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O ganhe e perde de conectividade da LATAM com a saída da oneworld e possível entrada na SkyTeam

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Por Lorenzo Firmino

Ainda ontem a oneworld divulgou uma carta com o seu posicionamento sobre a saída LATAM da aliança. Para quem não leu, veja aqui. Mas, qual será o real impacto da desfiliação da companhia chilena? Como ficará sua malha aérea? Teremos ganhos de conectividade e rotas?

Para responder essas perguntas, analisaremos os principais destinos internacionais do Grupo LATAM e como eles poderão ser conectados com a Delta e parceiras da SkyTeam se, de fato, a LATAM se ingressar a aliança um dia.


Joint Venture British, Iberia e Latam

Vale lembrar que no final do ano passado foi aprovada a joint venture entre LATAM, British e Iberia, e que mesmo com a saída da LATAM da oneworld, ela ainda poderá existir.


Europa

Mapa de rotas da LATAM

  • Londres (LHR)

Com a saída da oneworld e possível rompimento da joint venture, a LATAM perderá a conectividade da British Airways em Heathrow (LHR). Se a companhia não criar novos acordos bilaterais, não conseguirá alimentar sua rede a partir da Inglaterra. Por outro lado, Londres conta com a presença da Virgin Atlantic, que tem planos ambiciosos de expansão internacional. Como a Delta é detentora de 49% das ações da companhia do Reino Unido, é natural pensar em uma aproximação com a LATAM. Ou seja, perde-se a British Airways, mas ganharia-se a Virgin – que é uma excelente companhia.

Impacto: negativo.

Mapa de rotas da Virgin Atlantic

  • Paris (CDG)

A LATAM terá um grande ganho de conectividade com a Air France no aeroporto (caso entre na SkyTeam, como a grande maioria das possibilidades listadas nesse post).

Impacto: positivo.

  • Frankfurt (FRA)

A LATAM não tem parceiros da oneworld em Frankfurt. Porém, a companhia tem um acordo bilateral com a Lufthansa e usa os voos da companhia alemã para alimentar sua malha aérea. Se os laços com a Lufthansa se prevaleceram após a integração à SkyTeam, nada mudará.

Impacto: indiferente.

  • Madri (MAD)

Com a saída da oneworld e possível rompimento da joint venture, a LATAM perderá a conectividade da Iberia em Barajas (MAD). Caso a LATAM entre na SkyTeam, a Iberia será substituída pela Air Europa. A companhia da SkyTeam não tem tantos destinos como a Iberia, mas para conectar internamente na Europa daria conta do recado.

Impacto: negativo.

  • Barcelona (BCN)

O mesmo exemplo de Madri se aplica a Barcelona. Lembrando apenas, que o hub da Air Europa em Barcelona é menor que o de Madri.

Impacto: negativo.

  • Milão (MXP)

A LATAM terá um grande ganho de conectividade com a Alitalia no aeroporto. (Novamente: caso entre na SkyTeam, como a grande maioria das possibilidades listadas nesse post).

Impacto: positivo.

  • Lisboa (LIS)

A LATAM já não tem parceiros da oneworld em Lisboa. E continuará assim na SkyTeam.

Impacto: indiferente.


África e Oriente Médio

Mapa de rotas da LATAM

  • Joanesburgo (JNB)

A LATAM poderá perder conectividade na África do Sul devido a Comair Limited (subsidiária da British Airways). Entretanto, a companhia tem codeshare com a South African. Se esse acordo de codeshare for mantido, a LATAM poderá continuar conectando seus passageiros na África. O mesmo vale para a South African, que conectará seus passageiros na América Latina com a LATAM.

Impacto: indiferente.

  • Tel Aviv (TLV)

A LATAM não tem parceiros da oneworld em Tel Aviv. E continuará assim na SkyTeam.

Impacto: indiferente.


América do Norte

Mapa de rotas da LATAM

  • Nova York (JFK)

A LATAM perde a conectividade da American Airlines em Nova York, e ganha com a conectividade da Delta. O aeroporto é hub das duas.

Impacto: indiferente.

  • Miami (MIA)

A LATAM perde a conectividade da American Airlines em Miami. Ainda que a Delta atenda de forma satisfatória o aeroporto, ele não é o seu hub.

Impacto: negativo.

  • Orlando (MCO)

A LATAM não perde conectividade em Orlando. A Delta será substituída pela American Airlines no aeroporto.

Impacto: indiferente.

  • Boston (BOS)

A LATAM ganha com a conectividade da Delta em Boston. O aeroporto é hub da companhia.

Impacto: positivo.

  • Los Angeles (LAX)

A LATAM perde a conectividade da American Airlines em Los Angeles, e ganha com a conectividade da Delta. O aeroporto é hub das duas.

Impacto: indiferente.

  • Las Vegas (LAS)

Se a operação sazonal retornar, a LATAM não perderá sua conectividade em Las Vegas. A Delta será substituída pela American Airlines no aeroporto.

Impacto: indiferente.

  • Cidade do México (MEX)

A LATAM ganhará com a conectividade da Aeromexico na Cidade do México (caso entre na SkyTeam). O aeroporto é hub da companhia.

Impacto: positivo.


Oceania

Mapa de rotas da LATAM

  • Sydney (SYD)

A LATAM perde a conectividade da Qantas em Sydney. Para continuar a alimentar sua malha na Oceania precisará fechar novos acordos bilaterais. E para isso, não podemos esquecer da Virgin Australia, que opera para menos destinos que a Qantas, mas atende muito bem a região (observe nas imagens abaixo). Ainda que o impacto seja negativo, a Virgin é uma ótima companhia.  Ou seja, se isso tudo se concretizar, não será uma “perda de lavada”.

Impacto: negativo.

Mapa de rotas da Virgin Australia

  • Melbourne (MEL)

O mesmo exemplo de Sydney se aplica a Melbourne. Observe o mapa de rotas da Virgin saindo da cidade.

Impacto: negativo.

Mapa de rotas da Virgin Australia

  • Auckland (AKL)

O mesmo exemplo de Sydney se aplica a Auckland. Observe o mapa de rotas da Virgin saindo da cidade.

Impacto: negativo.

Mapa de rotas da Virgin Australia

  • Taiti (PPT)

A LATAM já tem acordo bilateral com Air Tahiti Nui. E a Air Tahiti Nui tem acordo com a Air France. Por ora, nada muda.

Impacto: indiferente.


Balanço

Impacto positivo: 4
Impacto negativo: 7
Impacto indiferente: 9


Comentário

Pelo balanço, o cenário geral é negativo, mas acho que o “placar” não faz jus a realidade. Listarei alguns contra-pontos.

  • Em Londres, perderíamos a British, mas poderíamos ganhar uma Virgin Atlantic. Uma excelente companhia.
  • Em Paris, com a Air France, a LATAM ganharia excelentes possibilidades de conexão para Europa e o restante do mundo.
  • Em Madri, perderíamos a Iberia e sua boa malha aérea na Europa. Mas, com a Air Europa, os impactos seriam minimizados.
  • Na África algum acordo bilateral com a South African deve poderá ser criado;
  • Nos EUA, troca-se American Airlines por Delta. Continuaremos conectados a praticamente todas as cidades norte-americanas.
  • Na Austrália/Nova Zelândia a Qantas fará falta. Todavia, a Virgin Australia, que tem uma ótima rede por lá, poderia suprir a sua ausência.

Reforço que tudo que escrevi, é baseado na remota possibilidade da LATAM entrar na SkyTeam. Temos indícios suficientes para que isso não aconteça.

A atual malha aérea da LATAM foi criada pensando nas suas atuais parceiras. O que será reajustado ao longos dos próximos anos conforme os desdobramentos da indústria. E o que pode ser ruim para você, pode ser bom para outra pessoa (ou vice-versa). Estamos em uma fase especulativa do que pode ser o início de uma reestruturação na aviação comercial.


Para as últimas notícias sobre o tema acesse nossa Central de Informações LATAM+Delta.

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