Volta ao mundo por 15 países usando milhas do TAP Miles&Go – Leitor de Primeira

Leitor de Primeira Notícias

Por Thiago Santos

Hoje no quadro #LeitorDePrimeira, vamos compartilhar um relato de nossos leitores Jéssika e Bruno, que conseguiram emitir passagens de volta ao mundo por 15 países com milhas do programa TAP Miles&Go. Confira!


Relato de Primeira

Fala galera!

Gostaria de compartilhar aqui com vocês nosso relato da emissão de dois bilhetes de volta ao mundo (RTW) em Classe Executiva pelo TAP Miles&Go, voando em companhias Star Alliance, que possibilitou um ano sabático inesquecível para nós! Foram 10 meses viajando onde conhecemos 15 países.

Meu nome é Jéssika, e meu marido Bruno, nos casamos em 2021 e decidimos fazer algo que não é tão trivial pós-casamento: uma longa viagem sabática ao invés de uma festa!

Essa ideia de viajar por um longo período já estava na cabeça há um bom tempo, mas unindo o útil ao agradável, estabelecemos dois objetivos principais nesta viagem: um intercâmbio de inglês e avançar no processo de cidadania italiana.

Acompanhamos conteúdos ligados a pontos e milhas aéreas desde 2016, principalmente com as dicas aqui do Passageiro de Primeira.

Vamos juntos que explicaremos como tiramos este plano do papel.

Acumulando as milhas

Tudo começou em 2017, quando começamos a aproveitar as transferências bonificadas para o TAP Miles&Go. Pouco depois, descobrimos as ofertas de passagens de Volta ao Mundo Star Alliance por quantidade fixa de milhas. Ao longo do tempo, lemos vários relatos de leitores do Passageiro de Primeira que haviam conseguido fazer essa emissão, então pensei em começar a acumular milhas para este fim.

A quantidade necessária para emissão deste bilhete em classe econômica é 250.000 milhas, já na Classe Executiva são 350.000 milhas (por passageiro). Decidimos que tentaríamos a emissão em executiva, desde que encontrássemos disponibilidade para esta classe na maior parte dos trechos, para que valesse a pena a diferença de pontos.

Para acumular a quantidade necessária, aplicamos principalmente estas estratégias:

  • Acumular pontos no programa Livelo através de gastos de cartão de crédito com boa pontuação;
  • Comprar milhas diretamente no programa Livelo, mas somente quando o desconto fosse 50%;
  • Transferir para o TAP Miles&Go nas janelas de transferência bonificada. Nos recordamos de promoções bem generosas com até 120% de bônus, o que acelerou o acúmulo que precisávamos na época.

Seguindo esses passos, no início de 2020, já tínhamos praticamente atingido a quantidade de milhas que precisávamos para a emissão de 2 passageiros em executiva no programa TAP Miles&Go.

Emitindo o bilhete

Para quem pensou que acumular milhas era o mais difícil, separe o assento no sofá e a pipoca, pois a história a seguir precisou de muita determinação. 😊

Antes de falar da emissão em si, vamos falar sobre o primeiro contratempo: a pandemia.  Pouco depois de termos atingido a quantidade que precisávamos, em março de 2020 o mundo parou, todos foram para casa… Nesse momento, já percebemos que os planos teriam que ser adiados por alguns meses.

Aproveitamos este tempo em casa para planejarmos e estruturarmos melhor a viagem, testando inúmeros roteiros, escolhendo cidades, pensando nas melhores épocas do ano para viajar para cada destino, avaliando o custo de vida, etc. Por fim, este período foi precioso para nós, pois conseguimos nos organizar melhor em todos os aspectos, inclusive no profissional.

No início de 2021, com as vacinas avançando, percebemos que era possível reativar o plano, então começamos a tentar “congelar” o roteiro que iríamos realizar. Com algumas ligações para o TAP Miles&Go (sim, emissão de bilhete Volta ao Mundo é apenas por telefone), entendemos melhor algumas regras que ainda não tínhamos nos atentado ou que não achávamos tão claras simplesmente lendo o regulamento. Listamos aqui as mais relevantes que impactaram a nossa emissão:

  • Limite de 10 trechos ou segmentos;
  • Limite de 6 stopovers de 24h. Este detalhe é muito importante, vou exemplificar: se você conseguir apenas voos diretos e quiser ficar mais de 24h em todas as cidades que pousar, isto reduzirá o máximo de trechos do bilhete de 10 para 7 (ou seja, 6 stopovers ou cidades visitadas por mais de 24h). Esta “gordura” de segmentos que citei acima (10) é utilizada para encaixar no roteiro destinos que se interligam com uma ou mais conexões (no roteiro completo abaixo vai ficar mais claro 😉);
  • Obrigatório seguir para o mesmo sentido em todos os segmentos voados (oeste ou leste);
  • São permitidos open-jaws (chegar por uma cidade e sair por outra);
  • A viagem precisa terminar em até 1 ano após a data de emissão do bilhete (não é a data do primeiro voo que conta).

Para montar o roteiro, além das informações acima, utilizamos um misto de ferramentas:

  • Site da StarAlliance Volta ao Mundo;
  • Google Flights;
  • United MileagePlus, ANA e ExpertFlyer (este último pago).
  • Uma planilha com algumas macros para facilitar todas as buscas e agregar as informações que coletávamos de maneira mais visual, como os assentos disponíveis, transportes, clima, hospedagens, planejamento de custos e o que fazer nos lugares (meu marido criou uma planilha da NASA haha).

Já eram meados de 2021, montamos o roteiro número #001, #002, … , #035, … e então apareceram mais algumas pitadas de complexidade: países ainda fechados para brasileiros, além de algumas companhias não oferecendo assentos com milhas em determinadas rotas.

Adaptamos o roteiro mais um pouco, principalmente quanto ao lugar do intercâmbio: Eu (Jéssika) havia pesquisado muito sobre Austrália, mas não tínhamos nem sinal de que abriria em breve na época. Então decidimos aplicar para um visto de estudante para os EUA (F1/F2), e o intercâmbio foi parar num lugar inusitado: Honolulu (Havaí). Por fim, a mudança foi ótima, falaremos mais adiante sobre isso.

Então concluímos a rota:

A emissão dos bilhetes aconteceu em 17 de setembro de 2021. Para chegar neste resultado, precisamos de mais ou menos 5 ligações para entender a “regra do jogo” com a TAP nos mínimos detalhes, depois mais umas 8 ligações completadas até conseguir emitir e pagar os tickets efetivamente. Sem falar nas ligações incompletas, disso não temos saudades rs!

O valor final por passageiro foi 350 mil milhas + R$ 1.606,28 (taxas de embarque/emissão).

Adotando um valor médio Livelo de R$ 35 por cada 1k pontos e com as transferências que fizemos na época a no mínimo 100%, a passagem completa já com as taxas ficou por menos de R$ 8 mil por pessoa. Incrível para um roteiro desses!

As dicas que deixo aqui são:

  • Na época da emissão (set/21), o número do call center Brasil do TAP Miles&Go dificilmente completava a ligação. A solução que encontramos foi contratar um plano de ligações ilimitadas para Portugal através do Skype por 3 EUR / mês. Ainda assim, o número de lá demorava muito a atender, cheguei a ficar quase 12h entre tentativas em um só dia, mas ao menos a ligação completava;
  • Quando o agente registra seu pedido, a demanda vai para outro setor para conclusão da emissão com os bilhetes eletrônicos efetivamente. Se isso demora muito, as reservas dos segmentos individuais começam a expirar pois cada cia aérea da Star Alliance tem a sua regra. Então a dica é ligar quase que diariamente para cobrar a emissão completa. Confesso que é uma das partes do processo que exige mais resiliência;
  • Esteja aberto para alternativas, quando possível. Por exemplo: nosso primeiro destino era Nova Iorque e não Chicago, mas não havia disponibilidade em Classe Executiva para a data que queríamos. Então voamos para Chicago pelo bilhete de volta ao mundo somente para uma conexão, e depois emitimos um trecho Chicago –> Nova Iorque usando o interline da Azul num preço ótimo. Valeu demais, pois assim voamos do Brasil para os EUA na cabine Polaris da United, uma experiência e tanto!
  • Veja que a data do voo de volta para o Brasil (último trecho) ficou para 03/set/22. Neste caso, para respeitar a regra máxima de duração de um ano a partir da emissão, só pude começar a tentar emitir pouco depois de 03/set/21, ainda que a viagem já estivesse totalmente pensada algumas semanas antes. Obviamente, durante esta espera e nos dias que se passaram depois da primeira ligação até que eu recebesse os bilhetes eletrônicos, estávamos correndo o risco de ter que ajustar os roteiros em função de indisponibilidades de assentos (chegou a acontecer, inclusive).

Ainda assim, esta é uma emissão que vale muito a pena! Para vocês terem uma ideia, simulando com pagamento em dinheiro no site StarAlliance Volta ao Mundo, esta passagem ficaria mais de 60 mil reais por passageiro!

Partiu Sabático!

Os 50 dias que tínhamos da emissão até o embarque foram uma aventura. Eu, Jéssika, dizer tchau ao meu emprego no mercado financeiro, tomar a segunda dose da vacina, empacotar caixas, desapegar de muita coisa, aproveitar com família e amigos, fazer uma mala de 20 kg cada um e cair no mundão. Uma transformação e tanto.

Embarcamos mesmo sem saber se os destinos da Ásia que queríamos visitar estariam abertos para brasileiros. No final de 2021, veio a variante ômicron e colocou tudo em risco outra vez, mas então no início de 2022 os países começaram a reabrir e conseguimos ficar até mais do que havíamos planejado nas Filipinas e Indonésia. Cada país com suas restrições, peculiaridades, regras, apps para controle sanitário (às vezes no idioma local), testes PCR, mas nos jogamos de cabeça!

Outra grande surpresa foi no Havaí, quando recebemos a notícia que todos os voos diretos de Honolulu para Seoul da Asiana no mês de março seriam cancelados. Isso também exigiu mais algumas boas ligações para a TAP, mas no final conseguimos uma solução no mínimo inusitada. Para chegar a Seoul a tempo de seguir viagem, tivemos que trocar um voo direto de 14h em econômica por dois voos: Honolulu para Nova Iorque (9h em econômica United), e depois Nova Iorque para Seoul (15h em executiva Asiana, outro serviço impecável que tivemos na viagem). Depois digam o que acham disso nos comentários, aceitariam também? 😊

E num piscar de olhos a viagem chegou ao fim! O curso de inglês foi muito enriquecedor para mim, o processo de cidadania foi concluído, sem contar que morar mais de 1 mês na Itália não foi nada mal haha… Além de muita história para contar, com perrengues (incluindo mala perdida e drone barrado no Egito), superações, novas amizades e experiências memoráveis. Uma verdadeira transformação.

E aquela máxima: viajar é bom, mas voltar para casa também, é super verdadeira.

No dia 03/09/22 chegamos no Brasil, loucos para matar a saudade da família e amigos.

Por enquanto é isso!

Ah, para quem quiser, algumas curiosidades da nossa viagem:

  • Percorremos aproximadamente 80.000 km entre avião, trem, ônibus, balsa, carro etc… o que é quase 2x a circunferência da Terra;
  • Foram 300 dias cravados viajando;
  • Visitamos 64 cidades em 15 países;
  • Foram 31 voos totais (sendo 9 da passagem de volta ao mundo);
  • Nos hospedamos em 59 lugares diferentes (19 Booking – 12 ALL Accor – 10 Hotéis.com, entre outros).

Um abraço, Jéssika e Bruno.


Comentário

Que experiência incrível, Jéssika e Bruno! Agradecemos pelo relato super detalhado e cheio de dicas para nossos leitores. Agradecemos também por nos mencionar no texto, ficamos muito satisfeitos de saber que o conteúdo que publicamos ajudou nessa jornada. Parabéns pela emissão! 👏🏼


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