deixo registrado que na época da emissão – novembro/2020 – o processo correu de forma simples e sem maiores percalços, apesar da morosidade de sempre quando se trata de call centers.

Como a disponibilidade na tarifa award no trecho interno DOH – MLE é mais complicada de se encontrar, a alternativa foi emitir no próprio programa de milhagem da Qatar, o Privilege Club, ao custo de 17.500 Qmiles por passageiro em classe econômica.

Como noticiado aqui pelo PP, A Qatar ofereceu uma bonificação de 2.500 milhas para novos inscritos no seu programa, e também uma promoção de compra de pontos com 30% de desconto por tempo limitado. Ao custo de US$693, compramos as 33.000 milhas faltantes para completar a emissão. O valor do trecho na tarifa pagante era de cerca de US$600 por passageiro, então nos gerou uma economia de cerca de 50% nesse trecho.

Vale mencionar que apesar de termos emitido o trecho GRU – DOH com milhas LATAM Pass e de termos comprado posteriormente a conexão em classe econômica em bilhetes separados, as bagagens foram despachadas em São Paulo já etiquetadas para o destino final e o acesso ao luxuoso Al Mourjan Lounge da Qatar Airways foi concedido sem problemas durante a nossa conexão.

Hotéis em Maldivas

As opções de hotéis em Maldivas são quase que infinitas, e as possibilidades de emissão com pontos também são diversas, conforme já relatado aqui no PP com maestria. Praticamente todas as principais redes de hotéis tem operações na região, o que abre um leque de oportunidades interessantes de emissão.

Como o programa da rede Hilton, o Hilton Honors, manteve ao longo do ano passado inteiro uma promoção de compra de pontos bonificada em 100%, ficou claro que seria o caminho mais fácil para emissão, pois não dependeria de assinatura de clube algum, tampouco transferência de cartões de crédito e outros malabarismos que costumamos ver por aí. Seria simples: bastava ter uma conta ativa há mais de 90 dias, comprar os pontos e reservar a estadia.

Hilton Honors – Compra de pontos

O Hilton Honors ofereceu praticamente ao longo do ano passado inteiro (e esse ano de 2021 também) a promoção de bonificação em 100% na compra de pontos do programa, reduzindo drasticamente o custo de aquisição.

Dessa forma, é possível obter 160.000 pontos ao custo de US$800.
Ou seja, 1 ponto = US$0,005.

O limite de compra por ano-calendário varia para cada usuário, e no meu caso era 160.000 pontos, o que na prática significava 320.000 pontos ao custo de US$1.600.

Por tratar-se de uma compra internacional, vale ressaltar que incide IOF de 6,38% na transação, caso não tenha um cartão emitido fora do Brasil.

5ª Noite Grátis

Um dos maiores atrativos do programa é receber a 5ª noite grátis em reservas feitas exclusivamente com pontos para clientes com status Silver, Gold ou Diamond no Hilton Honors. Através da dica da equipe do PP, foi possível obter o status Gold através da parceria junto ao The Platinum Card – TPC da American Express de forma simples e rápida.

Transferência de Pontos

Outro grande atrativo do Hilton Honors é a possibilidade de realizar a transferência de pontos entre contas distintas sem custo algum. Ou seja, o limite de compra de pontos mencionado anteriormente pode ser facilmente “driblado” se você tiver uma segunda conta em nome de seu pai, mãe, esposa, irmão, amigo… Basta realizar a compra de pontos em diversas contas distintas, e posteriormente agrupá-las em um único usuário.

Taxas e Service Fee

Além do mencionado anteriormente, o Hilton Honors também oferece a exclusão das taxas de reserva e de serviço que incidem na reserva ao realizar uma emissão exclusivamente com pontos. Pode parecer um valor irrisório, mas pesa bastante no valor total da reserva, o que veremos a seguir de forma prática.

Busca de disponibilidade

Dentre as opções do Hilton Honors em Maldivas, destacam-se o Conrad Maldives e o recém inaugurado Waldorf Astoria Ithaafushi, membro do segmento de luxo da rede Hilton.
Quando se trata de emissão no Hilton Honors, o grande desafio é encontrar disponibilidade nas tarifas de pontos Standard Reward, que são as mais baratas, pois o programa tem uma tabela flutuante de preços quando se pesquisa emissão com pontos, o que muitas vezes inviabiliza uma reserva. Como pretendíamos viajar no final do ano, em alta temporada, o desafio é sempre maior para encontrar tarifas viáveis.
As tarifas Standard Reward costumam ser de 95.000 para o Conrad Maldives e 120.000 para o Waldorf Astoria, por noite.

A emissão

Após alguns dias de buscas, notei que a disponibilidade no Conrad era ampla em todas as épocas do ano (talvez potencializado também pela pandemia que afetou o setor), mas no Waldorf Astoria era muito restrita, se não completamente inexistente. Certo de que não teria sucesso, deixei de pesquisar por alguns dias para tentar a sorte mais adiante.
Cerca de 40 dias antes da nossa data pretendida de viagem, notei disponibilidade para emissão de 7 diárias no Waldorf Astoria, no período de 25 de dezembro de 2020 a 01 de janeiro de 2021, ao custo de 120.000 por noite na suíte King Reef Villa With Pool: bangalô na água, com piscina privativa e 280m2 de área privativa.

Como tratava-se possivelmente da semana mais concorrida do ano, pois englobaria inclusive a noite do Réveillon, fiquei surpreso pela disponibilidade de 7 noites na tarifa Standard e fui logo checar o preço da tarifa pagante para hospedar-se nessa mesma categoria de quarto naquelas datas.

Me deparei com um astronômico valor total de US$39.518,06!
Ou: US$5.645 por noite, já com as taxas inclusas =)
Em reais seria algo em torno de R$220.000 + as devidas taxas do cartão de crédito + IOF para cartões emitidos no Brasil.

Considerando a tarifa em pontos e o custo de US$0.005 por ponto demonstrado anteriormente, o cenário seria o seguinte:

– Valor total em pontos: 120.000 x 6 (considerando a 5ª noite grátis) = 720.000
– Custo total da reserva: 720.000 x 0.005 = US$ 3.600,00 ou US$515 por noite!

Sem pestanejar, realizamos a compra dos pontos em 3 contas distintas para “driblar” o limite imposto para cada usuário, utilizamos o benefício da transferência de pontos entre contas para atingir o valor total de 720.000, aplicamos o benefício da 5ª noite gratuita, e conseguimos concretizar a emissão no mesmo dia. O desconto em relação à tarifa pagante foi de praticamente 90%, o que considero algo inimaginável, principalmente tratando-se de um hotel de luxo e em alta temporada.

No dia seguinte à minha emissão, simulei novamente a mesma reserva e havia ainda disponibilidade na mesma categoria de quarto e pelo mesmo valor em pontos. Ao que tudo indica, havia mais quartos na tarifa Standard Reward para reserva.

Vale destacar, conforme mencionado, a política adotada pelo Hilton Honors de isentar o valor das taxas e serviço para reservas feitas exclusivamente com pontos, pois apenas nessa simulação as taxas ficariam em US$7.475, mais que o dobro do valor total pago para a compra dos pontos! Caso esse repasse fosse feito pelo programa, mais que triplicaria o custo final da reserva. Com o dólar nas alturas, seria um custo adicional bastante significativo.

Outro ponto, importante ressaltar, é que esse valor astronômico cobrado pelo hotel não é o padrão encontrado em outras datas, com as diárias variando em torno de US$2.000 + taxas. Trata-se de uma semana naturalmente atípica, com valores praticados acima da média, por conta da alta demanda e pelo recesso de fim de ano.

Devo adicionar aqui também o custo do transfer cobrado pelo hotel saindo do aeroporto de Malé, ida e volta em US$600 por pessoa (não sendo possível reservar com pontos, infelizmente). Na reserva pagante, o custo seria o mesmo, não há como escapar! Caso fossemos ratear o valor do transfer pela quantidade total de diárias, seria algo em torno de US$85 adicionais por dia por pessoa, o que é um valor aceitável no contexto que se apresenta.
Apesar de caro, o traslado de 40 minutos em iate privativo é bastante agradável, prático e ágil. Não há preocupação com os trâmites de check in nos hidroaviões, tampouco se atentar ao excesso de peso das bagagens.

Confesso que foi uma satisfação muito grande poder ter executado e aproveitado essa oportunidade que surgiu! Foi uma junção de sorte e persistência, e com timing perfeito, pois de nada adiantaria encontrar as datas se não houvesse a promoção de bonificação de pontos que estava vigente no momento!

Emissão MLE – DXB

Como passaríamos alguns dias em Dubai antes de retornar ao Brasil, a rota mais lógica seria o voo direto entre Malé e Dubai pela Emirates. Dessa forma, optei pela pesquisa via Smiles, visto que a tarifa pagante na Emirates para essa rota costuma ser cara, principalmente comprando one-way e em classe executiva.

Não tive problemas para encontrar disponibilidade em diversas datas e horários. A emissão Smiles, como sempre, é bastante simples e completamente online, o que facilita bastante a experiência de compra!
O custo ficou em 95.200 pontos + R$271,63 de taxas de embarque por pessoa.
Considerando os pontos oriundos de diversas promoções bonificadas, e atribuindo o valor justo de mercado de R$0,020 por milha Smiles, temos:

– Custo da emissão: 95.200 x 0,020 = R$1.904,20 + taxas (ou cerca de US$390).

Considerando um voo de 4:05 horas, em uma rota que costuma ser cara, e voando na classe executiva da Emirates no 777-300ER, o valor ficou justo, visto que a alternativa seria comprar one-way diretamente na Emirates por US$2.370,40.

Marriott Bonvoy

Paralelamente às pesquisas de voos e estadia nas Maldivas, notei que o Marriott Bonvoy, programa de fidelidade da rede Marriott, estava com uma rara promoção oferecendo 60% de bônus na compra de pontos e ainda elevando o limite máximo de compra por ano, que costumava ser de 50.000 pontos para até 150.000 (sem contar os pontos bonificados, o que na prática significava 240.000 pontos)!

Ao pesquisar mais a fundo os hotéis que fazem parte da rede, notei que o The Luxury Collection fazia parte do portfólio na categoria Luxury, conforme relação abaixo. Dessa forma, seria possível reservar uma estadia no Al Maha Desert Resort & Spa, em Dubai, um hotel que já havia pesquisado anteriormente e altamente recomendado para alguns dias de estadia no deserto. Como já tínhamos Dubai planejado no roteiro, seriam 2 dias que poderiam encaixar perfeitamente.

Uma rápida pesquisa no site do Marriott Bonvoy logo mostrou disponibilidade nas datas desejadas, ao custo de 70.000 + 20 AED (US$5.45) por noite na categoria Bedouin Suite, com piscina privativa de frente para uma paisagem exótica de deserto.

Logo fui checar o preço da tarifa pagante, tal como feito no hotel anterior, e me deparei com outro valor astronômico, totalizando 21.649 AED já com as taxas incluídas – ou seja – cerca de US$5.900,00 para as 2 noites.

Um benefício interessante do programa Marriott Bonvoy é o Points Advance, que basicamente permite que você faça uma reserva sem ter o saldo total de pontos na sua conta, podendo quitar com até 30 dias de antecedência da viagem (similar ao Viaje Fácil oferecido pela Smiles). Como o serviço não tem custo algum e certo de que o preço ao reservar comprando os pontos seria mais atrativo que a tarifa pagante, logo já garanti minha reserva mesmo sem o saldo em conta.

Compra de pontos

Vejam abaixo o comprovante de compra dos pontos Marriott. Temos basicamente:

– Pontos Comprados: 130.000
– Pontos Bônus: 78.000
– Pontos Totais: 208.000
– Custo Total: US$1.625,00 –> US$0.0078 por ponto

Considero um bom valor de compra de ponto, visto que não temos muitas possibilidades de acumular pontos Bonvoy aqui no Brasil. A forma mais viável hoje seria transferindo da Livelo para United na proporção 2:1, e em seguida da United para o Marriott Bonvoy. Ainda assim, você precisaria ter algum status no MileagePlus da United para ser elegível a essa transferência, e também incorreria em limites pré-estabelecidos. Foi por essa razão inclusive que comprei mais pontos do que o necessário, na esperança de usá-los futuramente em outra reserva.

Aplicando o custo do ponto ao valor da reserva, temos: 140.000 (2 noites) x 0.0078 = US$1.093,75. Ou seja, uma economia de quase US$5.000,00 apenas aproveitando a promoção vigente e emitindo logo em seguida. Novamente: sem a necessidade de assinatura de clube, status de programa, transferência de cartão… simples e prático.

Vale ressaltar que essa tarifa emitida com pontos, assim como a tarifa pagante, é no sistema Full Board (café da manhã, almoço e jantar incluídos) e ainda 2 atividades no deserto inclusas por pessoa e por dia. Assim, praticamente não há gastos adicionais durante a estadia. Tudo já incluso na tarifa reservada!

Outro ponto, importante lembrar novamente, é que esse valor cobrado pelo hotel na tarifa em dólares não é o padrão encontrado em outras datas, com as diárias variando em torno de US$1.500 + taxas. Trata-se de uma semana naturalmente atípica, com valores praticados acima da média, por conta da alta demanda e pelo recesso de fim de ano.

Volta para o Brasil

A busca por disponibilidade na rota de volta foi mais complicada, pois não havia muitas opções. A Emirates limitou bastante os assentos em cabines premium ultimamente nas tarifas com pontos, portanto não conseguiria emitir de forma alguma. A Europa estava numa situação complicada devido ao vírus e com diversas exigências para passageiros brasileiros, o que poderia causar problemas nas conexões. Os Emirados Árabes ainda mantinham um travel ban (que foi posteriormente revogado) com voos do Qatar, dessa forma não poderia conectar facilmente em Doha para retornar ao Brasil na mesma rota da ida. A rota via Istambul com a Turkish era uma opção com certa disponibilidade, mas as taxas de combustível cobradas pela Cia deixavam a emissão consideravelmente mais custosa.
A única opção viável seria de Ethiopian Airlines, via Addis Abeba, emitido com o programa Miles & Go da TAP ao custo de 115.000 pontos por passageiro + R$246,33 de taxas em classe executiva.

Considerando as diversas promoções entre TAP x Livelo, poderia arbitrar o valor do ponto a R$0.018, o que nos levaria a um valor final total de R$2.320 por passageiro em classe executiva, voando os 2 trechos em wide-body e com uma pequena escala de 2:10 horas em Addis Abeba. Considero o valor justo, principalmente tratando-se de uma emissão one-way. Ponto positivo para o valor das taxas, que também não prejudicaram o custo final da emissão.


Comentário 

Excelente Johnny! Mais uma bela aula de como aproveitar as mais diversas promoções dos programas de fidelidade para viabilizar emissões muito desejadas por um custo bem mais atrativo!

Concretizar uma economia de praticamente 90% em relação à tarifa pagante em um hotel de luxo e durante a alta temporada – ainda mais na virada do ano, onde os preços são absurdamente caros – é um feito e tanto. Além disso, o Johnny conseguiu usar as promoções de compras de pontos a seu favor, jogando com o “regulamento debaixo dos braços”.

Vale ressaltar que ainda há oportunidades citadas no relato que estão ativas, como a compra promoção de bonificação em 100% na compra de pontos no Hilton Honors.

Mais uma vez, parabéns pelo relato Johnny e obrigado por compartilhar conosco! 👏🏼


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